Parlamentares médicos cedem às pressões dos planos de saúde


A Associação Médica de Brasilia realiza, de 22 a 25 de março, o Seminário Aspectos Éticos e Legais da Medicina. Na primeira noite de debates, o deputado Ronaldo Caiado (DEM -GO) disse que a maior bancada do Congresso Nacional é a dos médicos só que esta representatividade não se reproduz em ação e vitórias nas votações. “Os colegas não votam em projetos que beneficiam os médicos porque não resistem à pressão dos planos de saúde que são, na realidade, os grandes patrocinadores de campanhas eleitorais”, afirmou.
Quanto ao projeto que regulamenta a profissão de médico, a chamada Lei do Ato Médico, que foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora está sendo analisado no Senado, Ronaldo Caiado (foto ao lado) disse que “nossa posição é clara e cristalina: nós não abriremos mão da prerrogativa do diagnóstico, do tratamento e do comando da equipe multidisciplinar no tratamento de um paciente”, disse. E completou: “Do contrário, seria negar a Medicina”.
Para o parlamentar, se não houver mobilização – e comandada pelas associações e entidades de classe -, dificilmente o projeto deixará de percorrer, novamente no Senado, a “longa trajetória que já dura praticamente nove anos, daquela Casa para a Câmara e desta, de volta ao Senado e, depois, para a sanção presidencial, porque são muitos os movimentos contrários, enquanto os médicos não se unirem para pressionar o Congresso”.
Já o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, afirmou que “devemos marchar unidos, como fazem os animais”.
Também participam do seminário organizado pela Diretoria de Educação Continuada da Associação Médica de Brasilia, o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, Volnei Garrafa, e o presidente do Sindicato dos Médicos do DF Marcos Gutemberg Fialho.