Como o médico enfrenta o dia a dia diante de questões polêmicas

Morte de jovem de 23 anos, após cirurgia plástica, é investigada.

Cirurgião plástico é investigado por erro médico após morte de paciente de 23 anos.

 

Qual a maneira mais correta de dar uma notícia? A pergunta foi feita pelo médico Sami El Jundi, presidente da Federação Médica Sul Brasileira, que fez a segunda palestra da manhã desta quinta-feira (15/04) no V Seminário Nacional Médico/Mídia, que está sendo realizado no Rio de Janeiro.

Segundo ele, falta u maior especialidade de jornalistas que cobram na saúde e falta aos médicos maior conhecimento de como lidar com a mídia.  Ele é favorável de que as entidades médicas precisam investir mais na comunicação com qualificação nas instituições médicas.

“É importante que os médicos dêem sua versão dos fatos. Nós temos a responsabilidade política dar ao médico o preparo para a entrevista, qualificando os médicos para dar sua versão dos fatos”

Segundo ele, os médicos estão vivendo um momento histórico sobre a relação médico e paciente, com a entrada em vigor do novo Código de Ética Médica que trouxe um foco grande na autonomia do paciente.

Na palestra “como o médico enfrenta o dia a dia diante de questões polêmicas para a mídia como erro médico, negligência, aborto, eutanásia e doação de órgãos. O médico falou sobre a dura realidade que os médicos enfrentam no dia a dia. “muitas vezes, tendo que enfrentar decisões solitárias”.Segundo ele, há situações em que o médico fica entre a fronteira dos protocolos dos planos de saúde e o que a ajuda a seus pacientes.

Segundo o médico Sami El Jundi, é preciso que a população tenha uma percepção melhor de como é feito o atendimento, com todas as suas dificuldades, para que os médicos tenham menos angústia na tomada de decisões e menor valoração da mídia. Essa troca pode permitir que os médicos possam tomar as decisões sem a angústia de que ela não seja a mais adequada.