Médicos e jornalistas terminam encontro com êxito

foto: Fenam

Terminou nesta sexta-feira (16/04), no Rio de Janeiro, o V Seminário Médico/Mídia. Os médicos e jornalistas Ilana Polistchuck e Osmar de Oliveira foram os dois primeiros palestrantes do dia com o tema: Jornalismo e medicina podem caminhar juntos? Para a médica Ilana, existe certa dificuldade na convivência entre médico e mídia, embora seja possível trabalhar nas duas profissões já que ela atuou durante muitos anos como médica e jornalista ao mesmo tempo. Para Ilana “fazer medicina é difícil, mas fazer jornalismo é ainda mais difícil”. Atualmente Ilana é diretora da Agência Notisa de jornalismo científico. Para Osmar de Oliveira, que ainda hoje trabalha como ortopedista e também atua como jornalista, fazendo comentários esportivos, disse que é cada vez mais crescente no Brasil a atuação de médicos no jornalismo, estreadas pelos médicos Tostão e Sócrates, jogadores que agora são comentaristas esportivos Na última palestra do dia, o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão dividiu mesa com o jornalista Maurício Martins, da Rádio CBN. Ao falar sobre Quem é o médico, o que pensa e espera do entrevistador, Wellington Galvão, que comandou um grande movimento médico em Alagoas por melhores condições de trabalho e reajustes salariais, disse que sempre teve boa relação com a imprensa do Estado, e que o Sindicato dos Médicos alagoano tem a imprensa como parceria na divulgação das causas médicas. Para ele, a população tem uma imagem distorcida do médico, “de que o médico, só pensa em dinheiro”, visão muitas vezes provocada por notícias mal veiculadas. “Mas sempre respeitamos e compreendemos a imprensa e em Alagoas, os médicos estão sempre comprando uma briga a mais, que precisa da ajuda e compreensão da mídia”. Já o jornalista Maurício Martins respondeu a pergunta: Quem é o jornalista, o que pensa e o que espera do entrevistado. Segundo ele, o jornalista é o garimpeiro da notícia, e muitas vezes o médico não entende a rapidez do jornalista que, muitas vezes, acaba provocando certas distorções. “O jornalista tem prazo. Por esta razão ele quer objetividade”, explicou. Maurício Martins também alertou que a notícia: é a novidade. Segundo ele, o jornalista também espera do entrevistado ser acessível, ter tempo, disponibilidade e ser rápido no retorno. O entrevistado precisa ser simples na linguagem médica. “Muitas vezes o jornalista faz perguntas imbecis para dar respostas simples, o entrevistado não deve entender determinadas perguntas como provocações”, explicou o jornalista Maurício Martins. Outro ponto colocado foi a necessidade da informalidade e da clareza na fala. “Nunca minta. É a pior coisa que pode existir em um entrevistador. Se não sabe a resposta, não tente enrolar o jornalista, que é só um repassador da informação”.