Cirurgia segura

Cirurgia segura, por enquanto, é privilégio dos hospitais de elite. A afirmação é de Edmundo Ferraz, doutor em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com pós-doutorado no Departamento de Cirurgia do Guy’s Hospital da Universidade de Londres.

Ele fará a palestra Cirurgia Segura Salva Vidas, às 19h do dia 12 de maio, na sede da Associação Médica de Brasília, onde defenderá a aplicação disseminada do Protocolo de cirurgia segura no país. O programa deverá ser lançado pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), no dia seguinte.

“Estudo piloto publicado em fevereiro do ano passado pela revista New England mostrou, após análise de 7.000 pacientes, resultados de cirurgias: naquelas em que foi aplicado o Protocolo, houve redução de 37% nas chamadas grandes complicações e de 40% na mortalidade”, informou o médico, um defensor dos conceitos adotados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2009.

Promovida pela Rede Brasília de Hospitais, com apoio do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), a palestra terá ainda a presença dos médicos Rogério da Silva Lima (da Opas), Antonio Evanildo Alves (mestre do capítulo Distrito Federal do CBC) e Ronaldo Cuenca (especialista em cirurgia do aparelho digestivo).

Em 2007, o Brasil aderiu à Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, lançada em 2004 pela OMS. Naquela época, os países-membros cumpriam o primeiro desafio proposto pela Aliança: “Uma Assistência Limpa é uma Assistência Mais Segura” (Clean Care Is Safe Care). O novo desafio é “Cirurgia Segura Salva Vidas” (Safe Surgery Saves Lives).

Estimativas da OMS apontam que, a cada ano, pelo menos sete milhões de pacientes que passam por cirurgias em todo o mundo sofrem complicações. E cerca de um milhão de pessoas morrem durante – ou imediatamente após – um procedimento cirúrgico.

Estimativas da OMS apontam que, a cada ano, pelo menos sete milhões de pacientes que passam por cirurgias em todo o mundo sofrem complicações. E cerca de um milhão de pessoas morrem durante – ou imediatamente após – um procedimento cirúrgico.

Edmundo Ferraz disse esperar, agora, o anúncio da implantação oficial da política de cirurgia segura no Brasil, ao lembrar que a evolução tecnológica tem contribuído bastante para a redução dos riscos nesses procedimentos, inclusive com medidas de baixo custo.