FDA fecha cerco a cigarro eletrônico

Cigarros eletrônicos comercializados nos Estados Unidos são vendidos ilegalmente como produtos para auxiliar os fumantes que desejam largar o vício, anunciou anteontem a Food and Drug Administration (FDA), agência americana de vigilância sanitária.

Os cigarros eletrônicos e produtos semelhantes vendidos nos EUA por cinco empresas precisam ser aprovados pela FDA porque são anunciados como auxílio àqueles que querem abandonar o tabagismo ou reduzir o consumo de cigarros normais. Para comercializar os produtos, as empresas deverão realizar estudos em animais e seres humanos, solicitando posteriormente a aprovação, disse a agência em carta à Associação de Cigarros Eletrônicos, grupo da indústria com sede em Washington.

Os cigarros eletrônicos são tubos metálicos com uma mistura vaporizada de nicotina líquida. Apesar de tais dispositivos imitarem a aparência dos cigarros tradicionais e a sensação proporcionada, eles não contêm tabaco.
Em fevereiro, a FDA obteve o adiamento temporário de uma decisão judicial que considerou a agência desprovida da autoridade para regulamentar os produtos como remédios ou como dispositivos médicos. A decisão obrigaria a FDA a permitir sua importação. O caso será debatido em audiência no dia 23.
“Apesar de esses produtos serem frequentemente comercializados como forma de auxílio aos fumantes que desejam largar o vício, a FDA não avaliou a segurança nem a eficácia do seu uso”, disse Michael Levy, diretor da divisão de novos remédios e conformidade às regras da agência. As empresas notificadas têm 15 dias para responder.

A FDA vai avaliar essas respostas antes de decidir se os produtos devem ser tirados do mercado, disse Levy. Para fazer essa avaliação, a agência deve usar os mesmos critérios de segurança e eficácia empregados na análise de outros remédios, entre eles terapias de substituição da nicotina. Entre os produtos aprovados pela FDA e voltados para aqueles que desejam parar de fumar estão sprays nasais vendidos sob prescrição médica e chicletes e adesivos facilmente encontrados nos balcões das farmácias. De acordo com a IMS Research, uma firma de pesquisas de Norwalk, Connecticut, o chiclete Nicorette, da GlaxoSmithKline, foi o remédio de substituição da nicotina mais vendido no período de 12 meses que se encerrou em junho deste ano, correspondendo a 12% do mercado de remédios e dispositivos antifumo, avaliado em US$ 1,2 bilhão.

Fonte: BLOOMBERG NEWS