Saúde Pública também é papel dos médicos

Gutemberg Fialho pres. SindMédico/DF

Por Elisabel Ferriche/Jornalista

 A nova diretoria do SindMédico/DF toma posse no próximo dia 6 de novembro. O presidente reeleito, Gutemberg Fialho, cuja chapa vencedora recebeu 73% dos votos, tem pela frente um enorme desafio: dar continuidade às conquistas médicas salariais em um novo governo que   assume em janeiro de 2011. Entre eles está a reformulação do Plano de Cargos , Carreira e Salários (PCCS), uma conquista do passado que precisa ser mudado para reduzir o número das atuais referências que ainda hoje deixam os médicos de início de carreira distantes dos médicos já próximos à aposentadoria. Outro desafio da diretoria reeleita é atrair os médicos da iniciativa privada que até hoje vêem no sindicato uma instituição “dos médicos da rede pública”.

Com um histórico de conquistas nos últimos oito anos, o SindMédico/DF ainda tem muito a fazer, como garantir melhores condições de trabalho para a classe. Agora, com um médico no Palácio do Buriti e tendo a seu lado também uma médica, como primeira dama do GDF, é de se pensar que talvez essa tarefa seja mais fácil.

Com o respaldo de 73% que teve de aprovação nas urnas, a diretoria reeleita do SindMédico/DF já pode ousar e para as próximas eleições e apoiar médicos que sejam eleitos e que possam efetivamente representar a classe. Na próxima legislatura, apenas a médica Arlete Sampaio (PT) terá uma cadeira na Câmara Legislativa, após ter conquistado 26 mil votos que, certamente, não foi com o apoio de seus colegas de jaleco.

O próprio sindicato avalia que os médicos são ótimos candidatos e “puxadores” de votos para seus partidos. Já está passando da hora do Sindicato dos Médicos, como entidade de classe, eleger seus representantes e garantir uma bancada representativa tanto no parlamento local como nacional para que, quem sabe, a saúde pública saia da atual situação que se encontra. Como os governos só usam a saúde para a política e não fazem uma política de saúde, está passando da hora dos médicos se unirem para reverter este triste quadro, afinal,  melhorar a saúde pública também é papel dos médicos e de suas entidades de classe.