Entrevista exclusiva com o futuro secretário de Saúde do DF

Rafael Barbosa será o novo secretário de saúde do DF

O novo secretário de saúde do próximo governo do Distrito Federal será o médico nefrologista Rafael Barbosa. O anúncio foi feito pelo governador eleito, Agnelo Queiroz (PT), na noite desta quarta-feira (15/12) minutos antes do início da cerimônia de diplomação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) dos candidatos eleitos nas últimas eleições. O governador disse que Rafael Barbosa vai coordenar o “gabinete de crise” para restaurar o sistema público de saúde da capital da República.

Em entrevista exclusiva à jornalista Elisabel Ferriche do blog Médicos na Midia, Rafael Barbosa, disse que a sua primeira providência como Secretário de Saúde será instruir o “gabinete de crise”, formado com representantes das pastas de obras, fazenda e empresas públicas como CEB e Caesb para fazer um levantamento dos principais problemas da rede pública, desde obras emergenciais a abastecimento de insumos e medicamentos. “Nosso objetivo é ampliar a capacidade da rede pública na área de internação em UTIs, um dos principais problemas da saúde pública do DF”, informou Rafael. Outra prioridade do gabinete de crise é reabastecer a rede em no máximo 100 dias, após a posse.

Também é prioridade do futuro secretário cuidar do contrato com a Real Sociedade Espanhola, que administra o Hospital de Santa Maria. “O contrato termina em janeiro de 2011,  mas pretendemos prorrogar por mais seis meses, tempo que consideramos suficiente para contratar novos médicos e profissionais de saúde para substituir os atuais.”

Nos planos do novo secretário, já nos dois primeiros meses de trabalho, está inauguração de quatro UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) em Samambaia, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante e São Sebastião. Outras dez devem ser entregues 90 dias. “Não podemos interromper a assistência à população, que está sofrendo muito”.
Para fazer a fila andar, nas mais diversas especialidades, o novo secretário de saúde vai contar com as sugestões das entidades médicas, principalmente a Associação Médica de Brasília (AMBr), e do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico), com quem já esteve reunido em duas ocasiões.

O vice-presidente da AMBr, Luciano Carvalho, afirma que “as negociações para a criação das assessorias cientificas estão em pleno andamento e mostram a intenção do governo em cumprir os compromissos de campanha e caminhar ao lado dos médicos na recuperação do sistema público de saúde”.

Para o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, o mais importante é a qualificação gerencial e a valorização do servidor, sem as quais não será possível cumprir metas. “Isso é a base de uma gestão eficiente”, disse Gutemberg. Segundo ele o sindicato manterá sua posição de fiscalizar as ações do governo na área de saúde, contribuindo sempre que necessário. “É tempo de esperança”, disse ele na expectativa de que o novo secretário de saúde traga inteligência para a rede pública.