Aborto espontâneo pode gerar depressão

Aborto espontâneo pode causar depressão

Aborto espontâneo pode causar depressão

Mulheres que sofrem de ansiedade e depressão depois de um aborto espontâneo podem continuar com os sintomas mesmo depois de darem à luz um bebê saudável.

As descobertas, baseadas no Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC) da Universidade de Bristol e publicado na versão online do British Journal of Psychiatry são a conclusão de um estudo feito com 13.133 grávidas que relataram o número de abortos e experiências prévias com natimortos. Os sintomas de depressão e ansiedade foram avaliados duas vezes durante a gravidez (na 18ª e na 32ª semanas) e quatro vezes depois do nascimento do bebê (depois de oito semanas, oito meses, 21 meses e 33 meses).

A maioria das mulheres não relatou aborto, 21% relataram um ou dois abortos a anteriores e 0,5%, um natimorto – apenas três mulheres relataram dois natimortos.

Os pesquisadores descobriram que mulheres que tinham perdido um bebê no passado conviviam com um alto nível de ansiedade e depressão durante a gravidez – o que continuava quase três anos depois do nascimento do bebê saudável.

– O estudo é importante para as famílias com mulheres que perderam um bebê, porque é dito que elas dão a volta por cima rapidamente, mas como mostramos não é verdade – diz o professor Jean Golding, fundador do ALSPAC e um dos autores do relatório.