Reprodução assistida: técnica evoluiu sobremaneira nos últimos 30 anos

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Dra. Hitomi Nakagawa

 

Vivenciar momentos especiais da gravidez e constituir família. O desejo de muitas pessoas nem sempre pode ser realizado por meios naturais, mas a reprodução assistida tem sido evidenciada como uma opção para a concepção do sonhado filho. Com os passar dos anos, as técnicas evoluíram, o que faz com que seja mais assertiva a gestação.

Para se ter uma ideia, há quase 36 anos, nascia o primeiro bebê de proveta da história. Naquela época, o óvulo era retirado do organismo da mulher sem o uso de indutores da ovulação para aumentar a oferta de óvulos maduros e fertilizado artificialmente. O embrião obtido, era por desenvolvimento numa incubadora, depois, devolvido ao útero materno. Com o tempo, os embriões puderam ser produzidos com antecedência, assim como os espermatozoides e, mais recentemente, com os óvulos.

Os medicamentos, de acordo com Dra. Hitomi Nakagawa, especialista em reprodução humana foram um avanço. Auxiliaram no controle para a maturação dos óvulos. Com o ciclo mais estável, as etapas da gestação foram melhoradas, com menos riscos da perda do ciclo de tratamento e do embrião.

Embora os resultados da reprodução sejam animadores, existem dificuldades que podem causar a morte do bebê ao nascer. É o que aponta um estudo realizado pelo Instituto Robinson da Universidade de Adelaide, na Austrália, que afirma que na hora do parto, as chances de o bebê perder a vida são maiores que os gerados naturalmente.

A pesquisa também mostrou que os bebês via reprodução assistida, têm o dobro de possibilidades de morrer nos primeiros 28 dias ao nascer, e de forma prematura, enquanto a possibilidade de ter um peso abaixo do normal, é triplicada.

“Ainda é difícil estabelecer se as causas dessas complicações relacionadas nos dados estatísticos expostos seriam decorrentes do procedimento em si ou a fatores relacionados com a infertilidade”, diz Dra. Hitomi.
As observações foram feitas a partir da análise de 300 mil nascimentos nos últimos 17 anos. “Por isso, a necessidade de acompanhamento constante do médico que tem o papel de avaliar os possíveis riscos”, reforça Hitomi. No que se refere ao papel do ginecologista e obstetra, a especialista é enfática: “Cabe sanar todas as dúvidas e fazer com que o casal que pretende ter filhos, esteja bem informado para que não haja falsas expectativas”.