Condições que causam cálculos urinários estão entre os distúrbios urológicos mais dolorosos e prevalentes

Mais de um milhão de casos de pedras nos rins são diagnosticados a cada ano

mulher-com-dor-materiaA incidência de urolitíase, ou cálculos renais, é de cerca de 12% aos 70 anos para os homens e para as mulheres de 5-6% nos Estados Unidos. Além disso, a diferença entre os sexos pode estar diminuindo à medida que mais mulheres estão sendo diagnosticadas e tratadas de pedras nos rins. A razão para a mudança é a dieta inadequada, com mais casos de diabetes, obesidade e síndrome metabólica em mulheres. Em mulheres obesas a incidência de cálculos é igual a dos homens. A presença de litíase nessas mulheres também pode prever doenças cardíacas para os próximos anos.

Quanto aos cálculos em mulheres, há alguma controvérsia na literatura, mas o que se observa é o aumento realmente importante na mulher que engorda. Quando a mulher se torna obesa o risco de desenvolver litíase é igual ou superior a do homem.

Para Dr. Cesar Camara, formado em medicina pela USP com especialização em Cirurgia Geral e Urologia pela mesma instituição e um dos primeiros urologistas contratados do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP), “mulheres com litíase podem ter risco aumentado de doenças cardíacas. E isso ocorre de forma relevante e demonstrada em alguns estudos americanos.” O risco é aumentado apenas na mulher, ele não ocorre em homens e, além disso, não é necessário sequer sabermos se a mulher é diabética ou hipertensa, o fato de possuir cálculos renais a coloca em uma situação de risco 18% – 22% maior especialmente se for jovem (menos de 49 anos).

Nos EUA a incidência de litíase é de 11% para homens e 7% para mulheres. Se juntarmos homens e mulheres a incidência até a década de 80 era de 4%, atualmente é de 9%, ou seja, vem aumentando. As mulheres com obesidade podem ser acometidas em até 13%, incidência superior a dos homens.

*Com informações do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP)