Dia Mundial do Coração: A prevenção começa através do estilo de vida saudável

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No dia Mundial do Coração, datado em 29 de setembro por iniciativa da Federação Mundial do Coração (World Heart Federation), a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) alerta que a prevenção a doenças do coração começa através de um estilo de vida saudável.

Um estudo recente publicado pelo American College of Cardiology (ACC) mostra que a prevenção através de um estilo de vida saudável para evitar potenciais efeitos colaterais de medicamentos é mais rentável para a redução de toda população na doença cardíaca coronária. O estudo examinou durante 11 anos, uma população de 20.721 homens saudáveis com idades entre 45-79 anos, o estilo de vida e escolhas foram avaliados através de um questionário explorando os seguintes itens: dieta, consumo de álcool, tabagismo, nível de atividade física e adiposidade abdominal.

Foi constatada uma clara redução no risco de ataque cardíaco para cada fator de estilo de vida individual dos participantes. Por exemplo, ter uma dieta de baixo risco, juntamente com um consumo moderado de álcool levou a uma estimativa de 35% menor risco de ataque cardíaco em comparação com o grupo de alto risco. Homens que combinaram a dieta de baixo risco e consumo moderado de álcool com não fumar, ser fisicamente ativo e ter uma baixa quantidade de gordura abdominal, tiveram 86 % menor risco. Os investigadores encontraram resultados semelhantes em homens com níveis de hipertensão e colesterol alto.

Segundo o presidente e também médico de família e comunidade Thiago Trindade, é importante se prevenir durante toda a vida, desde a infância, adotar um estilo de vida saudável. “Saber equilibrar o trabalho com o lazer, ter uma boa rede de apoio social e familiar também ajuda no controle destes fatores de risco. E por último manter o vínculo com serviços de saúde de atenção primária, de maneira a buscar sempre que precisar profissionais da linha de frente para seu cuidado integral, as enfermeiras generalistas e os médicos de família e comunidade”, ressalta o médico.

*Com informações da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC)