Observar as mamas e fazer exames podem ajudar no combate ao câncer

29/10/2014

O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres e uma das maiores dificuldades é detectar a doença no início. Um nódulo, por exemplo, pode demorar cerca de 10 anos para se formar e nesse período, a paciente pode nem saber que existe. A principal maneira de fazer o diagnóstico precoce é através de exames, como a mamografia, mas é importante também que a mulher observe e preste atenção a alguns sinais de alerta, como alertaram o mastologista Alfredo Barros e o ginecologista José Bento no Bem Estar desta quarta-feira (29).

Nódulos, pele áspera, vermelhidão em só um dos seios e problema de crescimento são características anormais que devem ser investigadas por um médico.

É importante também reparar em líquidos e secreções que podem sair das mamas – dependendo da cor, eles podem ser mais ou menos graves. Se forem amarelados, esbranquiçados, esverdeados ou amarronzados, por exemplo, geralmente é normal; por outro lado, se forem transparentes ou avermelhados, vale investigar.

Observar essas características é importante como uma maneira de autoconhecimento das mamas, para que a paciente procure um médico caso fique preocupada. Vale ressaltar, no entanto, que a principal maneira de detectar a doença é através de exames – a mamografia, por exemplo, consegue rastrear um tumor de 1 mm, enquanto o autoexame só detecta um nódulo quando ele já está maior. Por isso, é importante fazer exames – diagnosticada no início, a doença pode ter até 98% de chances de cura, a paciente pode não precisar nem de quimioterapia e, se for caso de cirurgia, o procedimento é muito menor e menos invasivo.

Segundo o mastologista Alfredo Barros, a mamografia deve ser feita a partir dos 40 anos, uma vez por ano. Pacientes com histórico de câncer na família precisam fazer o exame 10 anos antes da idade em que o tumor apareceu na parente – ou seja, se apareceu quando ela tinha 45 anos, o ideal é começar aos 35, sempre anualmente. O ultrassom também é uma alternativa, principalmente para quem tem muito tecido mamário e seios mais densos, como no caso das mulheres mais jovens. Há ainda a ressonância magnética, recurso importante geralmente para pacientes com próteses.

Fonte: G1/Bem Estar