No Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, FEBRASGO relembra importantes ações e pede apoio dos tocoginecologistas

O dia 28 de maio, Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, foi marcado por várias ações no País. A data reforçou a importância da prevenção e do tratamento adequado de doenças que mais acometem as mulheres. A FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, sempre investe na disseminação de informações para a saúde delas ao reivindicar que o sistema de saúde brasileiro seja integral, com atendimento de qualidade.

O envolvimento da FEBRASGO tem repercutido de várias formas. Nos últimos meses, a Federação exigiu medidas de reabertura de leitos obstétricos no Brasil. Entre outras medidas, foi cobrada a ampliação e aperfeiçoamento dos instrumentos de custeio dos hospitais filantrópicos, responsáveis por mais de 50% dos atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS); e o descongelamento e reposição das perdas acumuladas dentro da Tabela SUS (em consultas e procedimentos).

A aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde+10, que pede a vinculação de 10% da receita bruta da União à saúde (PLP 321/2013) foi defendida. No texto, a Federação deixa claro que somente com respostas imediatas, eficazes e permanentes do Governo poderão ser assegurados os direitos do cidadão à assistência universal, com equidade, qualidade e gratuita. O Brasil tem urgência de ser bem tratado. Fechar os olhos à realidade que vitima os cidadãos e profissionais não vai resolver o problema.

Outra importante iniciativa da FEBRASGO foi a divulgação das recomendações aprovadas em âmbito nacional, para que se possa avançar na organização da assistência obstétrica e nos conceitos das boas práticas, com o objetivo principal de redução da morbiletalidade materna e perinatal e do número de processos éticos e jurídicos, além da necessidade de se criar indicadores que meçam os desfechos perinatais e se resgatar a dignidade dos profissionais que prestam cuidados de saúde às mulheres brasileiras.

Também foi enviado ao Ministério da Saúde carta de repudio ao relatório “Diretrizes de Atenção à Gestante: a operação cesariana”, que está aberto à consulta pública e recebeu recomendação de aprovação. Além do conteúdo ser tendencioso e inadequado do ponto de vista técnico, a Associação Médica Brasileira (AMB), juntamente com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a FEBRASGO aparecem erradamente como anuentes do relatório. As entidades ressaltam que não houve e não há anuência e, ao contrário do que se fez entender, não compõem o Grupo Consultivo.

Esse trabalho de luta pelo reconhecimento profissional do tocoginecologista e da saúde da mulher pode ser ainda melhor com o auxílio de mais especialistas. Somente unindo forças, com decisões tomadas a partir de égides éticas, com base em estudos científicos, será possível mudar a triste realidade brasileira, onde a saúde deixa muito a desejar. Participe, junte-se à FEBRASGO. Basta enviar seu apoio à causa para o e-mail presidencia@febrasgo.org.br.