Entidade de saúde promoverá campanhas de informação de doação de óvulos à sociedade

Após assumir a presidência da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Hitomi Miura Nakagawa pretende criar ações para esclarecer a população sobre eficácia das técnicas de reprodução

Poucos sabem, mas a técnica de congelamento de óvulos têm sido uma alternativa eficaz para as mulheres que desejam engravidar em um momento posterior. O recado é da ginecologista e especialista em reprodução assistida, Hitomi Miura Nakagawa que acaba de assumir a presidência da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).

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Hitomi Miura Nakagawa Crédito: Clinica Genesis

De acordo com a médica, é um desafio ser a gestora da entidade, mas com a sua experiência, somará esforços para levar informações relevantes sobre congelamento de óvulos à sociedade. “Trata-se de uma técnica desenvolvida. Sabemos que o câncer, apesar de medidas preventivas, tem acometido muitas mulheres por causa da expectativa de vida. Se a mulher no futuro tiver a doença, após o tratamento e o aval do seu médico, ela poderá ter o esperado filho”.

Formada na University School of Medicine no Japão e especialista em vídeo-laparoscopia e vídeo-histeroscopia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Hitomi Nakagawa esclarece que nos primeiros ciclos regulares menstruais já é possível congelar os óvulos, sem riscos à saúde. “Depois, de acordo com a recomendação do Conselho Federal de Medicina, a mulher, até os 50 anos, poderá usar os óvulos e realizar seu desejo de ser mãe”, explica.

Para a tarefa de informar a população sobre os benefícios da técnica, ela pretende além de fazer campanhas nas redes sociais, mobilizar a atenção da mídia e promover eventos de utilidade pública. “Queremos realizar caminhadas e ações para que as pessoas entendam a importância do procedimento”, enfatiza.

No que se refere à atualização dos médicos, a presidente da SBRA diz que serão criados eventos de educação continuada e de defesa da classe no Congresso Nacional, para que a profissão seja ainda mais valorizada.

Entusiasmada, Hitomi Miura Nakagawa revela que o trabalho já começou. “Estamos planejando tudo, para que a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida tenha a representatividade que merece”, destaca.