Médicos descobrem novos achados para a cura do câncer de rim

 

Pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra eficácia da imunoterapia para tratamento da doença. Especialistas usaram a medicação Nivolumab e apresentaram os resultados animadores durante evento científico

 

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O oncologista Fernando Sabino

Pessoas com câncer de rim, doença o qual é descoberta, normalmente, em estágio avançado, e que tem poucas chances de cura, poderão, ainda este ano, ter um tratamento eficaz no Brasil. Trata-se da imunoterapia, procedimento que é feito através da aplicação intravenosa e que já foi consagrado pelos órgãos representativos de saúde dos Estados Unidos e da Europa.

É o que afirma o oncologista Fernando Sabino, que acaba de chegar de San Francisco, nos Estados Unidos, onde participou do maior Congresso do mundo da especialidade, o Genitourinary Cancers Symposium, no qual foram abordados os principais avanços para o tratamento do câncer urológico.

Dr. Sabino explica que diferente da quimioterapia, que são usados medicamentos que destroem as células doentes que formam o tumor, a imunoterapia estimula as células de defesa do organismo a lutar contra o câncer. “É um tipo de tratamento mais recente para os cânceres urológicos, principalmente o de rim”, diz o médico, que atua no Instituto Onco-Vida, em Brasília.

 
 

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O oncologista Paulo Lages

A droga eficaz que tem despertado a atenção dos médicos através da imunoterapia é o Nivolumab – objeto de estudo do médico Robert J. Motzer, do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Em estudo publicado na revista científica The New England Journal of Medicine, o pesquisador mostrou avanços com o uso da medicação.

Participaram da pesquisa 821 pacientes com câncer de rim, o qual, após serem submetidos ao uso do Nivolumab, tiveram respostas positivas no tratamento. “Agora, durante o Congresso Genitourinary Cancers Symposium foram apresentados novos achados sobre a resolutividade da medicação. Todos esses dados serão publicados nos próximos meses”, destaca o oncologista Paulo Lages, que acompanhou o médico Fernando Sabino, no evento americano.

Dr. Paulo conta que para o câncer de rim é usada a terapia alvo molecular, mas com o estudo, foram mostradas atualizações de pacientes com câncer de rim metastático que não responderam bem ao tratamento anterior, mas com a imunoterapia, houve melhora considerável.

Com o resultado promissor da pesquisa, os médicos esperam que no próximo semestre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprove o uso da terapia no Brasil. “Estamos na expectativa para que a imunoterapia seja um procedimento adotado por aqui. Já está comprovado que melhora a qualidade de vida dos pacientes, fazendo-os viver mais e melhor”, conclui Dr. Fernando Sabino.