Maio: Mês Internacional de Combate ao Melanoma

Especialistas tiram dúvidas sobre o melanoma, que tem estimativa no Brasil de mais de 175 mil casos para 2016

  

Maio é o Mês Internacional de Combate ao  Melanoma, doença que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) são estimados 175.760 casos para 2016. Considerado o tipo de câncer de pele mais agressivo que existe, de acordo com o oncologista clínico do Instituto Onco-Vida, em Brasília, Cristiano Resende, trata-se de um problema cutâneo que origina-se dos melanócitos – células responsáveis pela produção de melanina, que determinam a cor da pele de cada indivíduo.

Post_medicos_melanomaDermatologista clínica e cirúrgica do corpo clínico da Onco-Vida, Patricia Damasco explica que a doença é capaz de se espalhar para outros órgãos (produzir metástases), mesmo em lesões de tamanhos pequenos. “Vários fatores podem influenciar o surgimento do melanoma, como ambientais, genéticos e familiares. A exposição excessiva à radiação ultravioleta e o histórico de queimaduras solares podem ter papel decisivo no desenvolvimento da doença. Como os brasileiros têm o hábito de se exporem ao sol, muitas vezes sem proteção, essa pode ser a causa dos vários casos registrados”, afirma.

Autoavaliação – Mudanças de cor, formato ou tamanho de uma pinta podem ser indícios de melanoma, assim como pintas que sangram, doem e coçam. É importante o paciente se autoexaminar, pois o surgimento de novas pintas ou modificação de uma preexistente podem ser sinais do melanoma. “A visita regular ao dermatologista aumenta a probabilidade de detecção precoce da doença, já que muitas vezes as lesões estão em locais cobertos, difíceis de visualização pelo paciente”, enfatiza Dra. Patricia Damasco.

Cabe destacar que o tipo mais comum de melanoma é o extensivo superficial, que é tem prevalência nos membros inferiores de mulheres e no tronco dos homens. Também existe o melanoma acral, que acomete negros e asiáticos nas palmas das mãos, plantas e unhas. Já o lentigo maligno melanoma ocorre em áreas mais expostas ao sol, como face, pescoço e dorso das mãos, geralmente em pacientes idosos. Outro tipo de melanoma é o nodular, que apresenta um comportamento mais agressivo, aparecendo como forma de lesões elevadas, enegrecidas, que surgem sem pintas ou manchas anteriores.

Tratamento – O tratamento para o melanoma cutâneo, se diagnosticado precocemente, segundo o oncologista Cristiano Resende possui melhores chances de cura e um prognóstico bom. “O tumor, quando não apresentou metástases à distância, deve ser tratado com cirurgia para retirada de toda a lesão. Em casos em que se estende a uma maior parte da pele, é necessária uma biópsia ou até mesmo a retirada de toda a cadeia linfática, chamada de esvaziamento ganglionar. Neste cenário em que a doença é localizada, as chances de cura podem variar de 45 a 90%”, esclarece o médico.

Quando a doença se manifesta em fase avançada, em que se encontra metástases em outros órgãos, a melhor opção terapêutica geralmente é a medicamentosa. As opções disponíveis são a imunoterapia, drogas alvos, quimioterapia e radioterapia. “São levados vários fatores em consideração para poder definir qual melhor tratamento, como por exemplo, extensão da doença e órgãos comprometidos, agressividade da mesma, mutações genéticas do tumor, comorbidades e estado geral do paciente”, afirma Dr. Cristiano Resende.

Previna-se – A melhor maneira de prevenir o melanoma é evitar exposição excessiva aos raios ultravioleta, além da visita regular ao especialista para o exame corporal. O uso do protetor solar ajuda na prevenção, e o ideal é que seja usado fator mínimo (FPS) de 30, devendo ser reaplicado a cada 2 horas, enquanto se estiver exposto. “A quantidade de aplicação também é importante: uma colher de chá para o rosto, cabeça e pescoço; duas colheres de chá para a parte da frente e de trás do tronco; uma colher de chá para cada braço e duas colheres de chá para cada perna”, finaliza a dermatologista Patricia Damasco.