“Pacientes oncolológicos devem se vacinar contra a gripe H1N1 imediatamente”, alerta especialista

Pacientes em tratamento de câncer podem ficar mais suscetíveis a contrair o vírus da influenza H1N1 e devem, o quanto antes, procurar a vacina contra a gripe. O recado é da médica infectologista Claudia Neto Silva, do Instituto Onco-Vida, em Brasília, que explica que, em razão do comprometimento do sistema imunológico, quem está fazendo qualquer tipo de tratamento oncológico necessita imediatamente de se proteger contra a gripe.

A especialista explica a eficácia da vacina em razão de conter vírus inativados e fragmentados, sendo bastante segura para aplicação em pacientes com sistema imune debilitado. “Caso o paciente tenha tomado a vacina e ficado doente logo após, com sintomas semelhantes aos da gripe, provavelmente já estava com algum outro vírus que causou um resfriado ou outra virose”, esclarece a Dra. Claudia, que é mestre em doenças infeciosas e parasitárias.

Como a proteção provocada pela vacina não é imediata, quanto mais cedo a pessoa se vacinar, menos são os riscos de contrair a doença. “Os anticorpos protetores surgem após 2 semanas da vacinação, com proteção máxima após 4 a 6 semanas”, detalha Dra. Claudia.

Exceção – De acordo com a Dra. Claudia Neto Silva, a vacina contra influenza apenas não é recomendada para indivíduos com alergia às proteínas do ovo, por ter em sua composição a substância. Por isso, a infectologista chama atenção para que, nesses casos raros, as pessoas que convivem com o paciente, recebam a imunização.

“Não basta proteger o paciente com câncer. Os cuidadores e as pessoas que moram na mesma residência também têm que se vacinar e tomar todos os outros cuidados de prevenção. É dessa forma que poderemos evitar o contágio”, destaca a especialista.

Para manter o seu sistema imunológico forte, Dra. Claudia ensina manter uma alimentação saudável, beber bastante líquido, dormir bem, fugir de situações de estresse, não fumar e não usar outros tipos de drogas. “É necessário evitar abraçar, beijar, apertar a mão e ficar em ambiente fechado”.

As recomendações se estendem em não esquecer lavar sempre as mãos com água e sabão, podendo também utilizar o álcool em gel. “É importante higienizar toda a superfície das mãos, incluindo entre os dedos e abaixo das unhas. Os cuidados abrangem não tocar os olhos, nariz e boca, pois é assim que surge a infecção pelo vírus”, finaliza Dra. Claudia Neto Silva.