Saiba como a alimentação é importante para evitar o câncer e o que não deve consumido por quem está em tratamento oncológico

Recém-lançado Relatório de Nutrição Mundial (GNR -2016), com dados de 193 países, mostra que uma a cada três pessoas no mundo sofre de má nutrição causada pela dieta com excesso ou carência calórica. O resultado da má prática alimentar pode levar a doenças temidas, como o câncer. De acordo com a nutróloga do Instituto Onco-Vida, em Brasília, Luciana Castro Dourado Lages, boa parte dos alimentos tem algum tipo de substância indesejável para o consumo, por isso é necessário investir em uma alimentação saudável e preventiva contra o câncer.

Na lista dos não recomendados para a saúde, a especialista reforça os transgênicos, os com gordura trans e os embutidos. Cabe frisar que as carnes processadas como o toucinho, o bacon e o salame foram colocadas na lista do grupo 1 de carcinogênicos por estarem relacionados ao desenvolvimento do câncer colorretal, além desses alimentos terem associações com outros tipos de câncer. “É necessário ter consciência da importância de uma alimentação rica em frutas e verduras, de preferência orgânicos. A adoção de uma dieta equilibrada já é um grande passo para evitar o câncer”, enfatiza Dra. Luciana.

Para quem está fazendo tratamento, a médica explica que a inapetência é muito comum devido as substâncias liberadas pelo tumor e pelo organismo (citocinas), que levam a diminuição do apetite, além dos sintomas gerados pelas medicações oncológicas, tais como náuseas, vômitos, alteração do paladar, que também corroboram para a diminuição da ingesta alimentar. “Essa situação não tem como ser 100% revertida durante o tratamento, mas pode ser amenizada com o uso de medicações que aliviam os sintomas causados pelo tratamento e, se necessário, com o uso de orexígenos, substâncias que têm como um dos efeitos o aumento do apetite”, esclarece.

No tratamento, evite – A alimentação durante o tratamento para o câncer deve ser individualizada e de acordo com o tipo da doença e os sintomas gerados pelas medicações. No geral, segundo Dra. Luciana Castro Dourado, em casos de imunossupressão, devem ser evitados alimentos crus – inclusive as verduras; frutas de difícil higienização como morango, amora e framboesa, e frutas com casca, devido ao risco de contaminação.

Para a melhora do sistema imunológico, a especialista enfatiza que pode ser colocado no prato alimentos ricos em vitamina C, ácido fólico, vitamina B1, zinco, selênio, vitamina A, vitamina E, vitamina B6, ômega 3, quercetina e alicina. “Não necessitam de prescrição para o consumo e ajudam bastante na manutenção da saúde”, finaliza Luciana Castro Dourado Lages.