Julho Verde: Mês de Conscientização do Câncer de Cabeça e Pescoço

Dr

Dr. Nilson de Castro Correia

Nódulo no pescoço, ferida na boca que não cicatriza e dificuldade para engolir. Esses são alguns dos sinais do câncer de cabeça e pescoço, doença que é lembrada no Julho Verde, mês de conscientização e prevenção da enfermidade –  o qual, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), serão mais de 15 mil novos casos diagnosticados no Brasil neste ano.

De acordo com o oncologista clínico do Instituto Onco-Vida, em Brasília, Nilson de Castro Correia, os tumores de cabeça e pescoço mais frequentes são os de cavidade oral, que incluem língua, lábios, assoalho da boca, maxilares, faringe e laringe.

O médico esclarece que a associação do cigarro com o álcool aumenta em cerca de 100 vezes o risco de desenvolver as lesões malignas, além do consumo de bebidas muitos quentes, como o chimarrão e o sexo desprotegido, por causa do Papilomavírus humano (HPV). “Por isso é necessário adotar hábitos saudáveis, além do uso de preservativo para evitar o HPV”, diz Dr. Nilson de Castro.

O oncologista detalha que esse tipo de câncer é descoberto, muitas vezes, na cadeira do dentista, onde o profissional pode dar o pré-diagnóstico. “Se detectado em fase inicial, as chances de cura são quase 100%, mas é preciso reforçar que boa parte das pessoas não leva em consideração os sintomas, achando que é algo banal e que vai passar com o tempo. Faz-se necessário a visita regular ao médico”, enfatiza.

Exames auxiliares para chegar ao diagnóstico, como ultrassonografia, radiografia panorâmica de mandíbula, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e PET-CT podem ser necessários. “O tratamento é feito com cirurgia quando descoberta a doença precocemente. Em alguns tipos de tumores, como os de laringe, a radioterapia e a quimioterapia poderão ser aplicadas, a fim de curar a doença e preservar o órgão”, explica.