Uma trajetória marcada pela representatividade à classe médica

Apesar do nome de origem árabe, ele nasceu em Cristalina, Goiás, e veio para Brasília aos 15 anos para estudar. A necessidade de ajudar o próximo o impulsionou para a carreira médica. Formado pela Universidade de Brasília (UnB), completará, em dezembro, 37 anos dedicados à profissão. Trata-se do cirurgião plástico Ognev Meireles Cosac, um dos mais respeitados médicos da capital federal. Avô da Ana e da Flor, de 1 e 9 anos, respectivamente, e casado há mais de 10 anos com a jornalista Doralice Gonçalves, a Dorinha, quando não está voltado às atribuições da vida nova dr ognevprofissional, a sua realização é a pequena propriedade rural em Luziânia, Goiás, onde recebe familiares e amigos.

A redação do portal Médicos na Mídia conversou com o Dr. Ognev Cosac para saber um pouco mais sobre a sua trajetória e as atividades que desempenha para a valorização dos médicos de Brasília.

Qual o momento mais marcante de sua carreira?

Foram vários momentos importantes, mas muito me emocionou ser aprovado como Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Isso foi em 1987, título que é o mais alto degrau de formação dentro do SBCP. Era uma prova muito difícil e hoje tenho muito orgulho de fazer parte da Comissão que aplica o exame.

O que mais tem orgulho na profissão?

Sem dúvida são as possibilidades de engajamento nas atividades filantrópicas e sociais. Participo há muitos anos. Ocorrem em Brasília e em outras capitais. Na Região Norte, por exemplo, vou com frequência para ajudar mulheres que sofrem acidentes em embarcações e necessitam de cirurgia plástica reparadora do couro cabeludo. Vítimas do escalpelamento, formam um grupo que sofre muito pelo descaso. No Nordeste e centro oeste destacam-se os mutirões para o tratamento do câncer de pele e a reconstrução de mama. Me dá muita alegria atuar nesses casos e o mesmo sentimento vejo nos colegas que também se mobilizam.

A sua trajetória profissional é bem marcante. Se dedicar tanto a profissão trouxe quais reconhecimentos?

Além de estar voltado ao atendimento de excelência aos meus pacientes, sempre tive a necessidade de estar à frente de ações de representatividade à classe médica, que em diversas ocasiões esteve desassistida. Então me dediquei a exercer cargos que pudessem me permitir lutar pelos direitos dos especialistas.  Atualmente sou o vice-presidente da Associação Médica de Brasília (AMBr), Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Membro da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Conselho Federal de Medicina, faço parte da Comissão de Ascensão a Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, onde já ocupei dezenas de cargos Regionais e Nacionais desta entidade de classe. Já tive a honra de presidir por três vezes a SBCP de nossa Regional e ocupar a vice presidência da nacional. Sou membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e frequente convidado a participar de sessões no âmbito de comissões temáticas de saúde do poder Legislativo. Isso também nos permite dar voz política à classe médica.

Como defensor dos direitos dos médicos, além do serviço público, também sempre esteve ligado à iniciativa privada e o seu consultório particular. Como se dedicar tanto e conseguir êxitos?

Eu assumo os cargos de defesa profissional com dedicação porque eu busco fazer o melhor para o exercício da medicina e pela segurança dos pacientes. Me aposentei ano passado por tempo de serviço público federal no Hospital das Forças Armadas. Hoje opero em diversos hospitais e atendo no meu consultório particular, que fica localizado na Asa Sul, em Brasília. O êxito vem do respeito a condutas éticas, aos limites de cada procedimento e o olhar humanizado sobre as expectativas de cada pessoa que nos chega. Espero continuar sempre lutando por melhorias no segmento da saúde.

De que forma avalia a atual representatividade dos médicos?

Eu vejo que existiram muitas falhas de representatividade, principalmente quando houve mudança na Constituição e a criação do Código de Defesa do Consumidor onde a atividade médica ficou como uma simples prestação de serviço, como obrigação de resultado, principalmente para a cirurgia plástica. O médico está sujeito a ser condenado por um suposto erro médico, que muitas vezes não é. Pode ser resultado de uma fatalidade ou de reações fisiológicas e até   emocionais do organismo do paciente. É por isso que sempre estou ligado às entidades de classe, para tentar fazer mais e melhor. O poder Judiciário com julgamentos questionáveis e o Poder Executivo nas suas omissões têm trazido angustias e desencantos para a prática da medicina. 

Hoje, como vice presidente da Associação Médica de Brasília (AMBr), acaba de lançar a sua candidatura à presidência da entidade. Quais as principais propostas?

Dentre as plataformas que estão no nosso programa, uma delas é a defesa das especialidades médicas, valorizando a formação e a Residência Médica, e também prevenindo a judicialização da medicina. O que precisamos fazer principalmente junto ao Poder Legislativo é que a atividade médica seja vista como atividade de meio, e não de fim. Para que o médico não seja alvo de condenações incabíveis. É necessário de hajam mais ações de valorização, por isso me candidatei através da Chapa 2 – Tradição e Compromisso e conto com o apoio dos colegas para essa nova e importante fase profissional.

O senhor se sente preparado para assumir mais esse compromisso de presidir a AMBr?

Com tantos anos ocupando cargos importantes de representatividade, eu me sinto, sim. Porque eu tenho uma visão ampla do que a AMBr pode oferecer para seus associados em todos os sentidos, na parte científica, de ensino continuado, cultural e social. Porque a AMBr tem uma peculiaridade de além de cuidar da defesa médica também congrega a parte social e cultural dos associados e de suas famílias.

Como se deu a escolha dos integrantes da Chapa 2, que, caso seja eleito, os ajudarão nesse importante processo de defesa profissional?

Escolhi   pessoas que são comprometidas com a ética e com as qualificações que a gente precisa para montar essa equipe de trabalho com profissionais experientes tanto na parte científica, quanto na parte administrativa e associativa. São médicos com sólida experiência e participação comprovada em tudo o que aproxima o médico de seu aperfeiçoamento profissional e humano. São pessoas que têm mestrado e doutorado em áreas específicas e com amplo conhecimento científico. Médicos com sucesso e estabilidade econômica por causa da capacidade profissional. Todos com projeção na especialidade, que, sem dúvida, somarão para a representatividade dos médicos de Brasília e vislumbram dar sua parcela de contribuição administrativa em favor da AMBr.

Quais os principais benefícios que os associados da AMBr teriam ao elege-lo?

São muitos os nossos projetos. Cabe citar uma gestão qualificada com a disponibilização da movimentação financeira e administrativa transparente, no site da AMBr, ampliação e valorização do quadro associativo, criação da ouvidoria, criação de comissões especiais para auxiliar a interação das especialidades clínicas, cirúrgicas e investigativas. Pretendemos criar campanhas publicitárias de valorização das especialidades, trabalhar pela excelência do Plano de Saúde dos associados e dependentes, compromisso com a implementação da política de saúde no Distrito Federal junto à Secretaria de Saúde e Câmara Legislativa do Distrito Federal, aperfeiçoamento das atividades culturais e sociais da AMBr com ações que aproximem e deem visibilidade às aptidões artísticas dos associados, dentre outras propostas que podem ser conferidas no site da Chapa 2- Tradição e Compromisso e na fanpage, onde temos disseminado as ações que desejamos implementar. Basta acessar www.chapa2ambr.com.br e www.facebook.com/chapa2AMBr para conferir as nossas propostas e metas. Vale frisar que a eleição será no dia 31 de agosto. Esperamos aperfeiçoar as iniciativas tradicionais, mas também de incorporar novas ideias e atitudes integralmente voltadas para o bem estar da AMBr e com a participação ativa de seus associados.

Alguma mensagem especial a seus possíveis eleitores?

Sim. Peço que confiem em nossas intenções. Como já destacamos, a nossa trajetória de vida, nossas condutas éticas, maturidade profissional e nossos sentimentos de respeito e lealdade para com os colegas, são o que de melhor oferecemos.  Não existe na Chapa 2 sentimentos de rancor e nem desaprovações a quaisquer nomes.  A disputa é salutar.   As mudanças abrem novas e melhores perspectivas.  Muitas coisas boas já foram feitas em favor da  AMBr ,  inclusive ,  boa parte delas,   por pessoas que hoje nos honram com sua participação na Chapa 2, entre as quais , carinhosamente destaco os colegas Mestrinho e Aloizio Nalon.  Contamos com o entusiasmo de membros mais jovens também, que aspiram legitimamente dar sua parcela de colaboração.  Percebemos por parte dos atuais associados e de médicos que foram se afastando ao longo do tempo, uma lacuna de ideias e ações que ainda não foram contempladas. É para isso que estamos nos apresentando. Tradição e Compromisso em favor da classe médica do Distrito Federal.