CFM define novas regras para Reprodução Humana no Brasil

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou na quinta-feira, 9 de novembro, novas regras para utilização das técnicas de reprodução humana no Brasil. Através da Resolução CFM nº 2.168/2017, o CFM editou regras sobre gestação compartilhada, de substituição e descarte de embriões.

Com a nova Resolução pessoas sem problemas reprodutivos diagnosticados podem recorrer a técnicas disponíveis de reprodução assistida, como o congelamento de gametas, embriões e tecidos germinativos.

Dentre os destaques introduzidos na norma, o CFM ainda estendeu a possibilidade de cessão temporária do útero para familiares em grau de parentesco consanguíneo descendente. Antes, de primeiro a quarto graus, somente mãe, avó, irmã, tia e prima poderiam participar do processo de gestação de substituição. Com a alteração, filha e sobrinha também podem ceder temporariamente seus úteros. Pessoas solteiras também passam a ter direito a recorrer a cessão temporária de útero.

O diretor da clínica Fertilcare, Dr. Frederico Corrêa, avalia como positiva as atualizações nas normas de reprodução humana, mas chama atenção para a importância da avaliação com o médico antes de começar o tratamento de reprodução assistida, fundamental para mulheres com idade próxima a 50 anos.  “A mulher deve ser saudável e se ela tem um problema de saúde mais grave, que possa levar a um risco, no caso da gestação, a gente contraindica. Então, ela deve passar por uma avaliação clínica, com vários exames para que se possa identificar se  pode ficar grávida”, enfatiza.