Novembro Azul: Dr. Philipe Bronzeado explica os exames de imagem que permitem o diagnóstico do câncer de próstata

Conscientizar os homens para a visita regular ao médico continua sendo uma tarefa diária dos especialistas. No Novembro Azul, mês dedicado a reforçar a importância da prevenção do câncer de próstata, Dr. Philipe Bronzeado, especialista em diagnóstico por imagem da clínica Perfecta, em Brasília, explica que alguns exames são necessários para saber se existem alterações prostáticas.

O médico chama atenção para a ultrassonografia de próstata. O exame pode ser feito via trans abdominal, com o uso de um gel por cima do abdome inferior – através do transdutor. “Nesse exame a gente avalia basicamente o volume prostático, dando o diagnóstico da hiperplasia prostática benigna através do seu volume”, informa Dr. Philipe Bronzeado.

Outro método que auxilia no diagnóstico do câncer de próstata é a ultrassonografia transretal. Dr. Philipe esclarece que trata-se de um exame indolor por via retal.  “É feito também através do transdutor, o qual permite fazermos uma avaliação das imagens para a pesquisa de nódulos por ventura existentes”.

Dr. Philipe Brozeado destaca que a ressonância magnética multiparamétrica da próstata é um exame que tem evoluído no manejo dos pacientes. É indicado para detecção de câncer prostático ou no estadiamento e acompanhamento desses pacientes. “O exame é indolor porque não tem radiação ionizante. Fazemos várias imagens através da ressonância magnética com sequência e planos diferentes, e usamos o contraste endovenoso para saber se existe o câncer de próstata”.

Diante dos avanços dos exames de imagem, Dr. Philipe Bronzeado reforça a importância dos homens irem ao médico para que sejam solicitados os exames, uma vez que o diagnóstico precoce do câncer de próstata é essencial para a cura da doença. Vale lembrar que as diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia e da Associação Europeia de Urologia recomendam o rastreamento do câncer de próstata em homens a partir dos 50 anos ou a partir dos 45, no caso de negros e homens com histórico familiar da doença.