ANÁLISE GENÉTICA POSSIBILITA A DETECÇÃO DE DOENÇAS ANTES DA CONCEPÇÃO DO BEBÊ

A reprodução assistida tem se destacado com benefícios cada vez mais assertivos. É o caso da orientação pré-concepcional, que possibilita, através de uma análise genética embrionária, saber antecipadamente os riscos de doenças cromossômicas ou familiares que possivelmente poderão ser transmitidas ao bebê.

A embriologista Beatriz de Mattos, diretora da clínica Fertilcare, em Brasília, explica que o acompanhamento do desenvolvimento embrionário seguido de análise genética, antes de sua introdução no útero, é uma alternativa para aumentar as taxas de sucesso da Fertilização In Vitro.

A especialista esclarece que existem dois tipos de análises genéticas, o Screening Genético Pré-implantacional (PGS) e o Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD). O primeiro faz uma leitura dos cromossomos do embrião a fim de detectar alterações como a Síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21), a Síndrome de Patau (trissomia do 13), a de Edwards (trissomia do 18), a Síndrome de Turner (monossomia do cromossomo X), dentre outros.

Já o PGD permite saber se o embrião herdará uma doença gênica familiar. “Trata-se de um estudo genético para identificar quais embriões herdaram o gene alterado e selecionar os embriões saudáveis”. Neste caso, os pais devem ser triados previamente e identificado o tipo de mutação causador da doença, a fim de que ela não se repita no embrião. “Cabe destacar a fibrose cística, síndrome do X frágil e anemia falciforme”, exemplifica Dra. Beatriz.

A metodologia – Para o diagnóstico, é feita uma biópsia por meio da extração de uma ou mais células do embrião no laboratório de fertilização e enviada para laboratório parceiro que realiza a leitura do DNA. “O grau de confiança do resultado genético é alto e nos oferece segurança para escolher e devolver, ao útero materno, o embrião saudável”, enfatiza Dra. Beatriz de Mattos.

A embriologista explica que o Conselho Federal de Medicina (CFM) adota as normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida em defesa do aperfeiçoamento das práticas e da observância aos princípios éticos e bioéticos que ajudam a trazer mais segurança e eficácia nesse tipo de procedimento.

Vale frisar que o teste genético não tem a capacidade de modificar ou tornar o embrião melhor, mas auxilia de forma exponencial a identificar possíveis enfermidades. “Se podemos minimizar riscos de doenças, permitindo mais qualidade de vida ao bebê e sua família, estamos no caminho certo. A análise genética é uma das mais modernas técnicas da medicina e que, com mais conhecimento das pessoas, trará resultados significantes”, acredita.

Para saber como fazer uma análise genética, basta acessar o site www.fertilcare.com.br e marcar uma avaliação.