Especialista explica tudo sobre o método contraceptivo

No Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher (28 de maio), especialista esclarece dúvidas sobre o uso de anticoncepcionais

essaNa próxima segunda-feira, 28 de maio, marca o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, data que chama atenção, também, para o uso de anticoncepcionais e as mudanças comportamentais com o uso da pílula. Embora, de acordo com pesquisa do IBGE, seja o método preferido de 61% das brasileiras, muitas têm buscado outras alternativas para adiar a maternidade. Para esclarecer sobre o assunto, a médica Carla Martins, diretora da clínica FertilCare, em Brasília, esclarece dúvidas frequentes sobre o método contraceptivo.

Para começar, a especialista em reprodução humana explica que existem muitas pílulas no mercado e sempre terá uma melhor para cada tipo de organismo. Por isso a necessidade de acompanhamento médico que irá indicar o anticoncepcional mais adequado. “O uso dela não deixa as mulheres inférteis, se você está tomando e para, no mês seguinte você já estará ovulando e pronta para ter um bebê”, afirma a ginecologista.

Tomar o medicamento de forma regular esconde alguns problemas que causam a infertilidade, mas nunca será o gerador do problema. “Caso a mulher pare de fazer o uso da pílula e não consiga ter filhos, ela pode ter certeza de que já tinha um problema prévio que foi mascarado e não que adquiriu em decorrência do uso contraceptivo”, diz.

Apesar das discussões do uso do anticoncepcional e o câncer de mama, a doutora afirma não ter nenhum estudo científico que comprove isso. “Como ele é usado em pacientes jovens, a incidência de câncer é muito pequena. Não tem algo que comprove efetivamente. Inclusive, a pílula é usada como forma de proteção ao câncer de ovário e de endométrio”.

Trombose, elas temem – Com casos já documentados de trombose, muitas mulheres temem o uso da pílula. Mas a médica pondera. “Normalmente você tem duas ou três mulheres em cada 100 mil que usam o anticoncepcional com a possibilidade de ter uma trombose e ele aumentar três vezes mais esse risco. Cabe ressaltar que a maior condição que causa trombose é a gravidez. A estatística de mães que adquiriram o problema durante a gestação ou no pós-parto é de 60 a cada 100 mil”, destaca.

Por isso, Dra. Carla enfatiza que orienta as pacientes a fazerem o uso que a deixe mais confortável, e cabe ao médico expor as vantagens, desvantagens e eficácia de cada método e deixar que ela escolha o que se adequa melhor ao seu estilo de vida.

Vale lembrar que além ser um método que evita a gravidez indesejada, o anticoncepcional tem benefícios não contraceptivos, que são: a diminuição do fluxo menstrual, diminuição das dores de cólica, melhoria da pele, entre outros.