Investigação criteriosa é essencial para o tratamento do câncer de endométrio

Dor pélvica, sangramento vaginal e dor na relação sexual. Por vezes, os sintomas do câncer de endométrio, doença que atinge normalmente mulheres acima de 55 anos, são negligenciados, mas ela acorre em cerca de 95% dos casos de cânceres de útero e, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados para este ano, mais de 6 mil casos no Brasil.

drA investigação criteriosa para o diagnóstico precoce é essencial para o tratamento. É o que explica o presidente da Comissão de Residência Médica do Hospital Brasília e da Maternidade Brasília,  Dr. Evandro Oliveira, durante a 1ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia – Atualizando Conhecimentos, evento realizado no dia 14 de setembro, na Associação Médica de Brasília (AMBr).

Durante a sua palestra sobre “Linfadenectomia nos Estádios Iniciais do Câncer de Endométrio”, o médico alertou sobre a necessidade de os profissionais de saúde entenderem os fatores de risco e se a paciente pó-menopausa tiver qualquer tipo de sangramento, o pedido de ultrassonografia transvaginal deve ser imediato.

O especialista enfatizou que a despeito da alta incidência do câncer, muitas questões sobre a melhor conduta permanecem não resolvidas e a principal controvérsia é sobre o real papel terapêutico da linfadenectomia. Ele explicou também que pacientes com linfonodos comprometidos têm alto risco de recidiva, o que justifica terapêuticas adjuvantes. Por isso, a linfadenectomia pélvica e para-aórtica é essencial para o estadiamento completo.