Oncologia clínica atua de modo eficaz no tratamento dos tumores ginecológicos

Os tumores femininos ligados ao ovário, vagina, vulva, colo de útero e endométrio devem ser prevenidos veemente. Segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), os cânceres ginecológicos são responsáveis por 19% dos diagnósticos por ano no mundo. Atentos ao problema de saúde pública, médicos estão investindo em eventos de disseminação do conhecimento para que os profissionais de saúde alertem o público feminino sobre o problema. É o caso da 1ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia – Atualizando Conhecimentos, evento promovido no dia 14 de setembro na Associação Médica de Brasília (AMBr) sob idealização da Maternidade Brasília, que trouxe informações importantes sobre o câncer.

Para o médico Fernando Vidigal, que durante a Jornada palestrou sobre “Oncologia Clínica em Ginecologia”, os fatores ambientais devem ser considerados. De modo geral, ele chama a atenção sobre o HPV, o vírus da hepatite (B e C), vírus da mononucleose e o H.pylori, que influenciam ao surgimento dos casos de câncer – razão pela qual é importante o diagnóstico precoce, como forma de evitar uma possível evolução da doença.

O especialista aproveitou a oportunidade para falar sobre o futuro da oncologia, que é a biologia molecular e que até 2024 o esperado é que se tenham mais terapias-alvos e menos quimioterapia. Um dos avanços atuais é a biópsia liquida, exame de sangue que consiste em identificar as células cancerígenas e que tem sido uma alternativa eficaz para o tratamento resolutivo do câncer.