Segmento de saúde aposta no uso das tecnologias para fidelizar clientes

Redução de custos, facilidade de fidelização dos clientes, alta quantidade de acesso e facilidade de contato. Essas são as principais vantagens de um aplicativo online para consultas do paciente. Tem se tornado comum a conduta de evitar o deslocamento até o hospital, ou até mesmo ligar para agendar uma consulta.

Os aplicativos com essa finalidade têm crescido cada vez mais no mercado. Somente no Brasil, os downloads já somam 250 mil. Os Apps variam desde plataformas para doenças crônicas e disponibilizam, até mesmo, o contato direto com os médicos.

Pelo serviço que é proporcionado, e por oferecer vantagens aos que procuram, o número de fidelização cresceu, o que preocupa cada vez mais o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Ao mesmo tempo que os aplicativos diminuem o trabalho tanto do paciente quanto do médico, em nenhum dos aplicativos encontram-se uma explicação clara sobre a segurança e a destinação dos dados cadastrais feita por eles. Atualmente, no Brasil, para que seja possível o download, ou o usuário adere a política integral do aplicativo ou não é possível nem que seja baixado no celular.

“Um dos principais desafios encontrados pelos médicos, é que existem mais de 80 ferramentas de softwares nesse segmento no mercado. Mas infelizmente apenas três ou quatro deles realmente possuem capacidade de atender aos profissionais com qualidade, segurança e uma boa equipe de atendimento’’, explica Felipe Lourenço, fundador e CEO da iClinic.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, avaliou os seis aplicativos mais baixados no Brasil, e comprovou que apesar de oferecerem a relação médico-paciente, compartilham as informações dos usuários com terceiros. Os que têm mais popularidade nesse segmento são Doctoralia, BoaConsulta, Docway, Dokter, Doutor Já e Saúde Já.

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 (IDEC/Reprodução)

A ausência de uma lei que proteja o consumidor para que essas empresas sejam proibidas de passar as informações para outras empresas, faz com que o fato dessas plataformas repassarem dados pessoais dos clientes aconteça constantemente.

Os principais cuidados que devem ser tomados ao baixar aplicativos como esses, é ficar atento se os dispositivos não exigem nenhum tipo de dado pessoal e se eles são realmente seguros para serem usados. “Sim, existem riscos, e o profissional deve ficar muito atento. Em primeiro lugar, um software médico não pode permitir ao profissional que ele edite o prontuário. Isso faz com que se perca boa parte da validade jurídica do prontuário e o profissional fica vulnerável a processos judiciais’’, informa Lourenço.