AMBr

AMBr convida para debate sobre saúde do homem

“Envelhecimento Masculino: O Sexo Frágil” é o tema do Programa de Educação Continuada da Associação Médica de Brasília (PEC-AMBr). O evento será realizado nos dias 30 e 31 de agosto, próxima sexta-feira e sábado, na AMBr.

Durante o encontro, capitaneado por médicos renomados em suas áreas de atuação, serão abordadas as doenças que acometem o público masculino e os tratamentos mais eficazes. A programação prevê conferências sobre temas como doenças demencial, aterosclerótica e arterial coronariana, entre outros.

O Diretor de Planejamento da AMBr, Dr. Nasser Sarkis, antecipa que o programa é gratuito para médicos associados da AMBr e estudantes de medicina.  Ao fim todos recebem certificado de participação.

Boa nova  – O PEC AMBr conta agora com a certificação da Comissão Nacional de Acreditação (CNA). Os participantes do evento terão as horas válidas para o Certificado de Atualização Profissional (CAP), da Associação Médica Brasileira (AMB). O CAP atesta os novos conhecimentos adquiridos pelo médico e o habilita ao exercício de sua especialidade. A pontuação será creditada para todos os participantes com presença validada no dia do evento.

 

:: Serviço

Programa de Educação Continuada – “Envelhecimento Masculino: O Sexo Frágil”

Dias 30 e 31 de agosto, na Associação Médica de Brasília

Inscrições e programação em www.pecambr.com.br

Programa de Educação Continuada da Associação Médica de Brasília debate formas de melhorar resultados da cirurgia metabólica

Evento que acontece em 27 de julho, reúne clínicos e cirurgiões renomados em suas áreas de atuação para discussão sobre a cirurgia bariátrica, seus benefícios e implicações

No dia 27 de julho, o Programa de Educação Continuada da Associação Médica de Brasília (PEC – AMBr) debate a cirurgia metabólica, sob as perspectivas de clínicos e cirurgiões. O evento acontece de 8h30 às 17h30, na sede da AMBr, no Setor de Clubes Sul.

Especialistas de todo o país estarão lado a lado para discutirem como obter melhores resultados com o procedimento e como cuidar dos pacientes que necessitam da intervenção. As inscrições podem ser realizadas pelo site pecambr.com.br

O impacto das doenças metabólicas na população mundial é profundo. Problemas cardiovasculares decorrentes desse tipo de enfermidade são as maiores causas de mortes em todos os grupos populacionais e as consequências do Diabetes tipo 2 estão entre os principais fatores de custos do Sistema Único de Saúde: Mais de 5 bilhões são gastos, ao ano, com hemodiálises em paciente renais terminais em função do diabetes, principal causa de infarto, derrame, amputação não traumática e cegueira, no mundo.

Trabalhos prospectivos, randomizados e controlados, além de metanálises e evidências científicas comprovam a eficiência da cirurgia bariátrica, que proporciona uma taxa de remissão completa dos danos causados pelo diabetes em até 85%. Pacientes que não alcançam a remissão completa, a obtêm parcialmente, com alívio de sintomas, diminuição do risco cardiovascular a longo prazo e também dos problemas micro e macrovasculares decorrentes da doença.

Cirurgia a serviço da população

A cirurgia metabólica é cirurgia bariátrica com enfoque no tratamento das doenças metabólicas, tais como Diabetes tipo 2, Hipertensão Arterial, Dislipidemias, Apneia do Sono e Obesidade.

O tema, por sua complexidade, envolve várias especialidades médicas e todos os profissionais que cuidam de pacientes com problemas metabólicos devem entender o funcionamento das diversas áreas.

No entanto, os problemas começam com a semântica sobre o assunto. Especialistas colocam em prática os parâmetros estabelecidos por sua área, enquanto a interdisciplinaridade do tratamento fica comprometida.

Quem sofre as consequências dessa confusão é o paciente. Nesse sentido, o objetivo desta edição do Programa de Educação Continuada da Associação Médica de Brasília é promover um amplo debate sobre alternativas para aprimorar tratamentos e cuidados de pacientes com doenças metabólicas.

Serviço:

Programa de Educação Continuada – Cirurgia Metabólica para Clínicos e Cirurgiões

Data: 27 de julho (Sábado)

Horário: 8h30 às 17h30

Local: Associação Médica de Brasília (AMBr) – Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 3, Conjunto 6 – Brasília (DF)

Programação completa e inscrições: www.pecambr.com.br

ESPECIALISTAS PALESTRAM EM BRASÍLIA SOBRE COMO A MEDICINA TEM CONTRIBUÍDO PARA VIVER MAIS E MELHOR

 

Evento gratuito acontece nos dias 8 e 9 de fevereiro e faz parte das celebrações dos 60 anos da Associação Médica de Brasília (AMBr) e dos 30 anos da Academia de Medicina de Brasília

A Associação Médica de Brasília (AMBr) e a Academia de Medicina de Brasília realizam, nos dias 8 e 9 de fevereiro, Simpósio com o tema Tecnologia e a Vida – A Ética dessa Relação. O evento gratuito faz parte das celebrações dos 60 anos da AMBr e dos 30 anos da Academia de Medicina de Brasília, e tem como objetivo reunir a sociedade, profissionais que atuam em diferentes segmentos de cuidados e apoio a pacientes,  para conferirem palestras com especialistas renomados em suas áreas de atuação, que abordarão, durante os dois dias de intensa programação científica, assuntos relacionados a bioética, mais especificamente sobre a finitude humana, com enfoques filosóficos, religiosos, comportamentais, jurídicos e médicos.

O Diretor de Planejamento da AMBr, Dr. Nasser Sarkis, antecipa que a proposta é discutir o prolongamento da vida e as mudanças comportamentais através de uma visão contemporânea da existência humana. “Com o aumento da expectativa de vida é preciso envelhecer com qualidade. A medicina tem trazido importantes avanços tecnológicos, mas que devem ser acompanhados com múltiplas abordagens, para que se possa viver mais e melhor”.

O médico cardiologista explica que durante o evento serão evidenciados os avanços da medicina numa abordagem ampla da existência humana. “Outro ponto primordial é que serão realizados debates sobre a judicialização da medicina. Temos uma programação para amplo debate com todos que participam dos cuidados e apoio aos pacientes”, convida Dr. Nasser Sarkis.

Para se inscrever no PEC Tecnologia e a Vida – A Ética dessa Relação é necessário acessar o site pec.ambr.com.br e preencher o formulário com os dados pessoais. Ao fim do evento, os participantes têm direito à impressão do certificado através do mesmo site.

:Serviço

PEC | Tecnologia e a Vida – A Ética dessa Relação

Dias 8 e 9 de fevereiro [sexta (9h às 17h30) e sábado (9h às 11h)]

Local: Associação Médica de Brasília (AMBr). Setor de Clubes Esportivos Sul – Trecho 3

Inscrições gratuitas: pecambr.com.br

 

30 anos de criação do SUS são celebrados

História, erros, acertos e perspectivas de futuro do Sistema, foram abordados durante debate de dois dias, promovido na AMBr

Os 30 anos do SUS/DF: História e Perspectivas, realizado nos dias 7 e 8 de novembro, na Associação Médica de Brasília (AMBr) foi promovido pela Academia de Medicina de Brasília e a Luan Comunicação.

Para a cerimônia de abertura, estavam presentes o presidente da Academia de Medicina de Brasília, Dr. Marcus Vinícius Ramos, a representante da Organização Pan-Americana da Saúde/ Organização Mundial de Saúde no Brasil, Dra. Lucimar Rodrigues Coser Cannon e o presidente da AMBr, Dr. Ognev Cosac.

Estavam também, na mesa de abertura, o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Dr. Leonardo Moura Vilela, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), Dr. Farid Buitrago, e o presidente do Sindicato dos Médicos (Sindmédico), Dr. Marcos Gutemberg Fialho.

O evento teve início, na noite de quarta-feira (7/10), com a aula magna do ex-ministro da Saúde, acadêmico José Gomes Temporão, que apresentou as principais conquistas do Sistema desde sua criação.

Dr. Temporão explicou também sobre como a Reforma Sanitária Brasileira, do início da década de 1970, influenciou a criação do Sistema. “A Reforma foi uma luta da população por melhores condições de vida e de saúde, na época da Ditadura Militar, que resultou no SUS”, afirma.

Outro aspecto mencionado pelo ex-ministro foram os obstáculos desde o início, como o fato de os trabalhadores, através de suas centrais sindicais, negociarem o SUS, mas, nos acordos coletivos, reivindicarem planos de saúde para si e suas famílias, que foi estendido aos próprios trabalhadores do SUS.

Contudo, os avanços do Sistema, com o acesso universal à saúde foi atingido com excelência, além de grande participação social e institucional, através de Conselhos, Conferências e Comissões intergestoras, além de experiências inovadoras de engenharia político-institucional federativa.

“Os gastos tributários representam 30,5% dos gastos federais em saúde, concentrados em descontos no Imposto de Renda (38%) e hospitais filantrópicos (29%)”.

Acadêmico José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde

Construção do futuro

Na manhã do dia 8, o evento começou com a mesa de debates sobre a implantação, estrutura e financiamento do SUS, sob a coordenação do acadêmico Elias Tavares de Araújo, que acompanhou a palestra do Dr. José Paranaguá de Santana sobre as estratégias de saúde pública no DF, com o plano geral da rede médico-hospitalar de Brasília, de 1959.

Outro plano implantado antes da criação do SUS foi o Frejat, em 1979, que primava pela assistência primária em postos rurais e centros de saúde, com a oferta de especialidades básicas em ginecologia, pediatria, clínica médica e odontologia para cada 30 mil habitantes.

Presidente do SindMédico, Dr. Gutemberg Fialho, deu prioridade à questão da saúde da família, implantada em 1997 como estratégia de reformulação do modelo de atenção à saúde, que atinge 14 das 19 cidades do DF, com 278 equipes em áreas rurais e urbanas.

Para concluir as aulas da primeira mesa do dia, o Dr. Robinson Parpinelli, diretor-executivo do Hospital São Matheus e ex-subsecretário de Atenção Integral à Saúde, da Secretaria de Saúde do DF, apresentou os erros e acertos na legislação do Sistema, com o foco na fonte de recursos financeiros. “O maior problema do SUS é que ele deve ser um plano de Estado e não de Governo, mas a cada eleição, as regras mudam”, conclui.

O conselheiro fiscal da AMBr, Dr. José Luiz Dantas Mestrinho, provocou um debate sobre as aulas expostas, entre os presentes e registrou o Novembro Azul. “É bom lembrar que a população envelhece e precisa de atenção”, afirmou.

“O SUS é um patrimônio do povo brasileiro”, afirma a pediatra Isis Quezado, ao iniciar a segunda mesa de debates, sob sua coordenação. A mesa também tem a presença do Dr. Armando Raggio, ex-diretor geral do Hospital universitário de Brasília (HUB), como debatedor.

O diretor-presidente do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF), Dr. Ismael Alexandrino Júnior ministrou palestra sobre a gestão do SUS/DF e a saúde no entorno e apontou soluções como a articulação com as políticas transversais de educação e segurança pública e a parceria com a sociedade civil organizada.

Êxitos e dificuldades

Sobre a cobertura Universal de Saúde da OMS, o Dr. Vitor Gomes Pinto, consultor nacional e internacional junto à OPAS/OMS expôs os modelos mais adequados de gestão de saúde e lembrou que qualquer mecanismo é aceitável, desde que contribua com o objetivo do acesso universal à saúde.

Como desafios no Sistema, o Dr. Gomes Pinto apontou os vazios assistenciais da periferia e entorno, a judicialização e o envelhecimento da população.

Ainda sobre êxitos e dificuldades do Sistema, a coordenadora do corpo clínico do Hospital da Criança, Dra. Elisa de Carvalho mostrou o contexto que resultou na criação do Hospital e suas conquistas, originado na Pediatria do Hospital de Base.

Para o neuroendocrinologista Luiz Augusto Casulari, o planejamento do SUS/ DF deve considerar as transformações decorrentes da transição demográfica e epidemiológica, além de considerar o aumento da demanda por assistência realizada em domicílio, afirmou ao abrir a terceira mesa de debates, sobre o futuro do Sistema, da qual foi coordenador, além do ex-subsecretário de Atenção à Saúde do DF, Dr. Ivan Castelli.

O Dr. Castelli citou pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na qual a insatisfação dos brasileiros com a saúde pública cresceu nos últimos sete anos, de 61% em 2011, para 75% em 2018.

Preocupação constante dos professores presentes, o envelhecimento da população também foi abordado pelo ex-presidente da Academia de Medicina de Brasília, o geriatra Renato Maia, que apresentou dados estatísticos e mostrou as razões para investir na prevenção de doenças crônicas, que custam caro ao Sistema.

Esse é um dos motivos pelos quais o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), René José Moreira dos Santos acredita que é preciso repensar o SUS, já que as maiores questões relacionadas à saúde estão em constante transformação.

A última aula do dia foi do promotor de Justiça Jairo Bisol, que falou sobre a visão da Justiça sobre o SUS. “Direito é uma forma de organização do poder”, concluiu, ao abordar os erros e acertos na legislação do Sistema.

 

BRASÍLIA SEDIA EVENTO SOBRE NOVAS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS NO TRATAMENTO DO CÂNCER

 

A iniciativa, da Associação Médica de Brasília (AMBr), é de reunir profissionais de saúde, através do seu Programa de Educação Continuada (PEC) para debaterem na próxima segunda-feira, dia 23 de abril, os principais achados no tratamento oncológico  

Levantamento inédito apresentado nesta semana, com base nos números oficiais mais recentes do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), revela que em 516 dos 5.570 municípios brasileiros, o câncer já é a principal causa de morte. Para debater sobre as principais evidências científicas no tratamento da doença, a Associação Médica de Brasília (AMBr), promove na próxima segunda-feira, 23 de abril, às 19h, em sua sede, duas palestras com os temas “Marcadores Tumorais e Novos Paradigmas da Avaliação do Câncer: Análise Genômica”.

cancer pecO evento, que faz parte do Programa de Educação Continuada (PEC) da AMBr, tem a finalidade de apresentar soluções para minimizar a situação do câncer no Brasil. É o que explica o Dr. Alex Galoro, Gestor Médico Institucional do Laboratório Sabin em Campinas e São José dos Campo (SP), que palestrará durante o encontro médico. “Precisamos ser mais atuantes com os pacientes, de forma a prevenir a doença e promover a saúde, com ações que sejam eficazes, para minimizar os dados de alastramento do câncer no Brasil”, destaca.

O médico se refere, também, aos dados do INCA, com a incidência da doença para 2018. Exceto pele não melanoma, acredita-se que 68.220 homens sejam acometidos pelo câncer de próstata e 59.700 mulheres sejam diagnosticadas com câncer de mama. Por isso, o Dr. Alex Galoro irá trazer informações importantes sobre a importância de avaliação de Marcadores Tumorais, especialmente da detecção precoce da doença, que é essencial para o tratamento resolutivo.

O Dr. Alessandro Leal, PhD Candidate Genomics – Jonhs Hopkins University, em Baltimore, nos EUA, que palestrará durante a reunião científica do PEC-AMBr, apresentará uma Análise Genômica para e os Novos Paradigmas na Avaliação do Câncer.

Para participar do evento, os profissionais de saúde podem se inscrever até sexta-feira, dia 20 de abril, através do site www.pecambr.com.br. O valor é de R$ 50 para associados da AMBr e estudantes. Médicos não associados o valor é  R$ 100.

 

:: Serviço

Palestras sobre as Principais Evidências Científicas Oncológicas

Dia 23 de abril às 19h | Auditório da Associação Médica de Brasília (AMBr)

SCES Trecho 3, Lago Sul | Brasília – DF

Inscrições: www.pecambr.com.br (Até o dia 20 de abril, sexta-feira)

Outras informações: Paulo Lima | Gracciella Barros (Assessores de Imprensa) | redacao@luancomunicacao.com.br – (61) 3327 6827

Diagnóstico precoce é essencial para a cura do câncer de colo de útero

uteroJaneiro é o mês de Conscientização e Combate ao Câncer de Colo de Útero e embora muitas sejam as ações no País contra a doença, ela continua, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), como o terceiro tumor mais frequente entre as mulheres. Para entender mais sobre a importância da detecção precoce da doença, a redação do Médicos na Mídia conversou com os ginecologistas e obstetras Ivan Malheiros e Volnei Paulino, da Associação Médica de Brasília (AMBr).

 

Confira a entrevista:

– Quais os tipos de exames ginecológicos possibilitam a detecção precoce do câncer de colo de útero, já que é uma doença que não costuma apresentar sintomas?

dr-ivanDr. Ivan Malheiros –  O exame citopatológico conhecido como Exame de Papanicolau, ao realizar o estudo ao microscópio por um médico especialista, das células que são colhidas da superfície do colo do útero na mulher, exame este conhecido popularmente como “O preventivo”, é a maneira mais antiga e usualmente realizada para o diagnóstico inicial do câncer do colo do útero. Deve-se ressaltar porém que o diagnóstico definitivo só pode ser oferecido através a coleta de fragmento de tecido do colo uterino da área suspeita. Esta coleta de fragmento de tecido chama-se biópsia. E esta biópsia somente é realizada em casos específicos em uma franca minoria das vezes.  Outro exame importante que auxilia no diagnóstico do câncer do colo do útero é o exame conhecido como Colposcopia que é a realização de uma visão direta do colo uterino através de um aparelho específico chamado de Colposcópio. O Colposcópio possui a capacidade de oferecer ao médico examinador a imagem de grande aumento e digitalizada que amplia a capacidade de detectar lesões suspeitas.  Pode-se aplicar testes específicos durante a colposcopia que aumentam e muito a capacidade de pesquisa do câncer do colo uterino desde as suas fases mais precoces.  Desde até os pequenos sinais de lesões consideradas altamente precursoras do câncer do colo do útero.  Algo muito precoce na detecção do câncer. Outro exame útil é a pesquisa do vírus do HPV, que na verdade é um agrupamento de quase cinquenta tipos de vírus que entre este grupo existem quatro tipos de vírus considerados de alto risco de virem a desencadear as alterações no DNA das células do colo uterino e desta forma vir a dar início ao câncer. Os tipos de vírus de alto risco são dos de número 6, 11, 16 e 18. As pacientes nas quais estes vírus são localizados através de teste chamado de Captura Híbrida para Pesquisa do HPV, que é colhido pelo médico no colo do útero das mulheres. Nas pacientes, nas quais se detecte o vírus do HPV,  os protocolos de segurança recomendam a atenção especial na pesquisa através de colposcopia, citopalotogia e se necessário, biópsia em períodos regulares.

– A principal causa da doença é o HPV? Na sua opinião, como os médicos devem abordar e explicar as mulheres sobre a importância do sexo seguro?

Dr. Ivan Malheiros – As pesquisas ainda não tem claramente qual é a principal causa, pois ainda não se conhece quais são todas as causas, mas a presença do vírus do HPV, especialmente dos quatro tipos citados acima, está correlacionado e comprovado através de meta-análises publicadas na literatura médica, que é um fator muito importante. É necessário porém se explicar que apenas uma minoria, cerca de seis por cento das portadoras do vírus, desenvolverão efetivamente o câncer do colo útero. Desta forma pesquisa-se a presença do vírus e das lesões precursoras em todas as mulheres para proteger aquelas que desenvolverão o câncer. Não temos como pré determinar entre as portadoras do vírus, inicialmente, quais desenvolverão o câncer.A abordagem deste tema deve ser sempre ser realizada de forma serena e técnica, sem alarmismos ou estresse desnecessário. O conceito de sexo seguro, quando entendido de forma mais ampla, não significa apenas o uso do condon (a camisinha), mas sim a responsabilidade mútua e reciprocidade contínua entre o casal com a saúde de ambos. O que nos leva a outra questão que é quando e como o casal conversa entre si quando um ou outro descobre que é portador do vírus? No meu entender, conversa também de maneira serena e franca, pois ficará claro que ambos passarão a necessitar do olhar atento do especialista na pesquisa e controle das lesões de risco para o câncer do colo útero. Lembre-se que o vírus do HPV também está relacionando com o desencadeamento do câncer de pênis no homem, embora este desencadeamento do homem seja bem mais raro do que na mulher.

– Quais as chances de cura da doença quando diagnosticada em fases iniciais?

dr-volneiDr. Volnei PaulinoOs principais fatores que afetam o prognóstico no tratamento do câncer de colo uterino são o estadiamento, o comprometimento de linfonodos, o volume do tumor, a profundidade de invasão do estroma cervical e o grau e tipo histológico. Considera-se o câncer de colo do útero em estágio inicial, quando ele está no estágio zero, que de acordo com a classificação da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia é o Tis, N0, M0. Tis significa que as células neoplásicas são encontradas apenas na superfície do colo do útero. N0: a neoplasia não se disseminou para os linfonodos próximos. M0: o câncer não metastatisou para os linfonodos, órgãos ou tecidos distantes. As taxas de sobrevida em 5 anos para mulheres com câncer de colo uterino no estadiamento zero é de cerca de 93%. É importante lembrar que essa taxa de sobrevida de 5 anos é uma forma utilizada pelos médicos para discussão do prognóstico de um paciente. Muitas pacientes vivem muito mais tempo e muitas, nesse estágio, são curadas.

Que fator protetivo as vacinas contra a HPV possuem? A recomendação é que seja seguido o calendário do SUS e que mesmo sem o início da vida sexual as meninas se protejam?

Dr. Volnei Paulino – Os HPVs que mais estão relacionados ao câncer são os tipos 16 e 18 e estão presentes em 70% dos carcinomas escamosos. São seguidos pelos tipos 31, 33, 45, 52 e 58, totalizando 89% dos cânceres epiteliais.  Há relatos de que após 2 anos do início da atividade sexual, 50% das mulheres já apresentam teste positivo para a presença do DNA de HPV. O uso do condon (preservativo) proporciona uma proteção relativa porque o dispositivo recobre apenas a região peniana. Áreas genitais não cobertas ficam desprotegidas e, além disso, pode ocorrer contaminação através dos digitais e boca. Contudo o seu uso é muito estimulado, porque também é um meio muito importante na prevenção de outras doenças sexualmente transmissíveis. A vacinação contra o HPV representa a melhor forma de prevenção primária. O ideal seria que todos os indivíduos, homens e mulheres tivessem acesso a esta vacina antes do início sexual, onde ela seria efetiva em 100% contra os HPV contidos nas vacinas. No Brasil existem dois tipos de vacina contra o HPV: a bivalente (HPV 16 e 18) e a quadrivalente (HPV 6, 11, 16 e 18). Está previsto para breve, a vacina nonavalente que englobará nove tipos de HPV (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58). Essas vacinas são seguras e têm efeitos colaterais mínimos. No nosso país, a aplicação do calendário vacinal fornecido pelo governo, engloba meninas de 9 a 13 anos, e, no ano de 2017, foram incluídos os meninos de 12 a 13 anos. São aplicadas duas doses, sendo a segunda, 6 meses após a primeira. Os portadores da imunodeficiência humana recebem 3 doses: a segunda, 60 dias depois da primeira e a terceira, após 6 meses da primeira aplicação, isso na faixa etária de 9 a 26 anos.

– No geral, quando deve-se começar a procurar um ginecologista para fazer um acompanhamento?

Dr. Volnei Paulino – Geralmente, assim que a menina tiver a menarca, que é a primeira menstruação. Ela ocorre habitualmente entre 10 e 14 anos.

Ognev Cosac toma posse na Associação Médica de Brasília

Na sexta-feira, 15 de dezembro, o Auditório da Associação Médica de Brasília (AMBr), recebeu centenas de convidados para a posse da nova diretoria (triênio 2018/2020), capitaneada pelo cirurgião plástico Ognev Cosac, presidente eleito.

IMG_960888Segundo o presidente eleito, o objetivo é criar uma gestão qualificada com a disponibilização da movimentação financeira e administrativa transparente, com a ampliação e valorização do quadro associativo, criação da ouvidoria e de comissões especiais para auxiliar a interação das especialidades clínicas, cirúrgicas e investigativas.

O médico antecipa que será mantida e aperfeiçoada as atividades culturais e sociais da AMBr. “Iremos manter a tradição e temos o compromisso de melhorar ações que aproximem e deem visibilidade às aptidões artísticas dos associados”.

A mesa da solenidade foi composta pelo presidente empossado da AMBr, Dr. Ognev Cosac e representantes das entidades regionais: o presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), Dr. Jairo Martínez Zapata; o presidente da Academia de Medicina de Brasília, Dr. Renato Maia; o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Dr. Gutemberg Fialho; Dr. Fernando Erick Damasceno, representando a Associação Brasiliense de Médicos Residentes (Abramer) e pelo ex-presidente da AMBr, Dr. Luciano Carvalho.

Aécio Neves comparece à AMBr e propõe melhorias na assistência à saúde no Brasil

Centenas de médicos se reuniram na tarde de terça-feira, 5 de agosto, na Associação Médica de Brasília (AMBr) para receber o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves. Junto com o candidato ao Governo do DF, Luiz Pitiman, Aécio fez questão de agradecer o apoio da classe médica e foi enfático ao dizer que o atual governo descentralizou de forma negativa a saúde no País.

 “Que possamos ter uma saúde de meritocracia e que a arrogância, que é uma das principais marcas do atual governo, seja substituída pelo diálogo permanente nos vários setores da sociedade brasileira, na contribuição efetiva para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, na educação e ampliação das oportunidades”, disse Aécio.

 No evento, além dos dirigentes de sociedades representativas de saúde, estiveram presentes os deputados Luiz Henrique Mandetta e Izalci Lucas. Na oportunidade, o urologista Diogo Mendes, cumprimentou Aécio e os colegas da área agradecendo a participação conjunta.

 Luiz Pitiman frisou que a região metropolitana do DF abriga 4 milhões de pessoas e a população carece de atenção especial à saúde. Para Aécio, os compromissos assumidos e não cumpridos pelo governo são uma afronta à ética e as boas práticas da gestão pública, o que contribui, de alguma forma, para o distanciamento do médico e o paciente.

 “Não existe avanço e nem a boa política praticada com valores, princípios e com eficiência. Vamos definir com clareza quais são efetivamente as prioridades para melhorarmos o atendimento à saúde no Brasil, e os senhores profissionais da área é que serão os responsáveis pela execução dessas políticas públicas”, afirmou o candidato à Presidência da República.

Pela representatividade médica – Dr. Diogo Mendes disse que a participação e apoio de Aécio é muito importante, pois demonstra respeito aos médicos e aos profissionais de saúde. “Infelizmente o governo do DF, por meio do governador Agnelo, e o governo do Brasil, através da Dilma, não deu a atenção necessária para que a saúde pudesse ser bem assistida”, completou.

Sobre as melhorias para os médicos, para que sejam bem representados, Diogo Mendes afirmou: “Neste momento o Sindicato dos Médicos tem feito um bom trabalho junto aos especialistas do setor público, mas a Associação Médica de Brasília não tem desenvolvido ações que garantam para os médicos e especialidades, a aceitabilidade, a exposição necessária e a garantia que esses profissionais sejam respeitados”, ponderou.

Por fim, Luiz Henrique Mandetta pediu que os dirigentes das Associações se unam para escolher no início do mês de setembro uma data para que Aécio Neves possa reunir virtualmente com todos representantes para tirar dúvidas sobre suas propostas para a saúde. “Vamos também abrir um espaço no site de arrecadação para a campanha. Tudo feito de forma clara e transparente, de acordo com o que Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda”, finalizou.

Foto: Irene Egler/Luan Comunicação

Brasília: Contagem regressiva para a Corrida do Médico e Caminhada pela saúde

Prova é realizada pela Associação Médica de Brasília e entra para o calendário de competições da cidade

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Para incentivar a prática de atividades físicas, a Associação Médica de Brasília (AMBr), promove, no dia 18 de maio, a primeira Corrida do Médico e Caminhada pela Saúde na capital. Com percursos de 5km e 3km, médicos e atletas da cidade poderão participar da competição.

O percurso “abraçará” a Associação, como forma de integrar os profissionais da medicina à comunidade. Com largada às 8h30 para a Corrida e 8h45 para a Caminhada, no pórtico proximo ao local, o evento entra no calendário da AMBr e das competições brasilienses com o compromisso de motivar ações saudáveis que contribuam para a qualidade de vida.

No dia, os participantes poderão contar com pontos de exames, degustação de produtos relacionados à saúde, distribuição de água ao longo do caminho e presença de bombeiros e ambulância.

A entrega dos kits com camiseta, boné, número do peito e chip de cronometragem, será feita nos dois dias que antecedem a prova, 16 e 17 maio, entre 10h e 16h, na sede da AMBr.

Mais informações sobre e competição e também sobre o regulamento no site www.corridadomedicodf.com.br.

Serviço

1ª Corrida do Médico e Caminhada pela Saúde

Data: 18 de maio

Horário: 8h30

Local: Sede da AMBr – Setor de Clubes Sul Trecho 3 Conj. 06

Inscrições: http://corridadomedicodf.com.br/site/

Valores

Público em geral: R$85,00

Residentes e Acadêmicos de Medicina: R$60,00

Associados AMBr e dependentes: R$45,00

Fonte: Jornal de Brasília