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Quase metade dos médicos duvida da eficácia dos genéricos

Pesquisa divulgada na terça-feira (23/08) pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) revela que 46% dos médicos ainda têm dúvidas sobre a eficácia e a segurança dos genéricos. Entre os consumidores, porém, o cenário é bem mais favorável: 83% disseram confiar nesse tipo de droga.   Entre abril e junho, foram entrevistados 690 adultos e 119 médicos. Para quase metade dos profissionais, o processo de avaliação e controle de qualidade dos genéricos é menos exigente que o do medicamento de marca. Para 44%, esses remédios sofrem mais falsificações.

Especialistas atribuem o receio à desinformação. “O medo da falsificação mostra o desconhecimento”, afirma Cadri Awad, do Conselho Federal de Farmácia. “Os produtos mais sujeitos à falsificação são os de maior valor agregado e maior apelo, como emagrecedores, anabolizantes e produtos de estética”, diz.

Para Regina Parizi, da Faculdade de Saúde Pública da USP, é fundamental que entidades médica e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizem campanhas para melhorar a imagem dos genéricos. “A indústria de medicamentos de marca tem um marketing agressivo e normalmente tem sucesso ao tentar criar uma relação de desconfiança com o genérico.”

Já Maria Inês Dolci, da Proteste, defende a realização de testes independentes para comparar a eficácia do medicamento de marca com o genérico e dar mais segurança aos prescritores. “Hoje todos os testes são feitos pelo próprio fabricante”, diz.

Ainda maior. Médicos ouvidos pela reportagem avaliam que, na realidade, a desconfiança da classe vai além do apontado na pesquisa. “Dez entre dez colegas meus dizem não ter segurança ao prescrever genéricos”, conta o cirurgião vascular Francisco Osse. Para muitos, o problema seria a matéria-prima inferior.

Norberto Rech, da Anvisa, diz que o receio é infundado. “A qualidade é avaliada no momento do registro e, a cada dois anos, a Anvisa faz inspeções nas fábricas para renovar o certificado de boas práticas de fabricação”.

Rech diz também haver um programa para monitorar a qualidade do medicamento que já está nas farmácias. “Esse programa está sendo remodelado e será ampliado.”

 

Fonte: Estado de São Paulo

CFM atualiza regras para divulgação de serviços prestados por profissionais

Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) publicada no Diário Oficial da União do dia 19 de agosto apresenta em detalhes as restrições éticas que os médicos, estabelecimentos e instituições vinculadas às atividades médicas devem observar quando da elaboração de peças publicitárias relacionadas a seus serviços. O documento (nº 1.974/2011) acrescenta à norma anterior sobre o tema, publicada em 2003, informações sobre o alcance das disposições e orientações para sua aplicação. Entre os pontos, destacam-se a proibição de assistência médica a distância (por internet ou telefone, por exemplo), a vedação ao anúncio de determinados títulos e certificados e a extensão das regras a instituições, como sindicatos e sociedades médicas.

“A resolução foi detalhada para que haja uma compreensão mais fácil pelos profissionais e para que os conselhos de medicina disponham de critérios objetivos para orientar os médicos e coibir as infrações. Os anexos da resolução compõem um manual de uso. A norma valoriza o profissional, defende o decoro e oferece mais segurança para a população”, avalia o conselheiro Emmanuel Fortes, 3º vice-presidente do CFM e relator da nova resolução.

Com a publicação da resolução, que entra em vigor em 180 dias após essa data, fica claro, por exemplo, que as regras de publicidade são extensivas a documentos médicos como atestados, fichas, boletins, termos, receituários e solicitações, emitidos pelos sistemas público e privado de assistência. Entre outras exigências, estes documentos devem conter nome do profissional, especialidade e número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) local. Quando a assistência é oferecida por uma instituição devem ser informados o nome do diretor-técnico-médico e o respectivo número de registro no CRM local.

Novidades – Além de detalhamentos, a nova resolução se diferencia da anterior por proibir expressamente ao médico a oferta de consultoria a pacientes e familiares em substituição à consulta médica presencial. Esta proibição se aplica, por exemplo, aos serviços de assessoria médica realizados pela internet ou por telefone. Outro avanço apresentado pela norma é a vedação expressa a que o profissional anuncie possuir títulos de pós-graduação que não guardem relação com sua especialidade.

“Neste caso, o objetivo do Conselho é impedir que os pacientes sejam induzidos ao erro de acreditar que o médico tem qualificação extra em sua especialidade ou que está habilitado a atuar em outra área”, explica Fortes. Ainda em relação à qualificação, a norma abriu a possibilidade de que o médico divulgue ter realizado cursos e outras ações de capacitação, desde que relacionados à sua especialidade e que os respectivos comprovantes tenham sido registrados no Conselho Regional de Medicina local.

De acordo com o documento, a proibição de que o médico participe de anúncios de empresas e produtos é extensiva a entidades sindicais e associativas médicas. Assim, sociedades de especialidade, por exemplo, não podem permitir a associação de seus nomes a produtos – medicamentos, aparelhos, próteses, etc.

Detalhamento – Os critérios que foram detalhados na Resolução 1974/2011 constituem em si um importante avanço por apresentar de forma clara e objetiva o que o médico, a instituição ou o estabelecimento de saúde pode e o que não pode fazer no campo da propaganda e da publicidade. A norma, inclusive com este detalhamento, estará disponível para consulta no site do CFM (www.portalmedico.org.br) a partir de sexta-feira (19), além de sua publicação no Diário Oficial da União nesta data.

O documento prevê que o médico não pode, por exemplo: anunciar que utiliza aparelhos que lhe deem capacidade privilegiada ou que faz uso de técnicas exclusivas; permitir que seu nome seja inscrito em concursos ou premiações de caráter promocional que elejam “médico do ano”, “profissional destaque” ou similares; garantir, prometer ou insinuar bons resultados nos tratamentos oferecidos; e oferecer seus serviços por meio de consórcio.

Também é vedada a propaganda de método ou técnica não aceito pela comunidade científica, ou permitir que seu nome circule em material desprovido de rigor científico; conceder entrevistas para se autopromover, auferir lucro ou angariar clientela (permitindo, por exemplo, a divulgação de endereço e telefone de consultório); abordar assuntos médicos, em anúncios ou no contato com a imprensa, de modo sensacionalista, por exemplo, transmitindo informações desprovidas de caráter científico ou causando pânico ou intranquilidade na sociedade.

Imagens e conflitos – A norma ainda proíbe a exposição de imagens de paciente para a divulgação de técnica, método ou resultado de tratamento, ainda que com autorização expressa do paciente. A exceção a esse preceito é, quando imprescindível, o uso da imagem, autorizado previamente pelo paciente, em trabalhos e eventos científicos.

O detalhamento trazido no anexo da nova resolução obriga expressamente o médico a declarar potenciais conflitos de interesse quando conceder entrevistas, participar de eventos públicos ou transmitir informações à sociedade. Ele determina que o uso de imagens em peças publicitárias enfatize apenas a assistência, ou seja, não devem ser utilizadas representações visuais de alterações do corpo humano causadas por lesões ou doenças ou por tratamentos.

Os critérios ainda vedam a participação do profissional em demonstrações de tratamento realizadas de modo a valorizar habilidades técnicas ou estimular a procura por serviços médicos. Também é vedado o uso de nome, imagem ou voz de pessoas célebres em anúncios de serviços médicos. Nas redes sociais, assim como em outros meios, o médico não pode divulgar endereço e telefone de consultório, clínica ou serviço.

Para orientar o médico, o documento indica especificações técnicas que permitem fácil leitura e compreensão das informações cuja presença é obrigatória nas peças publicitárias: os dados médicos devem ser inseridos nas peças impressas, por exemplo, em retângulos de fundo branco, em letras de tamanho proporcional ao das demais informações e de modo destacado; em peças audiovisuais, a locução dos dados do médico deve ser pausada, cadenciada e perfeitamente audível – também na TV devem ser observadas regras relacionadas a tipo e dimensão de letras. De acordo com a resolução, dúvidas sobre a aplicação das regras de publicidade devem ser encaminhadas à Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) do Conselho Regional de Medicina local.

A Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos do CFM discutiu as mudanças nas regras de publicidade de serviços médicos entre março de 2010 e julho de 2011 (mês em que a nova norma foi aprovada pelo plenário do Conselho Federal de Medicina). Para a elaboração da proposta, os membros do grupo buscaram referências sobre publicidade e propaganda em leis e regulamentos de venda de medicamentos, bebidas e outras substâncias e produtos restritos, vigentes no Brasil e no exterior. As Codames dos Conselhos Regionais de Medicina também colaboraram nesse trabalho.

Médicos de SP suspendem atendimento de 12 planos a partir de 1º de setembro

Reunião da AMB

A partir do dia 1º de setembro os médicos paulistas das especialidades de ginecologia e obstetrícia, otorrinolaringologia, pediatria, ortopedia e traumatologia, pneumologia e tisiologia, cirurgia plástica e anestesiologia suspenderão, de forma escalonada, o atendimento das consultas e procedimentos eletivos realizados por intermédio dos seguintes planos: Ameplan, Assefaz, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Cetesb, Green Line, Intermédica, Mediservice, Notredame, Prosaúde, Porto Seguro, Vale e Volkswagen.
As empresas selecionadas não enviaram resposta à solicitação de negociação encaminhada pela Comissão de Mobilização. As que responderam ofereceram uma remuneração muito aquém das reivindicações dos médicos.
O anúncio foi feito pela Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar de São Paulo, formada por representantes da APM, Cremesp, Simesp, Academia de Medicina e sociedades de especialidade. Além de anunciar a suspensão do atendimento às empresas de planos de saúde que se recusaram a negociar com a Comissão, foram divulgadas ainda as datas e o rodízio de paralisação por especialidade.
A pauta do movimento médico de São Paulo luta por consulta a R$ 80,00 e procedimentos atualizados de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), critérios claros de credenciamento e descredenciamento, regularização dos contratos entre médicos e empresas com a inserção de índice de reajuste anual e fim das interferências sobre a autonomia do médico.
A suspensão dos atendimentos será feita por meio de rodízio. A cada semana, durante todo o mês de setembro, uma especialidade médica deixará de atender. Do dia 1º a 3 de setembro, estão suspensas as consultas e os procedimentos eletivos na área de ginecologia e obstetrícia; dentre os dias 8 e 10, estão suspensos os que envolvem a otorrinolaringologia; entre os dias 14 e 16, os de pediatria; nos dias 19 e 20, ficam suspensos os atendimentos de ortopedia e traumatologia; entre 21 e 23 de setembro, é a vez da pneumologia e tisiologia; e entre os dias 28 e 30 de setembro, a suspensão é da cirurgia plástica. Os médicos anestesiologistas acompanharão as outras especialidades e suspenderão o atendimento durante todos os períodos.
O atendimento das urgências e emergências funcionará normalmente.

Fonte: AMB

Estudo afirma que interrupções no sono causam alterações na memória

Até pouco tempo, os cientistas não conseguiam apontar no cérebro os efeitos que partes diferentes, porém interligadas, produziam durante o sono. Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira usou uma técnica recém-desenvolvida, que usa a luz para monitorar as células do cérebro – chamada optogenética –, e mostrou que o sono fragmentado debilita a memória dos camundongos.

Segundo o estudo, “o mínimo de sono interrompido é crucial para a consolidação da memória, independentemente da quantidade total de sono”.

A descoberta confirma uma desconfiança antiga dos cientistas, mas a área é muito difícil de pesquisar e nunca antes a hipótese pôde ser confirmada. O grande desafio que os cientistas da Universidade Stanford, nos EUA, encontraram foi como eles fragmentariam o sono dos camundongos em períodos curtos sem afetar a duração nem provocar estresse.

 Roedores são animais muito sensíveis, como explica Luis de Lecea, um dos autores do estudo, e qualquer um dos dois aspectos alteraria o resultado. Segundo Lecea, a descoberta só foi disponível por causa da optogenética, definida em suas palavras como “uma forma muito, muito sutil de fragmentação de sono”.

A longa desconfiança dos cientistas, entre eles os especialistas de Stanford, se dá pelo fato de que os problemas de memória são comuns entre pacientes com alcoolismo e apneia do sono, que raramente conseguem uma noite de sono contínuo. Os resultados da pesquisa foram publicados pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”.

Fonte: Portal G1

4 milhões de pessoas contraem hepatite C por ano

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que entre 3 milhões a 4 milhões de pessoas são infectadas pela hepatite C a cada ano em todo o mundo.

De acordo com o órgão, de 130 milhões a 170 milhões desenvolvem a doença de forma crônica e correm risco de ter cirrose ou câncer de fígado. Ainda segundo a organização, mais de 350 mil morrem em decorrência da hepatite C todos os anos.

A partir desta segunda-feira (18), entram em vigor novas diretrizes para o tratamento da doença no Brasil, entre elas, a que permite ao paciente prolongar o tratamento por até 72 semanas na rede pública, sem precisar do aval de uma comissão médica.

A doença está espalhada em todo o planeta. O Egito, Paquistão e a China são as nações com a mais alta incidência da hepatite C. Nesses países, a transmissão ocorre principalmente pelo uso de seringas e equipamentos contaminados com o vírus da doença.

A hepatite C é transmitida pelo contato com o sangue de uma pessoa contaminada por meio de transfusão de sangue, de mãe para filho durante a gravidez e compartilhamento de seringas ou objetos que furam ou cortantes, como alicates de unha e aparelhos usados em cirurgias, tatuagens, piercing e acupuntura. A transmissão pode ocorrer pela relação sexual sem camisinha, mas é uma forma mais rara de infecção, segundo a OMS.

A organização estima que 80% das pessoas não apresentam sintomas. Por ser uma doença silenciosa, a recomendação é consultar um médico com frequência.

Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Não existe vacina contra a hepatite C. O tratamento é a base de antivirais, como o interferon. No entanto, segundo a OMS, o acesso ao medicamento não é universal e muitas pessoas abandonam a terapia.

SUS gastou com mortos R$ 14,4 milhões

O governo federal gastou R$ 14,4 milhões para custear procedimentos de alta complexidade e internações de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que já estavam mortos.

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 9 mil casos de pagamentos indevidos em todo o País entre junho de 2007 e abril de 2010. Outros 860 procedimentos, referentes a pacientes que morreram durante a internação, foram pagos.

O relatório do TCU mostra que boa parte das hospitalizações ocorreu, mas em períodos distintos do informado no boleto de cobrança. A estratégia seria usada por administradores de hospitais para driblar o limite de reembolso mensal fixado pelo governo. Atingido o teto, eles empurravam as cobranças para o mês seguinte, alterando, assim, a data dos procedimentos.

Os casos somente foram identificados por causa da incoerência entre datas dos procedimentos e da morte dos pacientes. Por isso, o relator do processo, ministro José Jorge, alerta que o problema pode ser ainda maior, porque não são considerados dados de pacientes que sobreviveram. “Existe uma clara possibilidade de que casos semelhantes tenham ocorrido, mas não detectados”, avalia.

Hospitais apresentaram uma justificativa para a cobrança. Segundo eles, isso ocorreria em razão da entrega antecipada de medicamentos em locais distantes, onde a troca de informações é demorada. Isso faria com que, muitas vezes, a notícia da morte do paciente demorasse a chegar ao serviço de saúde.

“Essa justificativa pode explicar parte das ocorrências verificadas, mas não a sua totalidade”, disse Jorge. Para ele, os dados reunidos na investigação feita mostram haver também casos pontuais em que há indícios de cobranças indevidas.

A diretora do departamento de regulação, avaliação e controle de sistema do Ministério da Saúde, Maria do Carmo, afirmou que as recomendações do TCU já são adotadas pela pasta. “O sistema de AIH (autorização de internação hospitalar) é antigo. Criamos de forma sistemática amarras para evitar fraudes. Mas, como em todas as áreas, embora o sistema seja permanentemente aprimorado, há o componente humano, a criatividade das pessoas que estão dispostas a fraudar”, afirmou.

Ela também afirma que, além de ferramentas no sistema, o SUS prevê a atuação de supervisores hospitalares, servidores encarregados de checar a veracidade das informações prestadas pelos prestadores de serviço. De acordo com a diretora, o caso identificado pelo TCU não é inédito. “O Denasus já identificou prática semelhante. Para esses casos, há punição prevista para os infratores.”

Alteração – Diante da fragilidade do sistema, o TCU recomendou à pasta e ao Departamento de Informática do SUS a adoção de ferramentas que impeçam a modificação do período de internação e o alerta no caso de cobranças serem feitas em período posterior à morte do paciente.

No acórdão, publicado na semana passada, o TCU fixa prazo de seis meses para que o ministério preste informações sobre as providências que serão adotadas.

Depois de coletados os números gerais, a auditoria investigou hospitais de Fortaleza (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Belém (PA), Recife (PE) e Campina Grande (PB). Os municípios avaliados terão de apresentar em 120 dias providências para que erros sejam reparados. O TCU também determinou o ressarcimento de pagamentos indevidos.

Medicamento também foi alvo – Outra irregularidade envolvendo o nome de pessoas mortas foi identificada, em novembro de 2010, pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Na ocasião, o TCU constatou que farmácias credenciadas no programa Aqui Tem Farmácia Popular, do governo federal, venderam remédios para pelo menos 17.258 mortos, desviando, no mínimo, R$ 1,7 milhão.

Em auditoria feita por amostragem, o tribunal verificou que alguns supostos compradores de produtos a preços 90% mais baixos que os do mercado constavam do Sistema de Óbitos do Ministério da Previdência havia mais de dez anos.

O TCU constatou outro problemas: falta de nome do cliente na receita; divergência entre o registro do médico no Conselho Regional de Medicina (CRM) e o apresentado no Sistema Autorizador de Vendas; e assinaturas diferentes do mesmo comprador no cupom. O relatório responsabilizou o Ministério da Saúde por falha na fiscalização.

Fonte: Estado de São Paulo

Ministro da Saúde da Índia afirma que homossexualismo é doença

O ministro de Saúde da Índia, Ghulam Nabi Azad, gerou uma polêmica no país após ter dito, em uma conferência sobre a Aids, que o homossexualismo é uma “doença” que atinge cada vez mais pessoas. Ativistas disseram que as declarações são um atraso e prejudicam o debate no país.

“A doença dos homens que praticam sexo com outros homens é antinatural e não é boa para a Índia. Não somos capazes de identificar onde está ocorrendo”, disse Azad nesta segunda-feira (4/7).

“É fácil encontrar as trabalhadoras do sexo e conscientizá-las sobre o sexo seguro, mas é um desafio encontrar os homossexuais”, acrescentou Azad, em declarações publicadas nesta terça-feira pela agência indiana Ians.

Revalidação de diploma

Os médicos formados fora do Brasil já podem se inscrever para exame de revalidação de diploma. É só acessar o endereço eletrônico revalida.inep.gov.br até  o dia dez de julho. A primeira prova, com questões de múltipla escolha e discursivas, está marcada para o dia 28 de agosto em Manaus, Fortaleza, Porto Alegre, Campo Grande, Brasília e no Rio de Janeiro. Já o exame prático ocorrerá nos dias um e dois de outubro, somente em Brasília.

Avaliação de mamógrafos do SUS

Os 1.514 mamógrafos que realizam exames de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dos quais 85% estão em funcionamento, oferecem atendimento avaliado como bom ou muito bom por 91% das brasileiras. O diagnóstico é resultado de auditoria e pesquisa de satisfação, ambas inéditas, realizadas pelo Ministério da Saúde em todos os 1.399 estabelecimentos de saúde que fazem mamografias no País.

A vistoria, coordenada pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), foi adotada como parte do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e de Mama, lançado em março. Com investimentos do Ministério da Saúde de R$ 4,5 bilhões até 2014, o programa busca reduzir a mortalidade entre os dois tipos de cânceres mais comuns entre as mulheres.

A auditoria apontou que o número de mamógrafos existentes no SUS são quase duas vezes mais que o necessário para cobrir toda a população brasileira, conforme parâmetro do Instituto Nacional do Câncer (Inca) de um aparelho para cada 240 mil habitantes.

  Ações – apesar do resultado positivo, a auditoria revelou que a distribuição geográfica – cerca de 44% dos mamógrafos estão no Sudeste – e o baixo nível de produtividade são entraves à plena oferta do exame. Entre os 15% sem uso, 111 não prestavam atendimento, 85 apresentavam defeito e 27 estavam ainda na embalagem. Além disso, os auditores identificaram que 28% dos estabelecimentos do SUS não mantinham dados atualizados junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Para corrigir distorções, o Ministério, em parceria com estados e municípios, instalará mamógrafos e criará unidades móveis, que atenderão cidades menores de maneira itinerante. Outras estratégias a serem adotadas serão a compra de pacotes de fornecimento de insumos vinculados à assistência técnica para apoiar, sobretudo, os estados do Norte e Nordeste e a capacitação de 25 mil técnicos em radiologia até 2015 para a operação dos equipamentos.

Fonte: SECOM/PR

Sorteios de cirurgias plásticas geram polêmica

A oferta de cirurgias plásticas por meio de sorteios, competições e promoções vem causando polêmica no Reino Unido.
Entidades como a Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (Baaps, na sigla em inglês) estão pedindo a proibição de sorteios para cirurgia cosmética como aumento de seios, facelift e aplicação de botox. Segundo elas, as promoções com cirurgias como prêmio vêm se tornando mais populares, particularmente nos últimos três meses.
Além de sorteios, as cirurgias estariam sendo oferecidas como prêmio em programas de fidelidade, pacotes de serviços para divorciados, competições de revistas e em sites de ofertas.
Para os especialistas, a propaganda de cirurgias cosméticas nesse nível pode levar os jovens a querer tratamentos dos quais não necessitam.

Megaevento – o pedido de proibição das promoções de cirurgias ocorre poucos dias após um megaevento em Londres no qual os participantes pagavam 25 libras (cerca de R$ 64) para participarem de um sorteio de um crédito de 4 mil libras (R$ 10,2 mil) para pagar uma cirurgia plástica à escolha.
O evento foi organizado por um clube noturno de Londres e foi patrocinado por uma empresa de cirurgias cosméticas. Além do prêmio principal, também foram sorteadas lipoesculturas e maquiagens permanentes.