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Campanha vacinação HPV

HPV_vacinaçãoA Campanha Nacional de Vacinação contra o HPV começa hoje, (10/3) em todo o país.
Vários estados já tinham incorporado na nos seus calendários de vacinação das meninas de 11 a 13 anos, um deles o Distrito Federal.
A campanha realiza em 2013 pela Secretaria de Saúde do DF foi reconhecida como uma experiência de sucesso pelo Ministério da Saúde, que resolveu torná-la modelo para o resto do país.
Para 2014 a meta é imunizar 80% do público alvo, que representa 64,8 mil garotas.
O HPV é a principal causa do câncer de colo do útero, que mata cerca de 90 mulheres por ano em Brasília. Para garantir a eficácia da vacina, são necessárias três doses, com intervalo de 60 e 180 dias após a primeira aplicação. O calendário de vacinação foi organizado de acordo com o calendário escolar, das escolas públicas e privadas.
A Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia divulgou uma nota oficial sobre a campanha de vacinação.

Posicionamento Febrasgo vacinação HPV

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) é favorável à Campanha Nacional de combate ao HPV, promovida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde.
A vacina, que a partir deste ano passa a ser incorporada no calendário nacional, previne contra o câncer de colo de útero, o segundo tipo de tumor que mais atinge as mulheres, atrás apenas do câncer de mama.
A partir do dia 10 de março, segunda-feira, a vacina quadrivalente contra os HPV tipos 6-11-16-18 estará disponível nos postos de saúde da rede pública e nas escolas, para meninas de 11 a 13 anos.
Esta vacina apresenta maior benefício em mulheres sem atividade sexual prévia e há comprovação da proteção antiviral por um período acima de seis anos, sendo menos eficiente nas que já iniciaram vida sexual que podem já ser portadoras do vírus.
A vacina contra o HPV deve ser vista no seu real papel da proteção antiviral e do seu potencial risco para o câncer do colo do útero e não como salvo-conduto para a precocidade nas relações sexuais.
O Papiloma Vírus Humano (HPV) é capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de 100 tipos. Do total, pelo menos 13 têm potencial para causar câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. No Brasil, a cada ano, 4 mil pessoas são infectadas por algum tipo do vírus.
Vale lembrar que a vacina contra o HPV não elimina o uso de camisinha nas relações sexuais nem o exame Papanicolau como medida preventiva do câncer do colo de útero.

Etelvino Trindade
Presidente da Febrasgo

Eleições: DF tem a maior média de candidatos por vaga

No próximo dia três de outubro, 1.836.280 eleitores do DF vão escolher o governador, dois senadores, oito deputados federais e mais 24 deputados distritais. São as eleições 2010.

O cargo mais disputado é de deputado distrital: são 871 candidatos para 24 vagas. Vinte são médicos. Para o Tribunal Regional Eleitoral, a disputa mostra o interesse das lideranças da cidade em defender a população nas diversas áreas de atuação.

DF tem a maior média – o Distrito Federal é a menor unidade federativa do país, com 5,8 mil quilômetros quadrados, mas é a quarta maior no número de candidatos. Se fosse feita uma divisão geográfica, seria um postulante por 6,8 quilômetros quadrados. A maior concentração nacional. Sergipe, o menor estado, tem um candidato por 156,5 quilômetros quadrados. São Paulo possui um por 134,38 quilômetros quadrados.

Nestas eleições, 5.800 candidatos disputam uma vaga de deputado federal. Uma diferença de 10% a mais em relação às eleições de 2006, quando 5.272 candidatos disputaram as 513 cadeiras disponíveis na Câmara dos Deputados.

Na média, são 10 candidatos por vaga. Em 2006, eram 9,41 por vaga. Pelos números, pode-se perceber um enxugamento na quantidade de concorrentes, talvez pelos custos de imagem e da campanha.

Da imagem porque os últimos escândalos políticos expuseram os parlamentares e a própria instituição. De campanha, pois o custo para eleger um deputado federal está orçado em torno de R$ 5 milhões, valor altíssimo, que muitos não podem arcar.

No Distrito Federal, a média de concorrentes ao cargo de deputado federal é o maior do país – 117 candidatos disputam oito vagas. Seis são médicos. Quase 15 concorrentes por cadeira.

A disputa por uma vaga na Câmara Legislativa também é alta. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Distrito Federal também tem a maior média por vaga. São 35,63 candidatos por vaga. Em seguida vem o Rio de Janeiro com 25,29. E São Paulo apresenta uma média de 19,65.

Proporcionalmente, é mais fácil passar no vestibular da Universidade de Brasília (UnB) do que conquistar uma vaga na Câmara Legislativa. Para as provas do último vestibular, 21.791 estudantes se inscreveram para concorrer a uma das 3.958 vagas oferecidas. A média de candidatos foi de 5,5 para cada vaga. Medicina é o único curso mais disputado do que a briga eleitoral, com a proporção de 84,1 concorrentes por vaga. Em segundo lugar, vem Direito (noturno), com 19,25.

Para ser deputado distrital no DF, ou nas Assembleias Legislativas do país, não precisa ter curso superior ou ensino médio, basta saber ler e escrever.  O salário é atrativo, ultrapassa R$ 12 mil.

Em Minas Gerais o subsídio mensal é de R$ 12.384,07. Com a remuneração mensal que é formada ainda pelo auxílio moradia o valor chega a  R$ 14.634,07. Em São Paulo o salário é de R$12.200,00 por mês, fora alguns benefícios.

Já no Rio de Janeiro, os deputados estaduais recebem cerca de R$ 13 mil.  Com o auxílio moradia que têm direito sobe para cerca de R$ 15 mil.

E no DF, os deputados distritais ganham R$12.384,06 e tem R$ 11.250 de verba indenizatória.

Entre as atribuições para quem conseguir se eleger estão: legislar, fiscalizar e representar a população do Estado. Uma tarefa que exige muita responsabilidade. E aqueles que tomam gosto pelo cargo pensam em ascensão.

Cada deputado federal custa por mês R$ 102,3 mil entre salários e verbas de gabinete. O eleito tem como missão discutir projetos propostos pela União, criar projetos ou alterar as leis existentes, além de fiscalizar todos os atos do poder Executivo.

De acordo com dados divulgados pela ONG Contas Abertas (que utiliza como fonte o Sistema de Acompanhamento dos Gastos Federais) sobre a Câmara Federal, hoje um deputado ganha salário mensal de R$ 12,8 mil. Os 513 parlamentares recebem também verba de gabinete de R$ 50,8 mil mensais, verbas indenizatórias de R$ 15 mil (para hospedagem, combustível e consultorias) e mais R$ 3 mil de auxílio-moradia.

Para relembrar – o Poder Legislativo do Distrito Federal foi exercido primeiramente pelo prefeito do Distrito Federal.

Instituída pela Constituição de 1988, a Câmara Legislativa do DF teve sua primeira eleição em 1990, com a posse dos deputados e a instalação da primeira legislatura em 1991.

Trabalho diferenciado – a Câmara Legislativa ocupa posição peculiar entre os órgãos legislativos brasileiros. A própria denominação revela a competência diferenciada da Casa.

O Distrito Federal acumula as competências legislativas de Estado e de Município. Daí porque, no ato de sua criação, não foi escolhido o nome Assembleia Legislativa como nos demais Estados ou Câmara Municipal, como ocorre nos órgãos legislativos municipais brasileiros. O nome Câmara Legislativa é assim uma junção das denominações dos poderes legislativos estaduais e municipais.

Em 2009 o órgão foi abalado por denúncias envolvendo vários deputados distritais num suposto esquema de corrupção no qual estaria também envolvido o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. As denúncias levaram à renúncia, em 2009, o então presidente da Câmara Legislativa, deputado Leonardo Prudente (DEM) e à prisão preventiva, em 2010, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, depois da ocupação da antiga sede e de protestos por parte de estudantes e trabalhadores do DF.

 Fonte: AMBr Revista