doulas

Médica explica os benefícios do parto humanizado

O debate e as opiniões sobre o parto humanizado é amplo, mas a aceitação do termo, pela maioria das pessoas, é que se trata de um parto onde as decisões da mulher sejam atendidas neste momento especial, como forma de deixar a natureza fazer o seu trabalho, evitando o mínimo de intervenções médicas. O assunto é polêmico entre médicos e doulas, mas para a Dra. Tatiana Mara, que palestrou sobre essa questão durante a 1ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia – Atualizando Conhecimentos, evento realizado no dia 14 de setembro pela Maternidade Brasília na Associação Médica de Brasília (AMBr), o mais importante é respeitar o desejo da gestante.

gravidezTatiana explicou sobre as mudanças no tratamento na hora do parto. Se antes a gestante era privada de dieta, hoje sabe-se que a alimentação não traz malefícios. Ela citou uma metanálise que inclui cinco ensaios clínicos com 3130 mulheres que conclui que não há justificativas para dieta zero em gestante de baixo risco. Segundo ela, o que se tem observado é que a dieta leve possibilita um menor risco de cetoacidoses – complicação do diabetes que ocorre quando o corpo produz ácidos sanguíneo em excesso.

A médica também abordou a percepção de evitar dar a luz deitada, como era aconselhado comumente. Ela informou que as atividades físicas antes do parto têm sido eficazes para que o nascimento do bebê transcorra de forma menos dolorosa para a mulher, e ela deve se sentir à vontade para ficar na posição informada pelos especialistas a que se sinta mais confortável, desde que não corra risco.

Outro quesito abordado por Dra. Tatiana Mara foi o clampeamento do cordão umbilical de 60 a 180 segundos após o nascimento do bebê. A recomendação não apresenta riscos à saúde materna e já foram mostrados através de estudos  que o recém-nascido adquire mais imunidade.

Parto natural e doulas

43% dos partos realizados no Brasil são cesáreas. O índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de no máximo 15 %. E esse número é ainda maior se formos analisar apenas as mulheres que utilizam plano de saúde: o percentual é de 80%.

Na Casa de Parto de São Sebastião (cidade satélite do Distrito Federal), referência quando o assunto é parto humanizado, muitas gestantes que dependem da rede pública de saúde recebem atendimento especial. Além do acompanhante e de uma equipe médica, as voluntárias também dão apoio às mães e ajudam a estimular o parto e aliviar as dores para evitar o uso de medicamentos.

Veja a reportagem da TV Brasil