Fumo

EVENTO PARA PARAR DE FUMAR BENEFICIARÁ POPULAÇÃO DO DF

Ação gratuita acontecerá na próxima terça-feira, 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco.

No próximo 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco, o Instituto Onco-Vida, em Brasília, fará uma ação de esclarecimento sobre os malefícios do cigarro, uma vez que o hábito de fumar, segundo o INCA, causará mais de 15 mil casos de câncer em 2016.

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O pneumologista Celso Antônio Rodrigues da Silva está à frente da ação contra o fumo.

Diante da necessidade de breve intervenção para que as pessoas se conscientizem sobre os problemas do fumo, o pneumologista Celso Antônio Rodrigues da Silva, que compõe o corpo clínico na Onco-Vida, capitaneará um dia de disseminação informações para quem deseja parar de fumar.

Na ação gratuita, a população poderá fazer o teste com o monoxímetro, que mede como o pulmão do fumante está contaminado por monóxido de carbono, e é também uma inovação no tratamento dos fumantes que querem largar o mal hábito.

Outro teste que será disponibilizado é com o dispositivo peak-flow, que mostra dados sobre a capacidade respiratória, informando as limitações do pulmão dos que fumam. Também será possível medir a pressão arterial e receber dicas para uma vida saudável sem o uso do cigarro.

“Cabe lembrar que, dentre as doenças associadas à dependência do cigarro, o câncer de pulmão segue como mais comum, mas existem outros tipos com prevalência. O câncer de boca, por exemplo, tem acometido os fumantes pelo uso de charuto, cachimbo ou cigarro mascado. Por isso, é importante desenvolver ações de promoção da saúde”, afirma Dr. Celso Antônio Rodrigues da Silva.

A ação será no dia 31 de maio das 10h às 12h e das 14h às 16h no Hall de Entrada do Instituto Onco-Vida, que fica localizado na 915 sul, em Brasília.

“Será um dia de informações e realização de testes não apenas para os fumantes, pois existem muitas pessoas que convivem com eles e que podem, no futuro, desenvolver a doença.  Cabe frisar que não adianta parar de fumar sem adotar um estilo de vida saudável, pois muitas vezes, uma doença que estava latente pode ressurgir de forma agressiva. Então, esse evento a favor da vida é para todos”, convida Dr. Celso Antônio Rodrigues Silva.

 

 

:: SERVIÇO

Ação a favor da Vida Sem Fumo

31 de Maio (Terça-feira) – Dia Mundial Sem Tabaco

Horário: Das 10h às 12h e das 14h às 16h

Local: Instituto Onco-Vida | SGAS 915 Ed. Office Center Bloco A 1º andar, Brasília – DF

Mais informações: Paulo Lima – (61) 3327 6827

Paradoxos do fumo no Brasil

O Brasil é um dos campeões mundiais na redução do número de fumantes -queda de 46% entre 1989 e 2008, segundo o IBGE.

Sucesso que se deve às políticas públicas bem articuladas, aliadas a leis estaduais para reduzir o tabagismo e à mobilização de militantes de várias áreas.

O paradoxo, do ponto de vista da saúde, é que, apesar dos avanços, o país não consegue aprovar legislação federal para banir completamente o fumo em ambientes fechados. Em termos econômicos, mesmo com a queda no consumo dos derivados de tabaco, o Brasil aumentou nos últimos anos a produção do fumo em folha. O país é, hoje, o segundo maior produtor e primeiro exportador mundial. Com China e Índia, responde por 61% da produção mundial do setor.

O paradoxo vai além. A reversão mundial no tabagismo, maior nos países desenvolvidos, é decorrente, entre outros fatores, da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, primeiro tratado de saúde pública ratificado por 168 países-membros da Organização Mundial de Saúde, de um total de 192. Ela é a principal ferramenta para reduzir o tabagismo. Trata-se de um contingente de 1,3 bilhão de fumantes e de 100 milhões de mortes relacionadas ao tabaco -somente no século 20.

O texto da convenção, ratificado pelo Congresso, motivou leis antifumo em sete Estados, inclusive Rio e São Paulo. A pesquisa “A Fumicultura e a Convenção-Quadro: Desafios para a Diversificação”, do Departamento de Estudos Socioeconômicos Rurais (Deser), revela que, em 2007, a produção brasileira de fumo aumentou 59% em relação a 2000 e cita ainda problemas que afetam fumicultores como intoxicações por agrotóxicos e até suicídios como “preocupações antigas”.

A partir da convenção, elas ganharam dimensão de saúde pública. Já a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) registra o deslocamento da produção do fumo dos países ricos para aqueles em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, Indonésia e Paquistão.

A Convenção-Quadro ilumina aspecto então restrito a especialistas: a vulnerabilidade socioeconômica dos agricultores e das famílias na cadeia produtiva do fumo.

A baixa escolaridade é outra questão: 84% dos produtores do Sul do Brasil acima de 40 anos têm menos de nove anos de estudo. O Banco Mundial e o Conselho Econômico e Social da ONU alertam: tabaco e pobreza formam ciclo vicioso.

No Brasil, da renda obtida com maço de 20 cigarros, apenas uma unidade chega ao produtor. O país precisa fortalecer políticas públicas que ofereçam alternativas sustentáveis à produção do fumo, da qual dependem 770 municípios do Sul e milhares de famílias de fumicultores, o elo mais frágil da cadeia produtiva. O Ministério do Desenvolvimento Agrário já dispõe de bons projetos. O Brasil ajudou a aprovar e divulgar a Convenção-Quadro pelo mundo. É hora de fazer a lição de casa.

LUIZ ANTONIO SANTINI, médico, mestre em cirurgia torácica, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da diretoria da União Internacional contra o Câncer, é diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer.

Fumo é responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos

O tema do Dia Mundial sem Tabaco deste ano, teve como alvo as mulheres., de acordo com escolha feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos são causadas pelo consumo de tabaco.

O objetivo da campanha é alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco usa para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente. De acordo com a OMS, as mulheres hoje são o principal alvo da indústria do tabaco.

Segundo a OMS, o cigarro mata por ano mais de 5 milhões de pessoas – entre as quais, 1,5 milhão de mulheres. Se não forem tomadas medidas urgentes, alerta a OMS, o uso do tabaco poderá matar mais de 8 milhões de pessoas até 2030, dos quais 2,5 milhões serão mulheres. A maior incidência será entre as de baixa renda.

Atualmente, o mundo tem 1 bilhão de fumantes – entre eles, 200 milhões de mulheres. De acordo com a OMS, enquanto o tabagismo cai entre os homens, em alguns países aumenta o número de mulheres fumantes. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2008, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que no Brasil o tabagismo está caindo. Entretanto, a queda é menor entre as mulheres do que entre os homens.

Fonte: Agência Brasil