KPC

Distrito Federal registra 25 mortes por KPC

25 mortes por KPC no Distrito Federal

A secretaria de Saúde registrou mais três mortes no Distrito Federal em decorrência da contaminação pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC). O novo balanço foi divulgado nesta semana. Após 14 dias desde o último boletim – que contabilizou os casos de janeiro a 19 de novembro – o número de pessoas que não resistiram a infecção passou de 22 para 25. De janeiro ao dia 3 de dezembro, o número de casos subiu de 246 para 319. Desse total, 230 foram identificados nas unidades de terapia intensiva.

A quantidade de estabelecimentos de saúde que notificaram à Gerência de Investigação e Prevenção à Infecção e Eventos Adversos em Serviços de Saúde (Gepeas) os casos de KPC manteve o mesmo número: 23, sendo 10 da rede pública e 13 da rede privada. De acordo com a assessoria da Secretaria de Saúde, atualmente encontram-se internados 57 pacientes portadores da bactéria, sendo que 12 apresentam infecção.

Contaminações por KPC aumentam quase 70% em menos de duas semanas no DF

O número de pessoas contaminadas pela bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) no Distrito Federal (DF) aumentou 69,44% em menos de duas semanas. Segundo informações divulgadas hoje (21) pela Secretaria de Saúde do DF, o total passou de 108, no dia 8 de outubro, para 183, em 17 hospitais. Na última sexta-feira (15), os registros somavam 135 casos.

Dos 183 portadores da KPC, um micro-organismo resistente a antibióticos, 46 tiveram quadro de infecção e 61 continuam internados em hospitais públicos e privados do DF. O número de mortes também aumentou, de 15, na última sexta-feira, para 18.

Na semana passada, a Gerência de Investigação e Prevenção das Infecções da secretaria, responsável pelo levantamento da situação nos hospitais, confirmou 15 mortes relacionadas à infecção, e descartou três casos suspeitos. Ontem (20) o dado foi novamente revisto e foram confirmados 18 óbitos.

A secretaria informou que estão em falta nos hospitais do DF alguns materiais e insumos e que o estoque será reabastecido até o fim desta semana, por meio de compra emergencial.

O motivo alegado pelo órgão para a falta do material é que, com o aumento do número de casos de contaminação pela bactéria KPC, houve uma demanda maior por produtos descartáveis e de higiene, o que levou ao desabastecimento antes que o novo lote dos produtos fosse adquirido.

Outra razão é a suspensão de licitações que incluíam esses produtos pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que encontrou inconsistências no modelo padrão de edital usado pelo governo do Distrito Federal.

 Fonte: Agência Brasil

Sobe para 135 o número de casos de superbactéria no Distrito Federal

O número de casos suspeitos de contaminação pela bactéria resistente a antibióticos Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) no Distrito Federal subiu de 108 para 135. Desse total, 48 pacientes permanecem internados em 16 hospitais, dos quais nove são públicos e sete, privados. A informação é da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

A Gerência de Investigação e Prevenção das Infecções da secretaria, responsável pelo levantamento da situação nos hospitais, confirmou 15 mortes relacionadas à infecção. Havia a suspeita de que 18 óbitos tivessem sido provocados pela bactéria, mas a secretaria informou que três foram descartados.

No Hospital de Base há 23 casos de KPC. As pessoas que desenvolveram a infecção são doentes graves da terapia intensiva, da neurocirurgia ou politraumatizados.

Segundo o diretor , Carlos Schmin, foi preciso fazer um remanejamento no hospital para dar maior segurança aos internados. “Estamos fazendo um esforço para controlar o contágio pela bactéria. Dividimos o prédio em quatro alas, uma para pessoas que tiveram contato com pacientes com KPC, outra para pacientes com quadro infeccioso, a terceira para portadores e a última para quem chega ao hospital”, enumerou.

Segundo o Schmin, essa superbactéria, que surgiu em 2000 nos Estados Unidos, é hoje uma preocupação mundial. De acordo com ele, o micro-organismo está presente tanto em hospitais públicos como privados, em vários Estados brasileiros. “O Pronto-Socorro do Hospital de Base recebe diariamente de 6 mil a 7 mil pessoas, o que aumenta o risco. Temos reforçado o cuidado com a higienização e impedido o contato com pacientes suspeitos para evitar novos contágios”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Estado de São Paulo tem, em média, 36 casos de infecção hospitalar por dia

Os hospitais-gerais do Estado de São Paulo registraram em 2009 uma média de 36 casos de infecção hospitalar por dia, provocados por diferentes micro-organismos, segundo levantamento do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do governo estadual.

A ausência de parâmetros para as notificações no País impede uma comparação com outros Estados – o sistema paulista de controle é considerado um dos mais avançados.

O resultado de 13.203 pacientes no ano considera apenas casos positivos após hemocultura (exame de sangue para identificação da causa de infecções) realizada em pacientes de Unidades de Terapia Intensiva e de Unidades Coronarianas para adultos. E traz dados de apenas uma parte dos hospitais-gerais – públicos e privados – que coletaram e relataram à Vigilância Epidemiológica informações sobre os exames.

Apesar da melhora nos últimos anos, de 823 hospitais com critério para notificar infecções hospitalares em São Paulo, 17% não repassaram nenhum dado para o centro de vigilância – índice semelhante ao de 2008, de 18%. Para especialistas, a situação preocupa, pois não há hospital com taxa zero do problema. Não se submeter ao controle é sinal de falha na qualidade dos serviços oferecidos.

Nas regiões de Registro, Franco da Rocha e Sorocaba, a falta de informações sobre infecções é pior – em Registro, por exemplo, apenas um terço das unidades com classificação para relatar casos fizeram notificações (mais informações nesta página).

A Secretaria de Estado da Saúde afirma que desde a implantação do sistema de monitoramento, em 2004, o número de unidades que fazem a notificação subiu 48,8%.

Comparação – apesar da subnotificação, o sistema de controle é considerado um dos melhores do País, diz o infectologista Renato Grinbaum, da Associação Paulista de Epidemiologia e Controle de Infecção e consultor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele destaca que os índices de infecção paulistas estão acima dos registrados em outros locais, como os Estados Unidos, mas é difícil saber se isso é provocado pelas condições de vida ou pela situação dos hospitais.

As comparações de dados de serviços são complexas e exigem estudos específicos. Os EUA têm 1,7 milhão de casos de infecção e 99 mil mortes por ano. No relatório paulista não há dados sobre mortalidade.

O promotor Reynaldo Mapelli, que coordenou trabalho sobre infecções hospitalares no Estado, disse que é pessimista quanto ao cumprimento das normas para controle do problema, editadas há mais de dez anos pelo Ministério da Saúde.

O estudo apontou que, de uma amostra de 158 hospitais, 75% descumpriam itens essenciais para evitar infecções. Mesmo entre aqueles que declaravam ter programas de controle das infecções, 92% descumpriam algum dos pontos importantes. “O lado positivo é que aumentou a preocupação com o problema.”

A Anvisa decidiu exigir que todas as unidades de saúde disponham de dispensadores de álcool em gel para que profissionais de saúde lavem as mãos. A falta de higienização é considerada uma das principais explicações para as infecções.

Causas – o micro-organismo mais envolvido nos casos paulistas são as bactérias Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis, como em outras partes do mundo, avalia Grinbaum. Foram 1.185 casos de Klebsiella, mas não da mutação KPC, responsável pelos surtos recentes.

Fonte: Estado de São Paulo