medicina

Black Friday Saúde: Maior aplicativo de decisão médica do país libera acesso para médicos

Presente em mais de 480 mil consultas por mês, o Whitebook terá o maior desconto do ano

A PEBMED, startup de tecnologia em saúde que desenvolve aplicativos médicos para a tomada decisão clínica, aproveita o período de promoções para seguir seu propósito de apoio aos profissionais, com objetivo de salvar mais vidas. Para isso, entre os dias 20 e 26 de novembro, a assinatura premium do app Whitebook será liberada gratuitamente para todos.

Os usuários vão poder acessar todos os materiais, dentre eles,  informações médicas atualizadas, cerca de 8 mil conteúdos offline de diversas especialidades, mais de 1.500 prescrições, calculadoras e medicamentos, além do acesso ao desktop Whitebook Web.

Esse momento antecede as ações de Black Friday, que terão início a partir do dia 27/11 e vão até 02/12. De acordo com Bruno Lagoeiro, CEO da startup, o desconto da temporada será o maior do ano, com anúncio oficial da porcentagem, disponibilizado no próximo dia 27/11, pelo portal e pelas redes sociais da PEBMED. O desconto vai ajudar muitos profissionais a investirem no pacote anual e se juntarem aos mais de 150 mil médicos que usam mensalmente o aplicativo no Brasil.

O app disponibiliza alguns assuntos de forma gratuita, mas somente os assinantes vão ter acesso total aos temas, que garantem apoio completo na tomada de decisões assertivas. Atualmente, dois em cada cinco médicos utilizam o aplicativo, com conteúdos atualizados semanalmente, produzidos por um time de especialistas.

Para Lagoeiro, o propósito da startup é transformar a saúde do país  através do apoio à decisão médica: “Queremos chegar em todos os profissionais da área e oferecer a melhor e mais segura experiência em tomada de decisão”, finaliza.

Informações de Cadastro

A primeira fase do período de ofertas é chamada de Esquenta e a PEBMED vai disponibilizar esse canal online, para que os profissionais e estudantes interessados em conferir os próximos passos da ação tenham exclusividade em receber as novidades. Para se cadastrar, é preciso acessar este link e ficar atento ao e-mail.

Sobre a PEBMED

A PEBMED é uma startup de saúde carioca lançada em 2012, por três médicos da Universidade Federal Fluminense, criadores do Whitebook, um aplicativo de compartilhamento de informações que auxilia médicos e estudantes de medicina na tomada de decisão clínica. O objetivo é reunir dados, diagnósticos e diretrizes atualizadas em mais de 8 mil conteúdos de 28 especialidades diferentes. Utilizado em pelo menos 480 mil consultas por mês, o app está presente em mais de 800 cidades em todo o Brasil e é acessado por cerca de 2 em cada 5 médicos no país.

ESPECIALISTAS PALESTRAM EM BRASÍLIA SOBRE COMO A MEDICINA TEM CONTRIBUÍDO PARA VIVER MAIS E MELHOR

 

Evento gratuito acontece nos dias 8 e 9 de fevereiro e faz parte das celebrações dos 60 anos da Associação Médica de Brasília (AMBr) e dos 30 anos da Academia de Medicina de Brasília

A Associação Médica de Brasília (AMBr) e a Academia de Medicina de Brasília realizam, nos dias 8 e 9 de fevereiro, Simpósio com o tema Tecnologia e a Vida – A Ética dessa Relação. O evento gratuito faz parte das celebrações dos 60 anos da AMBr e dos 30 anos da Academia de Medicina de Brasília, e tem como objetivo reunir a sociedade, profissionais que atuam em diferentes segmentos de cuidados e apoio a pacientes,  para conferirem palestras com especialistas renomados em suas áreas de atuação, que abordarão, durante os dois dias de intensa programação científica, assuntos relacionados a bioética, mais especificamente sobre a finitude humana, com enfoques filosóficos, religiosos, comportamentais, jurídicos e médicos.

O Diretor de Planejamento da AMBr, Dr. Nasser Sarkis, antecipa que a proposta é discutir o prolongamento da vida e as mudanças comportamentais através de uma visão contemporânea da existência humana. “Com o aumento da expectativa de vida é preciso envelhecer com qualidade. A medicina tem trazido importantes avanços tecnológicos, mas que devem ser acompanhados com múltiplas abordagens, para que se possa viver mais e melhor”.

O médico cardiologista explica que durante o evento serão evidenciados os avanços da medicina numa abordagem ampla da existência humana. “Outro ponto primordial é que serão realizados debates sobre a judicialização da medicina. Temos uma programação para amplo debate com todos que participam dos cuidados e apoio aos pacientes”, convida Dr. Nasser Sarkis.

Para se inscrever no PEC Tecnologia e a Vida – A Ética dessa Relação é necessário acessar o site pec.ambr.com.br e preencher o formulário com os dados pessoais. Ao fim do evento, os participantes têm direito à impressão do certificado através do mesmo site.

:Serviço

PEC | Tecnologia e a Vida – A Ética dessa Relação

Dias 8 e 9 de fevereiro [sexta (9h às 17h30) e sábado (9h às 11h)]

Local: Associação Médica de Brasília (AMBr). Setor de Clubes Esportivos Sul – Trecho 3

Inscrições gratuitas: pecambr.com.br

 

Segmento de saúde aposta no uso das tecnologias para fidelizar clientes

Redução de custos, facilidade de fidelização dos clientes, alta quantidade de acesso e facilidade de contato. Essas são as principais vantagens de um aplicativo online para consultas do paciente. Tem se tornado comum a conduta de evitar o deslocamento até o hospital, ou até mesmo ligar para agendar uma consulta.

Os aplicativos com essa finalidade têm crescido cada vez mais no mercado. Somente no Brasil, os downloads já somam 250 mil. Os Apps variam desde plataformas para doenças crônicas e disponibilizam, até mesmo, o contato direto com os médicos.

Pelo serviço que é proporcionado, e por oferecer vantagens aos que procuram, o número de fidelização cresceu, o que preocupa cada vez mais o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Ao mesmo tempo que os aplicativos diminuem o trabalho tanto do paciente quanto do médico, em nenhum dos aplicativos encontram-se uma explicação clara sobre a segurança e a destinação dos dados cadastrais feita por eles. Atualmente, no Brasil, para que seja possível o download, ou o usuário adere a política integral do aplicativo ou não é possível nem que seja baixado no celular.

“Um dos principais desafios encontrados pelos médicos, é que existem mais de 80 ferramentas de softwares nesse segmento no mercado. Mas infelizmente apenas três ou quatro deles realmente possuem capacidade de atender aos profissionais com qualidade, segurança e uma boa equipe de atendimento’’, explica Felipe Lourenço, fundador e CEO da iClinic.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, avaliou os seis aplicativos mais baixados no Brasil, e comprovou que apesar de oferecerem a relação médico-paciente, compartilham as informações dos usuários com terceiros. Os que têm mais popularidade nesse segmento são Doctoralia, BoaConsulta, Docway, Dokter, Doutor Já e Saúde Já.

imagem idec

 (IDEC/Reprodução)

A ausência de uma lei que proteja o consumidor para que essas empresas sejam proibidas de passar as informações para outras empresas, faz com que o fato dessas plataformas repassarem dados pessoais dos clientes aconteça constantemente.

Os principais cuidados que devem ser tomados ao baixar aplicativos como esses, é ficar atento se os dispositivos não exigem nenhum tipo de dado pessoal e se eles são realmente seguros para serem usados. “Sim, existem riscos, e o profissional deve ficar muito atento. Em primeiro lugar, um software médico não pode permitir ao profissional que ele edite o prontuário. Isso faz com que se perca boa parte da validade jurídica do prontuário e o profissional fica vulnerável a processos judiciais’’, informa Lourenço.

MÉDICOS PROMOVEM AMPLA PALESTRA SOBRE CÂNCER DE PRÓSTATA E SAÚDE DO HOMEM

Para fechar as ações do Novembro Azul, foi idealizado um Programa de Educação Continuada voltado aos profissionais de saúde e a sociedade. Evento gratuito que acontece na quarta-feira, 28 de novembro, em Brasília, foi estratégico para o fim do mês, para que sejam apresentados temas ainda não discutidos no Brasil ou pouco abordados por especialistas

Os números expressivos reforçam o alerta para o cuidado com a saúde. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), até o fim deste ano, serão diagnosticados 62 mil casos de câncer de próstata no País. Diante da necessidade de falar sobre promoção da saúde, diagnóstico precoce e tratamento, médicos se reúnem na próxima quarta-feira, 28 de novembro, às 19 horas, na Associação Médica de Brasília (AMBr), para a realização do Programa de Educação Continuada (PEC) “Câncer de Próstata e Saúde do Homem”.

O Diretor de Comunicação da AMBr, Dr. Diogo Mendes, explica que o evento é gratuito, voltado para os profissionais de saúde e a população, que poderão conferir um debate pautado pelas mais expressivas pesquisas científicas. Na ocasião, os médicos responderão as perguntas da plateia. “Queremos informar, através de uma visão diferenciada, mas baseada em estudos, o que é necessário para intervenção precoce dos especialistas e como a família deve estar engajada nesse processo”, compartilha.

O médico faz referência a própria prática clínica, como urologista, o qual percebe que é necessário não apenas reforçar o público masculino da importância de exames periódicos, mas a sociedade, para que essa reflexão seja lembrada não apenas no Novembro Azul, durante as ações de combate ao câncer de próstata, mas o ano todo.

“Infelizmente é cultural que, no Brasil, os homens cuidam menos da saúde. Precisamos mudar essa realidade e apenas promovendo debates como esse, na AMBr, onde terá a participação de médicos renomados em suas áreas de atuação, que conseguiremos dar mais um passo a favor desses cuidados. Cabe destacar que todos os profissionais de saúde devem participar para entenderem como se deve intervir, para que possamos diminuir o número de casos de câncer de próstata”, avalia.

Para que o evento seja condizente com as expectativas foram convidados urologista, oncologista, radioterapeuta e patologista. “Cada médico irá apresentar um tema da sua especialidade. Assim, fechamos uma programação científica que contemplasse o esperado, de congregação para o cuidado integral do homem. É um evento para todos”, convida.

Como esta edição do Programa de Educação Continuada da AMBr é sem custos, é necessário fazer a inscrição no site pecambr.com.br. Após o evento, tem-se a chancela para imprimir o certificado de participação.

:: SERVIÇO

Novembro Azul: Câncer de Próstata e Saúde do Homem

Debate com médicos de diversas especialidades

28 de novembro, quarta-feira às 19h

Associação Médica de Brasília (AMBr) – Setor de Clubes Sul, Trecho 3, Lago Sul | DF

Inscrições gratuitas com certificado pós-evento: pecambr.com.br

 

 

30 anos de criação do SUS são celebrados

História, erros, acertos e perspectivas de futuro do Sistema, foram abordados durante debate de dois dias, promovido na AMBr

Os 30 anos do SUS/DF: História e Perspectivas, realizado nos dias 7 e 8 de novembro, na Associação Médica de Brasília (AMBr) foi promovido pela Academia de Medicina de Brasília e a Luan Comunicação.

Para a cerimônia de abertura, estavam presentes o presidente da Academia de Medicina de Brasília, Dr. Marcus Vinícius Ramos, a representante da Organização Pan-Americana da Saúde/ Organização Mundial de Saúde no Brasil, Dra. Lucimar Rodrigues Coser Cannon e o presidente da AMBr, Dr. Ognev Cosac.

Estavam também, na mesa de abertura, o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Dr. Leonardo Moura Vilela, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), Dr. Farid Buitrago, e o presidente do Sindicato dos Médicos (Sindmédico), Dr. Marcos Gutemberg Fialho.

O evento teve início, na noite de quarta-feira (7/10), com a aula magna do ex-ministro da Saúde, acadêmico José Gomes Temporão, que apresentou as principais conquistas do Sistema desde sua criação.

Dr. Temporão explicou também sobre como a Reforma Sanitária Brasileira, do início da década de 1970, influenciou a criação do Sistema. “A Reforma foi uma luta da população por melhores condições de vida e de saúde, na época da Ditadura Militar, que resultou no SUS”, afirma.

Outro aspecto mencionado pelo ex-ministro foram os obstáculos desde o início, como o fato de os trabalhadores, através de suas centrais sindicais, negociarem o SUS, mas, nos acordos coletivos, reivindicarem planos de saúde para si e suas famílias, que foi estendido aos próprios trabalhadores do SUS.

Contudo, os avanços do Sistema, com o acesso universal à saúde foi atingido com excelência, além de grande participação social e institucional, através de Conselhos, Conferências e Comissões intergestoras, além de experiências inovadoras de engenharia político-institucional federativa.

“Os gastos tributários representam 30,5% dos gastos federais em saúde, concentrados em descontos no Imposto de Renda (38%) e hospitais filantrópicos (29%)”.

Acadêmico José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde

Construção do futuro

Na manhã do dia 8, o evento começou com a mesa de debates sobre a implantação, estrutura e financiamento do SUS, sob a coordenação do acadêmico Elias Tavares de Araújo, que acompanhou a palestra do Dr. José Paranaguá de Santana sobre as estratégias de saúde pública no DF, com o plano geral da rede médico-hospitalar de Brasília, de 1959.

Outro plano implantado antes da criação do SUS foi o Frejat, em 1979, que primava pela assistência primária em postos rurais e centros de saúde, com a oferta de especialidades básicas em ginecologia, pediatria, clínica médica e odontologia para cada 30 mil habitantes.

Presidente do SindMédico, Dr. Gutemberg Fialho, deu prioridade à questão da saúde da família, implantada em 1997 como estratégia de reformulação do modelo de atenção à saúde, que atinge 14 das 19 cidades do DF, com 278 equipes em áreas rurais e urbanas.

Para concluir as aulas da primeira mesa do dia, o Dr. Robinson Parpinelli, diretor-executivo do Hospital São Matheus e ex-subsecretário de Atenção Integral à Saúde, da Secretaria de Saúde do DF, apresentou os erros e acertos na legislação do Sistema, com o foco na fonte de recursos financeiros. “O maior problema do SUS é que ele deve ser um plano de Estado e não de Governo, mas a cada eleição, as regras mudam”, conclui.

O conselheiro fiscal da AMBr, Dr. José Luiz Dantas Mestrinho, provocou um debate sobre as aulas expostas, entre os presentes e registrou o Novembro Azul. “É bom lembrar que a população envelhece e precisa de atenção”, afirmou.

“O SUS é um patrimônio do povo brasileiro”, afirma a pediatra Isis Quezado, ao iniciar a segunda mesa de debates, sob sua coordenação. A mesa também tem a presença do Dr. Armando Raggio, ex-diretor geral do Hospital universitário de Brasília (HUB), como debatedor.

O diretor-presidente do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF), Dr. Ismael Alexandrino Júnior ministrou palestra sobre a gestão do SUS/DF e a saúde no entorno e apontou soluções como a articulação com as políticas transversais de educação e segurança pública e a parceria com a sociedade civil organizada.

Êxitos e dificuldades

Sobre a cobertura Universal de Saúde da OMS, o Dr. Vitor Gomes Pinto, consultor nacional e internacional junto à OPAS/OMS expôs os modelos mais adequados de gestão de saúde e lembrou que qualquer mecanismo é aceitável, desde que contribua com o objetivo do acesso universal à saúde.

Como desafios no Sistema, o Dr. Gomes Pinto apontou os vazios assistenciais da periferia e entorno, a judicialização e o envelhecimento da população.

Ainda sobre êxitos e dificuldades do Sistema, a coordenadora do corpo clínico do Hospital da Criança, Dra. Elisa de Carvalho mostrou o contexto que resultou na criação do Hospital e suas conquistas, originado na Pediatria do Hospital de Base.

Para o neuroendocrinologista Luiz Augusto Casulari, o planejamento do SUS/ DF deve considerar as transformações decorrentes da transição demográfica e epidemiológica, além de considerar o aumento da demanda por assistência realizada em domicílio, afirmou ao abrir a terceira mesa de debates, sobre o futuro do Sistema, da qual foi coordenador, além do ex-subsecretário de Atenção à Saúde do DF, Dr. Ivan Castelli.

O Dr. Castelli citou pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na qual a insatisfação dos brasileiros com a saúde pública cresceu nos últimos sete anos, de 61% em 2011, para 75% em 2018.

Preocupação constante dos professores presentes, o envelhecimento da população também foi abordado pelo ex-presidente da Academia de Medicina de Brasília, o geriatra Renato Maia, que apresentou dados estatísticos e mostrou as razões para investir na prevenção de doenças crônicas, que custam caro ao Sistema.

Esse é um dos motivos pelos quais o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), René José Moreira dos Santos acredita que é preciso repensar o SUS, já que as maiores questões relacionadas à saúde estão em constante transformação.

A última aula do dia foi do promotor de Justiça Jairo Bisol, que falou sobre a visão da Justiça sobre o SUS. “Direito é uma forma de organização do poder”, concluiu, ao abordar os erros e acertos na legislação do Sistema.

 

Outubro Rosa: Médicos se reúnem em Brasília para debater estratégias para tratar o câncer de mama

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil até o fim do ano. Atenta ao número de mulheres que podem ser acometidas pela doença, a Associação Médica de Brasília (AMBr) promove, nos dias 26 e 27 de outubro, o Programa de Educação Continuada (PEC) com o tema “Outubro Rosa: O Tratamento Multidisciplinar do Câncer de Mama”.

De acordo com o presidente da AMBr, Dr. Ognev Cosac, o objetivo do evento é oferecer uma visão multidisciplinar para o melhor manejo da paciente. “Possibilitará uma maior interação entre os diversos especialistas que cuidam da doença, para um tratamento conjunto, mais eficiente e mais confortável para as pacientes, proporcionando uma melhor qualidade de vida”, antecipa.

Vale destacar que, segundo dados do INCA, o câncer de mama é o primeiro mais frequente nas mulheres das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.  Por isso a AMBr tem investido na disseminação do conhecimento, para que os médicos possam estar atualizados sobre as mais notáveis evidências científicas.

A programação do evento abrange o diagnóstico e planejamento, o tratamento multidisciplinar, a abordagem individualizada, casos clínicos e o rastreamento do câncer de mama. Para se inscrever basta acessar o site pecambr.com.br.

:: Serviço

Outubro Rosa: O Tratamento Multidisciplinar do Câncer de Mama

Público-alvo: Médicos das mais diversas especialidades

Dias 26 e 27 de outubro, das 19h20 às 21h10 e das 8h20 às 13h30

Inscrições: http://pecambr.com.br

 

Médica explica os benefícios do parto humanizado

O debate e as opiniões sobre o parto humanizado é amplo, mas a aceitação do termo, pela maioria das pessoas, é que se trata de um parto onde as decisões da mulher sejam atendidas neste momento especial, como forma de deixar a natureza fazer o seu trabalho, evitando o mínimo de intervenções médicas. O assunto é polêmico entre médicos e doulas, mas para a Dra. Tatiana Mara, que palestrou sobre essa questão durante a 1ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia – Atualizando Conhecimentos, evento realizado no dia 14 de setembro pela Maternidade Brasília na Associação Médica de Brasília (AMBr), o mais importante é respeitar o desejo da gestante.

gravidezTatiana explicou sobre as mudanças no tratamento na hora do parto. Se antes a gestante era privada de dieta, hoje sabe-se que a alimentação não traz malefícios. Ela citou uma metanálise que inclui cinco ensaios clínicos com 3130 mulheres que conclui que não há justificativas para dieta zero em gestante de baixo risco. Segundo ela, o que se tem observado é que a dieta leve possibilita um menor risco de cetoacidoses – complicação do diabetes que ocorre quando o corpo produz ácidos sanguíneo em excesso.

A médica também abordou a percepção de evitar dar a luz deitada, como era aconselhado comumente. Ela informou que as atividades físicas antes do parto têm sido eficazes para que o nascimento do bebê transcorra de forma menos dolorosa para a mulher, e ela deve se sentir à vontade para ficar na posição informada pelos especialistas a que se sinta mais confortável, desde que não corra risco.

Outro quesito abordado por Dra. Tatiana Mara foi o clampeamento do cordão umbilical de 60 a 180 segundos após o nascimento do bebê. A recomendação não apresenta riscos à saúde materna e já foram mostrados através de estudos  que o recém-nascido adquire mais imunidade.

MATERNIDADE APÓS OS 40: ENTENDA COMO TER UMA GESTAÇÃO TARDIA COM SEGURANÇA

 

Ivete Sangalo, Luciana Gimenez, Karina Bacchi, dentre tantas outras famosas brasileiras, engrossam o coro da maternidade após os 40 anos. Adeptas às técnicas de reprodução humana, elas puderam realizar o sonho de serem mães em uma idade mais avançada. Isso porque, a partir dos 35, as mulheres começam a apresentar uma diminuição gradativa da fertilidade e da qualidade dos seus óvulos.

A médica geneticista Graziela Antonialli alerta para os riscos de uma gravidez nessa fase da vida, que incluem hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia, além de diabetes materna e parto prematuro. “Existe também o risco aumentado para malformações fetais, principalmente relacionado ao aumento das anomalias cromossômicas, como a síndrome de Down, a síndrome de Turner, e as síndromes de Patau e de Edwards, que são as mais conhecidas. Por isso, se for necessário postergar a gravidez, deve-se consultar um médico para que possam receber as informações necessárias para uma gestação mais segura”, informa a especialista, que compõe o corpo clínico da Fertilcare, em Brasília.

As mulheres que pretendem recorrer às técnicas de reprodução humana receberão um estímulo hormonal, que permite que mais de um óvulo amadureça em um mesmo ciclo. Após esse primeiro passo, e com controles ultrassonográficos, os óvulos são coletados. Se for do desejo do casal, pode ser feita uma triagem genética para selecionar os embriões considerados cromossomicamente normais. A partir daí, podem ser transferidos para o útero materno os que foram selecionados.

Já as que vislumbram serem mães no futuro, podem preservar a fertilidade através do congelamento de óvulos. Eles poderão ser utilizados no momento que a mulher achar oportuno, mas a orientação é que a gestação ocorra antes dos 50 anos. Porém, em situações de exceção, justificada pelo médico e conscientes dos riscos, mulheres mais velhas podem gestar, segundo nova norma do Conselho Federal de Medicina”.

Outro benefício do congelamento de óvulos é para as mulheres que irão passar por tratamento de câncer. Dra. Graziela Antonialli esclarece que a quimioterapia e a radioterapia podem causar a infertilidade, por serem tratamentos agressivos que prejudicam as células reprodutivas. Assim, o indicado é que os óvulos sejam congelados antes de se iniciar o uso de medicações para a cura do câncer.

Existem também as pacientes com risco de ma falência ovariana precoce, devido a um histórico familiar de menopausa em idade jovem ou quando os exames ginecológicos apontam para o possível problema. Nestes casos, o congelamento de óvulos pode preservar o tempo de fertilidade dessas mulheres, permitindo a realização do sonho da gravidez.

Produção Independente – As que pretendem ter filhos de forma independente, a exemplo de Karina Bacchi, podem recorrer aos bancos de sêmen. A Dra. Graziela Antonialli, explica que em Brasília, a clínica Fertilcare, dispõe desse serviço. Ela detalha que antes da coleta dos gametas, os doadores passam por exames de saúde e realizam o cariótipo para afastar anomalias cromossômicas, além de preencherem um cadastro onde são coletados seus dados pessoais, como cor de pele, altura, peso, principais características físicas, hábitos de vida e dados da família, como doenças mais comuns, além das características físicas de pais e avós.

“Todo esse cuidado é necessário para garantir a saúde da mulher e do bebê. Quando se opta pela utilização de um sêmen doado, ela poderá fazer a escolha entre todos os doadores daquele banco, de acordo com as características que achar mais importantes. Vale reforçar que as técnicas de reprodução humana podem auxiliar na realização de sonhos de muitas mulheres que adiam a maternidade, seja por razões profissionais, emocionais ou de saúde. O mais importante é que seja procurado um centro de reprodução humana de referência, de acordo com as normas de Vigilância Sanitária e do CFM”, indica.

Especialista explica tudo sobre o método contraceptivo

No Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher (28 de maio), especialista esclarece dúvidas sobre o uso de anticoncepcionais

essaNa próxima segunda-feira, 28 de maio, marca o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, data que chama atenção, também, para o uso de anticoncepcionais e as mudanças comportamentais com o uso da pílula. Embora, de acordo com pesquisa do IBGE, seja o método preferido de 61% das brasileiras, muitas têm buscado outras alternativas para adiar a maternidade. Para esclarecer sobre o assunto, a médica Carla Martins, diretora da clínica FertilCare, em Brasília, esclarece dúvidas frequentes sobre o método contraceptivo.

Para começar, a especialista em reprodução humana explica que existem muitas pílulas no mercado e sempre terá uma melhor para cada tipo de organismo. Por isso a necessidade de acompanhamento médico que irá indicar o anticoncepcional mais adequado. “O uso dela não deixa as mulheres inférteis, se você está tomando e para, no mês seguinte você já estará ovulando e pronta para ter um bebê”, afirma a ginecologista.

Tomar o medicamento de forma regular esconde alguns problemas que causam a infertilidade, mas nunca será o gerador do problema. “Caso a mulher pare de fazer o uso da pílula e não consiga ter filhos, ela pode ter certeza de que já tinha um problema prévio que foi mascarado e não que adquiriu em decorrência do uso contraceptivo”, diz.

Apesar das discussões do uso do anticoncepcional e o câncer de mama, a doutora afirma não ter nenhum estudo científico que comprove isso. “Como ele é usado em pacientes jovens, a incidência de câncer é muito pequena. Não tem algo que comprove efetivamente. Inclusive, a pílula é usada como forma de proteção ao câncer de ovário e de endométrio”.

Trombose, elas temem – Com casos já documentados de trombose, muitas mulheres temem o uso da pílula. Mas a médica pondera. “Normalmente você tem duas ou três mulheres em cada 100 mil que usam o anticoncepcional com a possibilidade de ter uma trombose e ele aumentar três vezes mais esse risco. Cabe ressaltar que a maior condição que causa trombose é a gravidez. A estatística de mães que adquiriram o problema durante a gestação ou no pós-parto é de 60 a cada 100 mil”, destaca.

Por isso, Dra. Carla enfatiza que orienta as pacientes a fazerem o uso que a deixe mais confortável, e cabe ao médico expor as vantagens, desvantagens e eficácia de cada método e deixar que ela escolha o que se adequa melhor ao seu estilo de vida.

Vale lembrar que além ser um método que evita a gravidez indesejada, o anticoncepcional tem benefícios não contraceptivos, que são: a diminuição do fluxo menstrual, diminuição das dores de cólica, melhoria da pele, entre outros.

 

Número de médicos aumenta no Brasil, mas continua desigualdade e problemas na assistência

O crescimento da população médica no Brasil atingiu números expressivos. Em quase 50 anos, o total de especialistas aumentou 665,8%, ou 7,7 vezes* – enquanto a população brasileira aumentou 119,7%, ou 2,2 vezes. De acordo com informações do Conselho Federal de Medicina (CFM), apesar de contar, em janeiro de 2018, com 452.801 médicos (razão de 2,18 médicos por mil habitantes), o Brasil ainda sofre com grande desigualdade na distribuição da população médica entre regiões, estados, capitais e municípios do interior.

Os dados constam da pesquisa Demografia Médica 2018, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio institucional do CFM e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). O levantamento, coordenado pelo professor Mário Scheffer, usou ainda bases de dados da Associação Médica Brasileira (AMB), Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Ministério da Educação (MEC).

O Sudeste é a região com maior razão de médicos por 1.000 habitantes (2,81) contra 1,16, no Norte, e 1,41, no Nordeste. Somente o estado de São Paulo concentra 21,7% da população e 28% do total de médicos do País. Por sua vez, o Distrito Federal tem a razão mais alta, com 4,35 médicos por mil habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 3,55.
Na outra ponta estão estados do Norte e Nordeste. O Maranhão mantém a menor razão entre as unidades federativas, com 0,87 médico por mil habitantes, seguido pelo Pará, com razão de 0,97.

Para o CFM, o aumento total registrado e a má distribuição dos profissionais pelo território nacional têm relação direta com o fenômeno da abertura de novas escolas e cursos de Medicina no Brasil. Considerando-se que a graduação em Medicina dura seis anos, sem praticamente haver evasão ou repetência entre os alunos, cada vaga oferecida em 2018 corresponderá a um novo médico, em 2024.

Na avaliação das entidades médicas, o grande número de profissionais, que deve aumentar exponencialmente nos próximos anos, enfrenta um grande problema: existem deficiências nas políticas públicas que geram maior concentração de médicos nas grandes cidades e no litoral, em especial nas áreas mais desenvolvidas, e nos serviços particulares em detrimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A manutenção desse problema, na avaliação das lideranças médicas, decorre da ausência de políticas públicas que estimulem a migração e a fixação dos profissionais nas áreas mais distantes dos grandes centros, de modo particular no interior das Regiões Norte e Nordeste.

Dentre os problemas, está a precariedade dos vínculos de emprego, a falta de acesso a programas de educação continuada, a ausência de um plano de carreira (com previsão de mobilidade) e inexistência de condições de trabalho e de atendimento, com repercussão negativa sobre diagnósticos e tratamentos, deixando médicos e pacientes em situação vulnerável.

 

*Com informações do Conselho Federal de Medicina