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Estudo afirma que interrupções no sono causam alterações na memória

Até pouco tempo, os cientistas não conseguiam apontar no cérebro os efeitos que partes diferentes, porém interligadas, produziam durante o sono. Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira usou uma técnica recém-desenvolvida, que usa a luz para monitorar as células do cérebro – chamada optogenética –, e mostrou que o sono fragmentado debilita a memória dos camundongos.

Segundo o estudo, “o mínimo de sono interrompido é crucial para a consolidação da memória, independentemente da quantidade total de sono”.

A descoberta confirma uma desconfiança antiga dos cientistas, mas a área é muito difícil de pesquisar e nunca antes a hipótese pôde ser confirmada. O grande desafio que os cientistas da Universidade Stanford, nos EUA, encontraram foi como eles fragmentariam o sono dos camundongos em períodos curtos sem afetar a duração nem provocar estresse.

 Roedores são animais muito sensíveis, como explica Luis de Lecea, um dos autores do estudo, e qualquer um dos dois aspectos alteraria o resultado. Segundo Lecea, a descoberta só foi disponível por causa da optogenética, definida em suas palavras como “uma forma muito, muito sutil de fragmentação de sono”.

A longa desconfiança dos cientistas, entre eles os especialistas de Stanford, se dá pelo fato de que os problemas de memória são comuns entre pacientes com alcoolismo e apneia do sono, que raramente conseguem uma noite de sono contínuo. Os resultados da pesquisa foram publicados pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”.

Fonte: Portal G1

Otimismo e a falta de sono

Falta de sono torna as pessoas mais otimistas

Falta de sono torna as pessoas mais otimistas

As pessoas com falta de sono têm tendência a ser exageradamente otimistas antes de tomar decisões e costumam se arriscar mais do que outras, segundo um estudo americano divulgado na terça-feira (8).

O artigo, publicado na revista “Neuroscience”, fornece elementos de evidências científicas que os gerentes de cassinos podem constatar nas salas de jogo: após algumas horas, os jogadores seguem apostando até perderem tudo.

O estudo examinou 29 adultos voluntários com boa saúde e com uma idade média de 22 anos, a quem foi pedido que tomassem uma série de decisões de caráter econômico após uma boa noite de sono. Posteriormente, voltaram a ser questionados depois de uma noite sem dormir.

Os pesquisadores utilizaram a técnica de IRM (Imagem por Ressonância Magnética).

Nas pessoas privadas de sono, os scanners mostraram uma atividade mais intensa nas partes do cérebro responsáveis pelas expectativas positivas, enquanto apresentaram uma atividade pequena nas partes que tratam das expectativas negativas.

“Os indivíduos privados de sono que participaram do estudo tenderam a fazer escolhas com mais ênfase nos lucros monetários e menos nas opções que permitem reduzir as perdas”, de acordo com o estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, e em Cingapura.

A cafeína, o ar fresco e o exercício não são suficientes para combater os efeitos do cansaço, destaca um dos coautores da pesquisa, Vinod Venkatraman, aluno do terceiro ciclo de psicologia e neurociência em Duke.

“As pessoas que jogam até as últimas horas do dia não só contam com o azar das máquinas, mas também com seu próprio cérebro, que tem sono e, implicitamente, tem tendência a antecipar lucros e minimizar a probabilidade de perdas”, explica o especialista