cãncer de pele

Dezembro Laranja: Saiba como prevenir o câncer de pele e identificar manchas suspeitas

Com a proximidade do verão, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança, pelo quarto ano consecutivo, a campanha Dezembro Laranja, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção do câncer de pele, doença que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), foram registrados em 2016 cerca de 176 mil novos casos de câncer pele não melanoma no Brasil.

A dermatologista do Instituto de Câncer de Brasília (ICB), Darleny Costa Daher, avalia a campanha alusiva ao câncer de pele de extrema importância. “O câncer de pele é o mais diagnosticado no Brasil e, dependendo do tipo, gera um risco de vida. Então, as pessoas precisam estar conscientes sobre a importância da proteção solar”.

A médica explica que no mercado existem várias opções de protetores, de acordo com o tipo de pele e de boa qualidade. “São confiáveis e com preços variados, para peles mistas, secas e oleosas. Deixar de usá-los não é desculpa, quando o assunto é saúde”, chama atenção Dra. Darleny.

No que se refere a auto avaliação da pele, a especialista lembra da regra “ABCDE”, que ajuda identificar suspeitas de uma lesão maligna. De acordo com a Dra. Darleny as avaliações devem ser periódicas e a visita frequente ao dermatologista é essencial, já que os cânceres podem aparecer em regiões do corpo em que não se consegue ver sozinho.

Confira a regra “ABCDE”:

 A – Assimetria: A metade da pinta não se une com a outra metade. Lesões malignas tendem a ter uma assimetria de cores e forma.

 B – Bordas: Pintas com bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção na pigmentação da margem.

 C – Cor: A coloração não é a mesma em toda a pinta e podem indicar malignidade.  As muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma devem ser avaliadas.

 D – Diâmetro: As manchas que crescem rápido de diâmetro podem ser suspeitas, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros.

E – Evolução: Toda pinta que mudar em curto período de tempo, normalmente de 1 a 3 meses, com alterações de cor, formato, tamanho e relevo deve ser examinada por um dermatologista.

Maio: Mês Internacional de Combate ao Melanoma

Especialistas tiram dúvidas sobre o melanoma, que tem estimativa no Brasil de mais de 175 mil casos para 2016

  

Maio é o Mês Internacional de Combate ao  Melanoma, doença que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) são estimados 175.760 casos para 2016. Considerado o tipo de câncer de pele mais agressivo que existe, de acordo com o oncologista clínico do Instituto Onco-Vida, em Brasília, Cristiano Resende, trata-se de um problema cutâneo que origina-se dos melanócitos – células responsáveis pela produção de melanina, que determinam a cor da pele de cada indivíduo.

Post_medicos_melanomaDermatologista clínica e cirúrgica do corpo clínico da Onco-Vida, Patricia Damasco explica que a doença é capaz de se espalhar para outros órgãos (produzir metástases), mesmo em lesões de tamanhos pequenos. “Vários fatores podem influenciar o surgimento do melanoma, como ambientais, genéticos e familiares. A exposição excessiva à radiação ultravioleta e o histórico de queimaduras solares podem ter papel decisivo no desenvolvimento da doença. Como os brasileiros têm o hábito de se exporem ao sol, muitas vezes sem proteção, essa pode ser a causa dos vários casos registrados”, afirma.

Autoavaliação – Mudanças de cor, formato ou tamanho de uma pinta podem ser indícios de melanoma, assim como pintas que sangram, doem e coçam. É importante o paciente se autoexaminar, pois o surgimento de novas pintas ou modificação de uma preexistente podem ser sinais do melanoma. “A visita regular ao dermatologista aumenta a probabilidade de detecção precoce da doença, já que muitas vezes as lesões estão em locais cobertos, difíceis de visualização pelo paciente”, enfatiza Dra. Patricia Damasco.

Cabe destacar que o tipo mais comum de melanoma é o extensivo superficial, que é tem prevalência nos membros inferiores de mulheres e no tronco dos homens. Também existe o melanoma acral, que acomete negros e asiáticos nas palmas das mãos, plantas e unhas. Já o lentigo maligno melanoma ocorre em áreas mais expostas ao sol, como face, pescoço e dorso das mãos, geralmente em pacientes idosos. Outro tipo de melanoma é o nodular, que apresenta um comportamento mais agressivo, aparecendo como forma de lesões elevadas, enegrecidas, que surgem sem pintas ou manchas anteriores.

Tratamento – O tratamento para o melanoma cutâneo, se diagnosticado precocemente, segundo o oncologista Cristiano Resende possui melhores chances de cura e um prognóstico bom. “O tumor, quando não apresentou metástases à distância, deve ser tratado com cirurgia para retirada de toda a lesão. Em casos em que se estende a uma maior parte da pele, é necessária uma biópsia ou até mesmo a retirada de toda a cadeia linfática, chamada de esvaziamento ganglionar. Neste cenário em que a doença é localizada, as chances de cura podem variar de 45 a 90%”, esclarece o médico.

Quando a doença se manifesta em fase avançada, em que se encontra metástases em outros órgãos, a melhor opção terapêutica geralmente é a medicamentosa. As opções disponíveis são a imunoterapia, drogas alvos, quimioterapia e radioterapia. “São levados vários fatores em consideração para poder definir qual melhor tratamento, como por exemplo, extensão da doença e órgãos comprometidos, agressividade da mesma, mutações genéticas do tumor, comorbidades e estado geral do paciente”, afirma Dr. Cristiano Resende.

Previna-se – A melhor maneira de prevenir o melanoma é evitar exposição excessiva aos raios ultravioleta, além da visita regular ao especialista para o exame corporal. O uso do protetor solar ajuda na prevenção, e o ideal é que seja usado fator mínimo (FPS) de 30, devendo ser reaplicado a cada 2 horas, enquanto se estiver exposto. “A quantidade de aplicação também é importante: uma colher de chá para o rosto, cabeça e pescoço; duas colheres de chá para a parte da frente e de trás do tronco; uma colher de chá para cada braço e duas colheres de chá para cada perna”, finaliza a dermatologista Patricia Damasco.