câncer

Investigação criteriosa é essencial para o tratamento do câncer de endométrio

Dor pélvica, sangramento vaginal e dor na relação sexual. Por vezes, os sintomas do câncer de endométrio, doença que atinge normalmente mulheres acima de 55 anos, são negligenciados, mas ela acorre em cerca de 95% dos casos de cânceres de útero e, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados para este ano, mais de 6 mil casos no Brasil.

drA investigação criteriosa para o diagnóstico precoce é essencial para o tratamento. É o que explica o presidente da Comissão de Residência Médica do Hospital Brasília e da Maternidade Brasília,  Dr. Evandro Oliveira, durante a 1ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia – Atualizando Conhecimentos, evento realizado no dia 14 de setembro, na Associação Médica de Brasília (AMBr).

Durante a sua palestra sobre “Linfadenectomia nos Estádios Iniciais do Câncer de Endométrio”, o médico alertou sobre a necessidade de os profissionais de saúde entenderem os fatores de risco e se a paciente pó-menopausa tiver qualquer tipo de sangramento, o pedido de ultrassonografia transvaginal deve ser imediato.

O especialista enfatizou que a despeito da alta incidência do câncer, muitas questões sobre a melhor conduta permanecem não resolvidas e a principal controvérsia é sobre o real papel terapêutico da linfadenectomia. Ele explicou também que pacientes com linfonodos comprometidos têm alto risco de recidiva, o que justifica terapêuticas adjuvantes. Por isso, a linfadenectomia pélvica e para-aórtica é essencial para o estadiamento completo.

Oncologia clínica atua de modo eficaz no tratamento dos tumores ginecológicos

Os tumores femininos ligados ao ovário, vagina, vulva, colo de útero e endométrio devem ser prevenidos veemente. Segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), os cânceres ginecológicos são responsáveis por 19% dos diagnósticos por ano no mundo. Atentos ao problema de saúde pública, médicos estão investindo em eventos de disseminação do conhecimento para que os profissionais de saúde alertem o público feminino sobre o problema. É o caso da 1ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia – Atualizando Conhecimentos, evento promovido no dia 14 de setembro na Associação Médica de Brasília (AMBr) sob idealização da Maternidade Brasília, que trouxe informações importantes sobre o câncer.

Para o médico Fernando Vidigal, que durante a Jornada palestrou sobre “Oncologia Clínica em Ginecologia”, os fatores ambientais devem ser considerados. De modo geral, ele chama a atenção sobre o HPV, o vírus da hepatite (B e C), vírus da mononucleose e o H.pylori, que influenciam ao surgimento dos casos de câncer – razão pela qual é importante o diagnóstico precoce, como forma de evitar uma possível evolução da doença.

O especialista aproveitou a oportunidade para falar sobre o futuro da oncologia, que é a biologia molecular e que até 2024 o esperado é que se tenham mais terapias-alvos e menos quimioterapia. Um dos avanços atuais é a biópsia liquida, exame de sangue que consiste em identificar as células cancerígenas e que tem sido uma alternativa eficaz para o tratamento resolutivo do câncer.

Entenda a ligação entre a genética e o câncer

renataA Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou na última quarta-feira, 12 de setembro, que uma em cada seis mulheres terá câncer, e uma em cada onze morrerão devido à doença. Os dados alarmantes reforçam a importância da adoção de um estilo de vida saudável, para que se possa viver mais e melhor.

Mas qual a razão de o câncer acometer um número maior de pessoas? De acordo com a geneticista Renata Sandoval, a resposta se estende aos fatores de risco e ao aumento da expectativa de vida. Isso porque o câncer pode ser hereditário. Foi o que ela reforçou em sua palestra durante a 1ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia: Atualizando Conhecimento – evento promovido no dia 14 de setembro na Associação Médica de Brasília (AMBr) pela Maternidade Brasília.

A especialista discorreu sobre o tema “A genética e o Câncer Ginecológico”, e esclareceu quando suspeitar que um câncer é hereditário. Ela chamou atenção para situações especiais, como câncer de ovário em qualquer idade, o câncer de mama triplo negativo, o câncer medular de tireoide, o carcinoma de plexo coroide e o carcinoma adrenocortical em crianças.

Renata explicou que todo o câncer é genético, portanto, existe a necessidade de rastreamento individualizado, para que o tratamento seja assertivo. Ela lembrou o caso da atriz Angelina Jolie, portadora de uma mutação no gene BRCA1. A artista, com episódios de câncer na família característicos da síndrome, realizou um teste genético e obteve resultado positivo para a mutação em BRCA1, tomando a decisão de adotar medidas preventivas como cirurgias para extrair as mamas e os ovários, como forma de evitar a doença.

Vale destacar que o mapeamento das alternações genéticas pode ajudar na definição das melhores terapias. Daí a necessidade da visita regular ao médico.

 

BRASÍLIA SEDIA EVENTO SOBRE NOVAS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS NO TRATAMENTO DO CÂNCER

 

A iniciativa, da Associação Médica de Brasília (AMBr), é de reunir profissionais de saúde, através do seu Programa de Educação Continuada (PEC) para debaterem na próxima segunda-feira, dia 23 de abril, os principais achados no tratamento oncológico  

Levantamento inédito apresentado nesta semana, com base nos números oficiais mais recentes do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), revela que em 516 dos 5.570 municípios brasileiros, o câncer já é a principal causa de morte. Para debater sobre as principais evidências científicas no tratamento da doença, a Associação Médica de Brasília (AMBr), promove na próxima segunda-feira, 23 de abril, às 19h, em sua sede, duas palestras com os temas “Marcadores Tumorais e Novos Paradigmas da Avaliação do Câncer: Análise Genômica”.

cancer pecO evento, que faz parte do Programa de Educação Continuada (PEC) da AMBr, tem a finalidade de apresentar soluções para minimizar a situação do câncer no Brasil. É o que explica o Dr. Alex Galoro, Gestor Médico Institucional do Laboratório Sabin em Campinas e São José dos Campo (SP), que palestrará durante o encontro médico. “Precisamos ser mais atuantes com os pacientes, de forma a prevenir a doença e promover a saúde, com ações que sejam eficazes, para minimizar os dados de alastramento do câncer no Brasil”, destaca.

O médico se refere, também, aos dados do INCA, com a incidência da doença para 2018. Exceto pele não melanoma, acredita-se que 68.220 homens sejam acometidos pelo câncer de próstata e 59.700 mulheres sejam diagnosticadas com câncer de mama. Por isso, o Dr. Alex Galoro irá trazer informações importantes sobre a importância de avaliação de Marcadores Tumorais, especialmente da detecção precoce da doença, que é essencial para o tratamento resolutivo.

O Dr. Alessandro Leal, PhD Candidate Genomics – Jonhs Hopkins University, em Baltimore, nos EUA, que palestrará durante a reunião científica do PEC-AMBr, apresentará uma Análise Genômica para e os Novos Paradigmas na Avaliação do Câncer.

Para participar do evento, os profissionais de saúde podem se inscrever até sexta-feira, dia 20 de abril, através do site www.pecambr.com.br. O valor é de R$ 50 para associados da AMBr e estudantes. Médicos não associados o valor é  R$ 100.

 

:: Serviço

Palestras sobre as Principais Evidências Científicas Oncológicas

Dia 23 de abril às 19h | Auditório da Associação Médica de Brasília (AMBr)

SCES Trecho 3, Lago Sul | Brasília – DF

Inscrições: www.pecambr.com.br (Até o dia 20 de abril, sexta-feira)

Outras informações: Paulo Lima | Gracciella Barros (Assessores de Imprensa) | redacao@luancomunicacao.com.br – (61) 3327 6827

Diagnóstico precoce é essencial para a cura do câncer de colo de útero

uteroJaneiro é o mês de Conscientização e Combate ao Câncer de Colo de Útero e embora muitas sejam as ações no País contra a doença, ela continua, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), como o terceiro tumor mais frequente entre as mulheres. Para entender mais sobre a importância da detecção precoce da doença, a redação do Médicos na Mídia conversou com os ginecologistas e obstetras Ivan Malheiros e Volnei Paulino, da Associação Médica de Brasília (AMBr).

 

Confira a entrevista:

– Quais os tipos de exames ginecológicos possibilitam a detecção precoce do câncer de colo de útero, já que é uma doença que não costuma apresentar sintomas?

dr-ivanDr. Ivan Malheiros –  O exame citopatológico conhecido como Exame de Papanicolau, ao realizar o estudo ao microscópio por um médico especialista, das células que são colhidas da superfície do colo do útero na mulher, exame este conhecido popularmente como “O preventivo”, é a maneira mais antiga e usualmente realizada para o diagnóstico inicial do câncer do colo do útero. Deve-se ressaltar porém que o diagnóstico definitivo só pode ser oferecido através a coleta de fragmento de tecido do colo uterino da área suspeita. Esta coleta de fragmento de tecido chama-se biópsia. E esta biópsia somente é realizada em casos específicos em uma franca minoria das vezes.  Outro exame importante que auxilia no diagnóstico do câncer do colo do útero é o exame conhecido como Colposcopia que é a realização de uma visão direta do colo uterino através de um aparelho específico chamado de Colposcópio. O Colposcópio possui a capacidade de oferecer ao médico examinador a imagem de grande aumento e digitalizada que amplia a capacidade de detectar lesões suspeitas.  Pode-se aplicar testes específicos durante a colposcopia que aumentam e muito a capacidade de pesquisa do câncer do colo uterino desde as suas fases mais precoces.  Desde até os pequenos sinais de lesões consideradas altamente precursoras do câncer do colo do útero.  Algo muito precoce na detecção do câncer. Outro exame útil é a pesquisa do vírus do HPV, que na verdade é um agrupamento de quase cinquenta tipos de vírus que entre este grupo existem quatro tipos de vírus considerados de alto risco de virem a desencadear as alterações no DNA das células do colo uterino e desta forma vir a dar início ao câncer. Os tipos de vírus de alto risco são dos de número 6, 11, 16 e 18. As pacientes nas quais estes vírus são localizados através de teste chamado de Captura Híbrida para Pesquisa do HPV, que é colhido pelo médico no colo do útero das mulheres. Nas pacientes, nas quais se detecte o vírus do HPV,  os protocolos de segurança recomendam a atenção especial na pesquisa através de colposcopia, citopalotogia e se necessário, biópsia em períodos regulares.

– A principal causa da doença é o HPV? Na sua opinião, como os médicos devem abordar e explicar as mulheres sobre a importância do sexo seguro?

Dr. Ivan Malheiros – As pesquisas ainda não tem claramente qual é a principal causa, pois ainda não se conhece quais são todas as causas, mas a presença do vírus do HPV, especialmente dos quatro tipos citados acima, está correlacionado e comprovado através de meta-análises publicadas na literatura médica, que é um fator muito importante. É necessário porém se explicar que apenas uma minoria, cerca de seis por cento das portadoras do vírus, desenvolverão efetivamente o câncer do colo útero. Desta forma pesquisa-se a presença do vírus e das lesões precursoras em todas as mulheres para proteger aquelas que desenvolverão o câncer. Não temos como pré determinar entre as portadoras do vírus, inicialmente, quais desenvolverão o câncer.A abordagem deste tema deve ser sempre ser realizada de forma serena e técnica, sem alarmismos ou estresse desnecessário. O conceito de sexo seguro, quando entendido de forma mais ampla, não significa apenas o uso do condon (a camisinha), mas sim a responsabilidade mútua e reciprocidade contínua entre o casal com a saúde de ambos. O que nos leva a outra questão que é quando e como o casal conversa entre si quando um ou outro descobre que é portador do vírus? No meu entender, conversa também de maneira serena e franca, pois ficará claro que ambos passarão a necessitar do olhar atento do especialista na pesquisa e controle das lesões de risco para o câncer do colo útero. Lembre-se que o vírus do HPV também está relacionando com o desencadeamento do câncer de pênis no homem, embora este desencadeamento do homem seja bem mais raro do que na mulher.

– Quais as chances de cura da doença quando diagnosticada em fases iniciais?

dr-volneiDr. Volnei PaulinoOs principais fatores que afetam o prognóstico no tratamento do câncer de colo uterino são o estadiamento, o comprometimento de linfonodos, o volume do tumor, a profundidade de invasão do estroma cervical e o grau e tipo histológico. Considera-se o câncer de colo do útero em estágio inicial, quando ele está no estágio zero, que de acordo com a classificação da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia é o Tis, N0, M0. Tis significa que as células neoplásicas são encontradas apenas na superfície do colo do útero. N0: a neoplasia não se disseminou para os linfonodos próximos. M0: o câncer não metastatisou para os linfonodos, órgãos ou tecidos distantes. As taxas de sobrevida em 5 anos para mulheres com câncer de colo uterino no estadiamento zero é de cerca de 93%. É importante lembrar que essa taxa de sobrevida de 5 anos é uma forma utilizada pelos médicos para discussão do prognóstico de um paciente. Muitas pacientes vivem muito mais tempo e muitas, nesse estágio, são curadas.

Que fator protetivo as vacinas contra a HPV possuem? A recomendação é que seja seguido o calendário do SUS e que mesmo sem o início da vida sexual as meninas se protejam?

Dr. Volnei Paulino – Os HPVs que mais estão relacionados ao câncer são os tipos 16 e 18 e estão presentes em 70% dos carcinomas escamosos. São seguidos pelos tipos 31, 33, 45, 52 e 58, totalizando 89% dos cânceres epiteliais.  Há relatos de que após 2 anos do início da atividade sexual, 50% das mulheres já apresentam teste positivo para a presença do DNA de HPV. O uso do condon (preservativo) proporciona uma proteção relativa porque o dispositivo recobre apenas a região peniana. Áreas genitais não cobertas ficam desprotegidas e, além disso, pode ocorrer contaminação através dos digitais e boca. Contudo o seu uso é muito estimulado, porque também é um meio muito importante na prevenção de outras doenças sexualmente transmissíveis. A vacinação contra o HPV representa a melhor forma de prevenção primária. O ideal seria que todos os indivíduos, homens e mulheres tivessem acesso a esta vacina antes do início sexual, onde ela seria efetiva em 100% contra os HPV contidos nas vacinas. No Brasil existem dois tipos de vacina contra o HPV: a bivalente (HPV 16 e 18) e a quadrivalente (HPV 6, 11, 16 e 18). Está previsto para breve, a vacina nonavalente que englobará nove tipos de HPV (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58). Essas vacinas são seguras e têm efeitos colaterais mínimos. No nosso país, a aplicação do calendário vacinal fornecido pelo governo, engloba meninas de 9 a 13 anos, e, no ano de 2017, foram incluídos os meninos de 12 a 13 anos. São aplicadas duas doses, sendo a segunda, 6 meses após a primeira. Os portadores da imunodeficiência humana recebem 3 doses: a segunda, 60 dias depois da primeira e a terceira, após 6 meses da primeira aplicação, isso na faixa etária de 9 a 26 anos.

– No geral, quando deve-se começar a procurar um ginecologista para fazer um acompanhamento?

Dr. Volnei Paulino – Geralmente, assim que a menina tiver a menarca, que é a primeira menstruação. Ela ocorre habitualmente entre 10 e 14 anos.

Cuidados Paliativos: Atenção necessária para vencer o câncer

O diagnóstico do câncer continua sendo o principal motivo de desencorajamento para o paciente enfrentar a doença. É o que explica o oncologista do Instituto Onco-Vida, Paulo Lages, que na sua prática diária, percebe que ainda existe o estigma que a oncologia é uma especialidade incurável. Para mudar essa realidade, o médico se dedicou em especialização no Brasil e no exterior em cuidados paliativos.

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O oncologista Paulo Lages

De acordo com Dra. Andreza Karine Souto, que compõe o corpo clínico do Instituto Onco-Vida, e também possui formação nacional e internacional na área de cuidados paliativos, trata-se de uma abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e seus familiares por meio da prevenção e do alívio do sofrimento, auxiliando o paciente a ter autonomia, para que esteja preparado para o tratamento e eventual evolução da doença. “Os pacientes que evoluem para uma doença sem possibilidade de cura perdem também a esperança de ter qualidade de vida. Por isso, os Cuidados Paliativos têm como um de seus princípios oferecer o apoio necessário para o paciente e seus familiares”, diz.

Para o suporte médico, Dr. Paulo Lages esclarece que é necessário a participação de uma equipe multidisciplinar, que deve ser composta, dentre vários profissionais, os oncologistas, psicólogos, fisioterapeutas e enfermeiros. A atuação é em conjunto, sempre visando o bem-estar integral do paciente que carece de atenção especializada, para saber como lidar com os efeitos das medicações, cuidar da saúde mental e, quando possível, voltar a praticar atividades antes prazerosas.

“Infelizmente nem todos os oncologistas têm formação para oferecer cuidados médicos especializados após o término do tratamento quimioterápico e radioterápico. Aqueles que possuem tal capacidade entendem que o cuidado vai muito além das medicações, visando sempre fazer uma abordagem multidimensional, considerando aspectos físicos, mas também psicológicos, sociais e mesmo espirituais”, afirma.

Paulo Lages e Andreza Karine Souto reforçam que essa abordagem requer identificação precoce, avaliação e tratamento da dor e outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual. Esse último vai depender da religião do paciente, para que se apegue no que acredita, como forma de seguir em frente. O tratamento se torna mais brando e a terapia consegue trazer melhores resultados.

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A oncologista Andreza Karine Souto

Além do Paciente – Deve-se enfatizar que os Cuidados Paliativos é uma abordagem que não visa apenas o cuidado para com o paciente, mas também para com seus familiares e cuidadores. Dra. Andreza Karine Souto explica a importância do acompanhamento precoce do paciente oncológico já ao diagnóstico, incluindo seus familiares, principalmente o cuidador principal, pois este, imbuído na função de cuidar, apresenta repercussões físicas, psíquicas e sociais em sua vida e precisa estar preparado para lidar com as possíveis adversidades do tratamento.

“Muitas vezes a família quer apoiar e encorajar o paciente, mas não sabe como fazê-lo, e isso pode resultar em retrocessos durante o tratamento, por isso a necessidade de se adotar os princípios dos Cuidados Paliativos, onde a companhia familiar também deve ser objeto de interesse e cuidado da equipe que atende a esse grupo de pacientes”, diz.

Paulo Lages resume que ao fazer Cuidados Paliativos, o médico é capaz de cuidar de seu paciente até o último dia de vida dele.  “Sabe-se que a perda de uma pessoa que amamos nunca é fácil, e o processo de luto sempre estará presente. Cabe a equipe de cuidados não deixar com que tal processo seja patológico, seguindo um curso natural. O objetivo é fazer com que a família esteja apta para lidar com a possível condição de morte. É claro que a intenção é sempre curar a doença, mas deve-se preparar para todas as situações”.

Por fim, Dra. Andreza Karine Souto cita a definição de uma das fundadoras dos Cuidados Paliativos, Cicely Sauders, 1967: “Cuidado Paliativo não é uma alternativa de tratamento, e sim uma parte complementar e vital de todo acompanhamento do paciente”.

Onco-Vida investe em touca que ajuda a prevenir perda de cabelo durante o tratamento quimioterápico

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Touca hipotérmica do Instituto Onco-Vida

Mesmo com os tratamentos cada vez mais eficazes para a cura do câncer, lidar com o diagnóstico é uma tarefa difícil. Quando esse tratamento necessita passar principalmente pela quimioterapia, a compreensão sobre os efeitos colaterais produz uma série de reações que passam pelo medo e ansiedade. Muitas vezes os pacientes reagem diferentemente ao mesmo efeito colateral. Especificamente, quando falamos sobre a queda de cabelos notamos diversas reações. Há pacientes que aceitam bem essa notícia e passam por todo o tratamento com tranquilidade fazendo uso de perucas, chapéus e lenços, porém há outros que se sentem muito atingidos com a perspectiva de ficarem “carecas” mesmo que temporariamente. Essa reação produz um impacto psicológico negativo para o enfrentamento da doença. Mas o efeito indesejado da perda dos fios muitas vezes pode ser evitado com o uso de uma touca gelada, a temperaturas abaixo de 30º C.

A oncologista Miriam Cristina da Silva, do Instituto Onco-Vida, em Brasília, explica que a touca hipotérmica é usada durante as sessões de tratamento e deve ser mantida em um freezer específico. “A touca deve ser usada com os cabelos umedecidos e precisa ser colocada 15 minutos antes da quimioterapia. Esse procedimento necessita de enfermagem treinada e dedicada, pois a touca deverá ser trocada a cada 30 ou 40 minutos durante todo o tempo da sessão de quimioterapia. No começo, pode ser desconfortável, porque o paciente pode sentir a cabeça levemente dormente por causa do frio, mas é uma opção válida para preservar as madeixas”.

A médica esclarece que a touca é eficaz tanto para mulheres como para homens. A explicação para a proteção contra a queda dos cabelos é que o frio faz com que os vasos sanguíneos da cabeça se contraiam, diminuindo o fluxo sanguíneo para essa região e fazendo com que uma menor quantidade de medicação chegue até a raiz do cabelo, bulbo capilar,  evitando, assim, os danos.

O interessante é que a touca pode ser usada em vários protocolos quimioterápicos, porém o tipo de medicação, o tempo total do tratamento, o tipo da neoplasia e o rigor da enfermagem na realização deste procedimento determinam a sua efetividade.

“A medicina tem sido assertiva no tratamento do câncer e a touca hipotérmica possibilita aos pacientes oncológicos mais motivação para enfrentar o tratamento e vencer a doença. Seguindo as orientações médicas, antes e depois do uso da touca, que estendem-se a cuidados gerais com os cabelos como diminuir a frequência de lavagem, dispensar secadores e usar pentes com dentes largos, os pacientes terão uma maior preservação dos fios. Após o término do tratamento quimioterápico, com a ajuda de especialistas da área, como dermatologistas especializados, o retorno dos cabelos saudáveis, bonitos e fortes ficará mais facilitado”, afirma Miriam Cristina da Silva.

Julho Verde: Mês de Conscientização do Câncer de Cabeça e Pescoço

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Dr. Nilson de Castro Correia

Nódulo no pescoço, ferida na boca que não cicatriza e dificuldade para engolir. Esses são alguns dos sinais do câncer de cabeça e pescoço, doença que é lembrada no Julho Verde, mês de conscientização e prevenção da enfermidade –  o qual, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), serão mais de 15 mil novos casos diagnosticados no Brasil neste ano.

De acordo com o oncologista clínico do Instituto Onco-Vida, em Brasília, Nilson de Castro Correia, os tumores de cabeça e pescoço mais frequentes são os de cavidade oral, que incluem língua, lábios, assoalho da boca, maxilares, faringe e laringe.

O médico esclarece que a associação do cigarro com o álcool aumenta em cerca de 100 vezes o risco de desenvolver as lesões malignas, além do consumo de bebidas muitos quentes, como o chimarrão e o sexo desprotegido, por causa do Papilomavírus humano (HPV). “Por isso é necessário adotar hábitos saudáveis, além do uso de preservativo para evitar o HPV”, diz Dr. Nilson de Castro.

O oncologista detalha que esse tipo de câncer é descoberto, muitas vezes, na cadeira do dentista, onde o profissional pode dar o pré-diagnóstico. “Se detectado em fase inicial, as chances de cura são quase 100%, mas é preciso reforçar que boa parte das pessoas não leva em consideração os sintomas, achando que é algo banal e que vai passar com o tempo. Faz-se necessário a visita regular ao médico”, enfatiza.

Exames auxiliares para chegar ao diagnóstico, como ultrassonografia, radiografia panorâmica de mandíbula, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e PET-CT podem ser necessários. “O tratamento é feito com cirurgia quando descoberta a doença precocemente. Em alguns tipos de tumores, como os de laringe, a radioterapia e a quimioterapia poderão ser aplicadas, a fim de curar a doença e preservar o órgão”, explica.

Oncologista representa Brasília em importante treinamento nos EUA para o tratamento de câncer

pllO oncologista-clínico Paulo Lages, do Instituto Onco-Vida, em Brasília, está participando na Universidade de Tulane, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, de evento de atualização profissional para o tratamento de câncer de próstata metastático em lesões ósseas.

O médico é único da capital federal presente no evento, que conta com apenas 32 especialistas do mundo no assunto. No encontro de treinamento para a cura do câncer, Dr. Paulo Lages está contribuindo na administração da droga Xofigo (Radium 223), que tem se mostrado promissora no tratamento da doença.

De acordo com o oncologista, o evento intitulado “Pan-American Preceptorship – Preceptorship Program on a Multidisciplinary Approach to CRPC” é um modelo utilizado pela indústria farmacêutica, em especial na oncologia, para trabalhar conceitos, consensos e terapias disponíveis de tratamentos para as diferentes neoplasias.

O especialista antecipa que o medicamento Xofigo é uma medicação que está disponível em vários países do mundo, mas ainda não no Brasil. “Esperamos que este ano já seja encontrado no país”, disse.

Cabe frisar que o evento Preceptorship é idealizado pelo laboratório Bayer, que acabou de receber a aprovação pela ANVISA para comercializar o Xofigo no Brasil.

Parceria entre Beneficência Portuguesa e Onco-Vida

A Onco-Vida e o Hospital São José da Beneficência Portuguesa – um dos maiores complexos hospitalares privados da América Latina – firmaram uma parceria estratégica para troca de conhecimentos e atendimento de pacientes.

A diretora da Onco-Vida, Andrea Faria, explica que a parceria foi firmada visando oferecer aos pacientes o que há de mais moderno no tratamento oncológico. “Hoje a evolução do conhecimento impulsiona as parcerias cria um cenário favorável para a troca de informações e abre a possibilidade de uma maior integração entre os grandes centros de tratamento médico. Com a visão no futuro e focado no presente, a Onco-Vida está criando, junto com a Beneficência Portuguesa, um espaço de excelência para o atendimento dos pacientes oncológicos do DF”.

A ideia de fortalecer o relacionamento entre Onco-Vida e Beneficência Portuguesa é antiga e surgiu após vários estudos e discussões entre os dirigentes das duas instituições. Antonio Carlos Buzaid, chefe-geral do Centro Avançado de Oncologia Clinica do Hospital São José da Beneficência Portuguesa, afirma que tem certeza que a parceira que entra em operação em julho terá muito sucesso. “Duas instituições tão sólidas e de credibilidade, quanto a Onco-Vida e a Beneficência Portuguesa, farão um trabalho de destaque e de sucesso. As ações voltadas para o aprimoramento das técnicas médicas e atendimento humanizado renderam a Onco-Vida lugar de destaque no cenário da saúde do Distrito Federal. Estas mesmas ações possibilitaram que a Onco-Vida se igualasse em qualidade aos grandes centros de tratamento de câncer do mundo. Por isso estamos aqui e por isso a parceria será um sucesso.”

Para Fernando Maluf, chefe do Centro Avançado de Oncologia Clinica do Hospital São José da Beneficência Portuguesa, a admiração pelo trabalho exitoso realizado da Onco-Vida é antiga e foi determinante para a parceria. “Estamos muito contentes com o início do novo trabalho e é certeza que a população do Distrito Federal, que há 15 anos tem um atendimento de ponta, vai poder participar de um novo tempo no tratamento oncológico. Estamos aqui para congregar esforços e ajudar a melhorar a estrutura de atendimento oferecida na capital federal .”

Andrea Faria antecipa que o acordo operacional entre Onco-Vida e Beneficência Portuguesa também tem outras vertentes. “Queremos estabelecer o tripé assistência, pesquisa e ensino. Quando começarmos a ter um número alto de pacientes, tornam-se viáveis algumas pesquisas, e os pacientes poderão se beneficiar com estes novos parâmetros de tratamento.”