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ONCOLOGISTA EXPLICA OS SINTOMAS MAIS COMUNS DO CÂNCER DE PULMÃO

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Dr. Douglas Manfroi

Os números são alarmantes. O cigarro mata cerca de 6 milhões de pessoas por ano no mundo, o qual 600 mil não são fumantes, vítimas do fumo passivo e, se continuar neste ritmo, estão previstas mais de 8 milhões de mortes por ano a partir de 2030, segundo o INCA. No Dia Mundial Sem Tabaco, 31 de maio, o oncologista Douglas Manfroi, do Instituto de Câncer de Brasília (ICB – Medicina Especializada), alerta sobre a necessidade de deixar de fumar e sobre os sintomas do câncer de pulmão.

“É preciso ficar alerta para tosse e sangramento pelas vias respiratórias. Pneumonias de repetição também podem sinalizar o início da doença. O diagnóstico é feito pelo raio x de tórax, tomografia de tórax e broncoscopia (exame que permite a visualização das vias aéreas)”, detalha Dr. Douglas.

O médico informa que houve avanço no tratamento do câncer de pulmão nos últimos anos, principalmente em estágio avançado da doença. “Atualmente conseguimos identificar mutações no tumor e então individualizar o tratamento de acordo com essas mutações. Além disso, dispomos de imunoterapia, que é o uso de medicamentos para estimular o sistema imunológico de uma pessoa para reconhecer e destruir as células com câncer. Essa metodologia tem se mostrado bastante promissora”, avalia.

Embora o tratamento tenha aprimorado, o especialista chama a atenção para a necessidade de deixar de fumar. Dr. Douglas Manfroi indica acompanhamento psicológico, avaliação com pneumologista, participar de grupos de tabagismo e apoio medicamentoso. “Com informação e ajuda médica é possível cessar o tabagismo. É preciso, também, de políticas públicas abrangentes alertando a população das doenças relacionadas ao tabaco, especialmente os diversos tipos de câncer, que além do pulmão, incluem o de cabeça e pescoço e de esôfago. Vale reforçar as doenças cardiovasculares, que estão associadas ao fumo”, finaliza Dr. Douglas Manfroi.

EVENTO PARA PARAR DE FUMAR BENEFICIARÁ POPULAÇÃO DO DF

Ação gratuita acontecerá na próxima terça-feira, 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco.

No próximo 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco, o Instituto Onco-Vida, em Brasília, fará uma ação de esclarecimento sobre os malefícios do cigarro, uma vez que o hábito de fumar, segundo o INCA, causará mais de 15 mil casos de câncer em 2016.

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O pneumologista Celso Antônio Rodrigues da Silva está à frente da ação contra o fumo.

Diante da necessidade de breve intervenção para que as pessoas se conscientizem sobre os problemas do fumo, o pneumologista Celso Antônio Rodrigues da Silva, que compõe o corpo clínico na Onco-Vida, capitaneará um dia de disseminação informações para quem deseja parar de fumar.

Na ação gratuita, a população poderá fazer o teste com o monoxímetro, que mede como o pulmão do fumante está contaminado por monóxido de carbono, e é também uma inovação no tratamento dos fumantes que querem largar o mal hábito.

Outro teste que será disponibilizado é com o dispositivo peak-flow, que mostra dados sobre a capacidade respiratória, informando as limitações do pulmão dos que fumam. Também será possível medir a pressão arterial e receber dicas para uma vida saudável sem o uso do cigarro.

“Cabe lembrar que, dentre as doenças associadas à dependência do cigarro, o câncer de pulmão segue como mais comum, mas existem outros tipos com prevalência. O câncer de boca, por exemplo, tem acometido os fumantes pelo uso de charuto, cachimbo ou cigarro mascado. Por isso, é importante desenvolver ações de promoção da saúde”, afirma Dr. Celso Antônio Rodrigues da Silva.

A ação será no dia 31 de maio das 10h às 12h e das 14h às 16h no Hall de Entrada do Instituto Onco-Vida, que fica localizado na 915 sul, em Brasília.

“Será um dia de informações e realização de testes não apenas para os fumantes, pois existem muitas pessoas que convivem com eles e que podem, no futuro, desenvolver a doença.  Cabe frisar que não adianta parar de fumar sem adotar um estilo de vida saudável, pois muitas vezes, uma doença que estava latente pode ressurgir de forma agressiva. Então, esse evento a favor da vida é para todos”, convida Dr. Celso Antônio Rodrigues Silva.

 

 

:: SERVIÇO

Ação a favor da Vida Sem Fumo

31 de Maio (Terça-feira) – Dia Mundial Sem Tabaco

Horário: Das 10h às 12h e das 14h às 16h

Local: Instituto Onco-Vida | SGAS 915 Ed. Office Center Bloco A 1º andar, Brasília – DF

Mais informações: Paulo Lima – (61) 3327 6827

Tabagismo contribui para maior mortalidade dos homens na Europa

Uma pesquisa publicada na revista científica Tobacco Control revela que o fumo é responsável por até 60% na diferença de gênero entre as mortes registradas em 30 países europeus – com uma taxa de sobrevivência maior das mulheres. Já o álcool mata duas vezes mais homens.

As razões pelas quais as mulheres têm sobrevivido mais nos países desenvolvidos desde meados do século XVIII têm sido muito contestadas. Essa disparidade de gênero nas taxas de mortalidade muitas vezes é explicada pela biologia, ou pelo fato de que o sexo feminino busca cuidados de saúde mais frequentemente que o masculino. Mas a magnitude e a variação das tendências sugerem um quadro bem mais complexo, dizem os autores, que começaram a investigar em detalhes essa discrepância.

Eles usaram números da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre taxas de mortalidade – de todas as causas – entre homens e mulheres, além daquelas atribuíveis ao tabagismo e ao alcoolismo em 30 países europeus em 2005 e anos adjacentes. Entre as nações analisadas estão Islândia, Escandinávia, Grécia, Malta, Chipre e várias da Europa Ocidental e Oriental, menos a Rússia.

As mortes relacionadas ao fumo incluíam câncer do trato respiratório, doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral e doença pulmonar obstrutiva crônica. Aquelas relacionadas ao álcool abrangiam tumores de garganta e esôfago, doença hepática crônica, psicose alcoólica e violência.

A proporção de diferença nas taxas de mortalidade entre homens e mulheres atribuíveis ao fumo e ao álcool foi calculada para todos os 30 países, dividindo-se esse hiato de gênero para cada causa pela diferença entre os sexos para todas as causas.

Os óbitos em geral foram maiores entre os homens, mas o excesso de mortes masculinas variou consideravelmente entre os países estudados, passando de 188 por 100 mil por ano na Islândia para 942 por 100 mil na Ucrânia. A maioria dos países com uma diferença de gênero superior a 400 por 100 mil foi encontrada no Leste Europeu, mas Bélgica, Espanha, França, Finlândia e Portugal também tinham lacunas enormes.

Havia uma diferença de oito vezes entre o país com a menor taxa de mortalidade masculina atribuível ao álcool – Islândia, com 29 por 100 mil habitantes – e o com a mais alta – Lituânia, com 253 por 100 mil.

As mortes relacionadas ao álcool foram particularmente elevadas entre os homens nos países do Leste Europeu, mas também muito maiores entre as mulheres na região. Em geral, a proporção de mortes atribuíveis ao álcool variou de 20% a 30%.

Mas, apesar das diferenças de gênero no consumo de álcool em toda a Europa e da grande variação de mortes, elas foram significativamente menores que as causadas pelo tabagismo. Foi registrada uma diferença de cinco vezes entre os países com as menores taxas de mortalidade masculina atribuíveis ao tabagismo – Islândia, com 97 por 100 mil – e aqueles com as maiores – Ucrânia, com 495 por 100 mil.

O fumo foi responsável por 40% a 60% da diferença de gênero entre as mortes em todos os países, exceto na Dinamarca, França e em Portugal, onde esse gap era menor, e em Malta, onde era muito maior (74%).

“As mudanças profundas no nível de tabagismo da população e na magnitude da disparidade de gênero desse vício devem contribuir para pequenas diferenças de sexo na mortalidade nas próximas décadas”, dizem os autores.

“No entanto, a extensão da percepção disso vai depender da forma como outros comportamentos de risco à saúde serão padronizados por gênero”, acrescentam, apontando para o crescimento contínuo do tabagismo entre os jovens e o aumento de ingestão nociva de bebidas alcoólicas.

Diminui o número de imagens de tabaco em filmes

Um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos concluiu que o número de cenas de pessoas fumando em filmes americanos caiu 51% na comparação de 2005 a 2009.

Ainda assim, quase metade dos filmes de maior bilheteria continha imagens ligadas ao consumo de tabaco.

Diversas pesquisas comprovaram que crianças que testemunharam pessoas fumando, seja em casa ou nos filmes, têm mais probabilidade de virem a fumar.

LDO prevê indenização ao SUS por indústria do tabaco

O governo espera a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pelo Congresso para ingressar com novas ações na Justiça contra a indústria do tabaco. A ofensiva terá início assim que a lei for aprovada, o que deverá ocorrer nesta semana, antes do recesso de julho. O objetivo é obter o ressarcimento pelos gastos do sistema público de saúde com o tratamento de doenças decorrentes do fumo.

A expectativa é que a cobrança atinja bilhões de reais. Nos Estados Unidos, a indústria de cigarros pagou, nos anos 90, US$ 246 bilhões ao governo como indenização pelos gastos com o tratamento de pessoas que tiveram problemas por causa do uso do tabaco.

A Advocacia-Geral da União (AGU) ainda não tem uma estimativa precisa sobre o valor das ações no Brasil, mas acredita que pode ser muito alto. “Vamos verificar as despesas do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou ao Valor o advogado-geral, ministro Luís Inácio Lucena Adams. Esse será o primeiro passo para o ingresso dessas ações. O segundo, continua Adams, é definir a responsabilização da indústria. O ministro reconheceu que o assunto é complexo, pois as empresas poderão cobrar provas de que as pessoas doentes utilizaram produtos de suas marcas. “A questão da responsabilização é bastante complexa, pois a indústria pode querer provas de qual marca de cigarro determinado doente tratado pelo SUS fumou ao longo da vida”, disse Adams. “Mas o texto da LDO traz uma orientação programática para o governo e vamos cumpri-la”, completou.

O texto a que o ministro se refere é o parágrafo 6º do artigo 50 do projeto da LDO: “A União tomará medidas judiciais cabíveis necessárias ao ressarcimento das despesas do SUS com o tratamento de usuários de fumo e tabaco”. Uma vez aprovado pelo Congresso, ele terá de ser cumprido pelos advogados da União, numa atuação que será estratégica dentro do governo. “Para nós, o texto vai funcionar como uma diretriz”, resumiu.

A AGU já atua no setor de fumo contra ações de empresas que pedem para serem liberadas da obrigatoriedade de veicular imagens de pessoas com doenças nos maços de cigarros. Nesses casos, a tendência, na Justiça, é a de decidir pela manutenção dessas imagens. Por outro lado, o Judiciário nega a maior parte dos pedidos de indenização feitos por fumantes contra as empresas. No Superior Tribunal de Justiça, a jurisprudência, nesses casos, favorece a indústria.

Caso seja aprovada, a LDO deverá ser contestada no Judiciário. Em nota ao Valor, a Souza Cruz avaliou que a medida é inconstitucional. Para a companhia, o SUS é custeado pela arrecadação de tributos, “cabendo ao Executivo a gestão desses recursos na execução de políticas públicas de saúde”. “Além disso, a referida iniciativa também viola os limitadores constitucionais acerca do que pode ser contemplado nesse tipo de lei e fere o princípio da separação de poderes”, completou a nota. A empresa disse que “os riscos associados ao consumo de cigarros são amplamente conhecidos pela população em geral, pela comunidade médica e pelo prórprio Estado que, ciente de se tratar de um produto de risco inerente, autoriza a sua fabricação e comercialização, mediante severas restrições regulatórias, ampla fiscalização e carga tributária historicamente elevada”.

Fonte: Valor

Cigarro: preço no Brasil é o 5º mais alto no mundo

Ao contrário do que se imagina, o cigarro brasileiro não é barato. Segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking que calcula o custo do consumo em relação à renda pessoal. O estudo, elaborado com base em dados de dezembro de 2009, comparou o preço do cigarro em 22 países. Nele, a Turquia aparece como o país em que o tabaco mais pesa no bolso do consumidor, correspondendo a 5,68% do PIB per capita. No extremo oposto, o mais barato para os fumantes é o Japão, onde o cigarro representa apenas 0,82%.