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Prótese de mama: Saiba qual colocar

Por Paulo Lima

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Dr. Gustavo Guimarães – Cirurgião Plástico

Com a disseminação da prótese de mama, muitas são as dúvidas em qual colocar para obter o resultado desejado. De acordo com o cirurgião plástico Gustavo Guimarães, de Brasília, se no passado haviam apenas dois ou três tipos disponíveis, hoje existem mais de trinta. “Com tantas opções, deve-se levar em consideração alguns fatores que são essenciais para o sucesso do procedimento”.

Dr. Gustavo explica que antes de optar em colocar uma prótese deve-se levar em consideração a consulta inicial. “Na hora da escolha é preciso avaliar o tipo de corpo feminino, tamanho da mama da paciente, se há excesso de pele, e o tamanho da prótese almejado. Vale esclarecer que cada tipo de prótese tem o objetivo de adequar ao corpo feminino único, que se bem escolhido pode trazer resultados muito satisfatórios”.

O médico, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, esclarece que os principais tipos de prótese são redonda, anatômica e cônica. Cada uma tem diferentes projeções e revestimento. “Podem ser encontradas texturizadas, de poliuretano e lisa. A redonda é melhor para corpos mais estruturados, tórax mais largo e com a mama em bom volume. A anatômica é adequada para casos onde o tórax é estreito, como paciente muito magra, e sem volume de mama – casos onde a utilização de outros tipos de prótese seria muito evidente, trazendo um aspecto artificial”.

Já as próteses cônicas, Dr. Gustavo revela que são indicadas para casos onde se faz necessário uma projeção maior da mama, com excesso de pele pequeno a moderados, o qual a prótese pode evitar uma cicatriz maior. Quem deseja colocar as de revestimento é bom ficar em alerta. É que são motivos de muitos estudos pelos cirurgiões plásticos, pois podem impedir ou diminuir os casos de contratura capsular – alteração que pode levar a troca precoce das próteses.

Escolher as de revestimentos de poliuretano ou texturizadas é a melhor opção. Isso porque diminuem as contraturas capsulares em detrimento das próteses lisas. “O mais importante é a avaliação de um cirurgião plástico, com experiência nesta cirurgia, e que tenha um diálogo claro para sanar as dúvidas e suprir as expectativas. De fato, as próteses podem trazer resultados surpreendentes, duradouros e seguros a paciente”, finaliza Dr. Gustavo Guimarães.

 

Médicos de SP suspendem atendimento de 12 planos a partir de 1º de setembro

Reunião da AMB

A partir do dia 1º de setembro os médicos paulistas das especialidades de ginecologia e obstetrícia, otorrinolaringologia, pediatria, ortopedia e traumatologia, pneumologia e tisiologia, cirurgia plástica e anestesiologia suspenderão, de forma escalonada, o atendimento das consultas e procedimentos eletivos realizados por intermédio dos seguintes planos: Ameplan, Assefaz, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Cetesb, Green Line, Intermédica, Mediservice, Notredame, Prosaúde, Porto Seguro, Vale e Volkswagen.
As empresas selecionadas não enviaram resposta à solicitação de negociação encaminhada pela Comissão de Mobilização. As que responderam ofereceram uma remuneração muito aquém das reivindicações dos médicos.
O anúncio foi feito pela Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar de São Paulo, formada por representantes da APM, Cremesp, Simesp, Academia de Medicina e sociedades de especialidade. Além de anunciar a suspensão do atendimento às empresas de planos de saúde que se recusaram a negociar com a Comissão, foram divulgadas ainda as datas e o rodízio de paralisação por especialidade.
A pauta do movimento médico de São Paulo luta por consulta a R$ 80,00 e procedimentos atualizados de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), critérios claros de credenciamento e descredenciamento, regularização dos contratos entre médicos e empresas com a inserção de índice de reajuste anual e fim das interferências sobre a autonomia do médico.
A suspensão dos atendimentos será feita por meio de rodízio. A cada semana, durante todo o mês de setembro, uma especialidade médica deixará de atender. Do dia 1º a 3 de setembro, estão suspensas as consultas e os procedimentos eletivos na área de ginecologia e obstetrícia; dentre os dias 8 e 10, estão suspensos os que envolvem a otorrinolaringologia; entre os dias 14 e 16, os de pediatria; nos dias 19 e 20, ficam suspensos os atendimentos de ortopedia e traumatologia; entre 21 e 23 de setembro, é a vez da pneumologia e tisiologia; e entre os dias 28 e 30 de setembro, a suspensão é da cirurgia plástica. Os médicos anestesiologistas acompanharão as outras especialidades e suspenderão o atendimento durante todos os períodos.
O atendimento das urgências e emergências funcionará normalmente.

Fonte: AMB

Sorteios de cirurgias plásticas geram polêmica

A oferta de cirurgias plásticas por meio de sorteios, competições e promoções vem causando polêmica no Reino Unido.
Entidades como a Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (Baaps, na sigla em inglês) estão pedindo a proibição de sorteios para cirurgia cosmética como aumento de seios, facelift e aplicação de botox. Segundo elas, as promoções com cirurgias como prêmio vêm se tornando mais populares, particularmente nos últimos três meses.
Além de sorteios, as cirurgias estariam sendo oferecidas como prêmio em programas de fidelidade, pacotes de serviços para divorciados, competições de revistas e em sites de ofertas.
Para os especialistas, a propaganda de cirurgias cosméticas nesse nível pode levar os jovens a querer tratamentos dos quais não necessitam.

Megaevento – o pedido de proibição das promoções de cirurgias ocorre poucos dias após um megaevento em Londres no qual os participantes pagavam 25 libras (cerca de R$ 64) para participarem de um sorteio de um crédito de 4 mil libras (R$ 10,2 mil) para pagar uma cirurgia plástica à escolha.
O evento foi organizado por um clube noturno de Londres e foi patrocinado por uma empresa de cirurgias cosméticas. Além do prêmio principal, também foram sorteadas lipoesculturas e maquiagens permanentes.

Cresce implantes nas panturrilhas no Brasil

A procura por implantes de silicone nas panturrilhas cresceu. No país vice-campeão de cirurgias plásticas (atrás apenas dos EUA), próteses de batatas da perna ocupam o quarto lugar nas preferências delas e deles.

Segundo pesquisa realizada pelo Ibope, 2.238 mulheres e 139 homens passaram por esse tipo de operação no ano passado. No ranking, a panturrilha de silicone fica atrás de mamas/tórax, glúteos e queixo.

As vendas da única fabricante desses implantes na América Latina também indicam que a cirurgia está se popularizando no país. Em 2009, a alta foi de 15% sobre 2008, puxada pelos principais mercados: São Paulo, Rio e Minas. Para 2010, deve chegar a 30% segundo projeções da empresa, a Silimed.

“É uma cirurgia que tem atraído cada vez mais a população”, afirma o cirurgião plástico Ivan Abadesso.

Segundo o médico, os pacientes típicos são mulheres que acham a panturrilha “fina demais” e se queixam de não conseguir resultados apenas com a malhação.

Justiça nega pedido de internação domiciliar a segurada

Justiça nega pedido de segurada

O Tribunal Regional Federal, seção judiciária do Distrito Federal, negou pedido de segurada para que o plano de saúde arcasse com os custos de seu atendimento domiciliar (home care), que compreende serviços de enfermagem especializada 24 horas, fornecimento de medicamentos, materiais de enfermagem e outros itens necessários. A segurada ficou tetraplégica após ser submetida a uma cirurgia plástica. Depois do fato, o plano de saúde negou-se a cobrir a internação domiciliar, alegando que não há previsão para este tipo de cobertura nas regras do plano, além de importar em desequilíbrio atuarial do seguro.
O advogado da segurada argumenta que a assistência domiciliar nos termos requeridos é um direito decorrente do princípio da dignidade da pessoa humana e do direito à saúde.         
Em sua sentença, a juíza federal substituta Emília Maria Velano, da 4ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, argumenta que os planos de saúde constituem contratos de seguro, de maneira que possuem regras que estabelecem um paralelo entre o valor pago pelo segurado e o nível de cobertura correspondente, e que o contrato em análise exclui a cobertura solicitada pela segurada.
No entendimento da magistrada, o direito à saúde é constitucionalmente garantido, mas ele é encargo do Estado e não do seguro privado. No caso específico, atender o pedido da autora afetaria o equilíbrio financeiro-econômico do seguro, de maneira a gerar desigualdade entre os segurados, vedada de maneira expressa pela Constituição Federal.
A juíza federal relatou também que a autora é servidora pública, reside em área nobre da cidade e possui salário mensal extremamente considerável, não sendo justo, em detrimento de todos os outros segurados, atender seu pedido.
Dessa forma, a juíza Emília Maria Velano julgou improcedente o pedido da autora para que sua seguradora de saúde fosse obrigada a arcar com as despensas decorrentes de sua internação domiciliar. Da decisão cabe recurso. 
Fonte: TRF