Febrasgo

Para elas: 10 motivos para começar 2016 com os exames preventivos em dia

A recomendação é clara: começar o ano com os exames de saúde em dia evita surpresas desagradáveis, já que a descoberta precoce da doença, permite o tratamento resolutivo. E quando se trata da visita ao ginecologista, de acordo com o médico Etelvino Trindade, é nesta época, no período de férias, o momento indicado para realizar o check-up. Isso porque com mais tempo, é possível realizar vários exames importantes para a saúde, que a maioria das mulheres não fazem no decorrer do ano. Confira a lista:

1 – Consulta Ginecológica: Tem como objetivo sanar dúvidas e checar o bom funcionamento do aparelho reprodutorpossíveis alterações hormonais, métodos contraceptivos e esclarecimentos sobre doenças sexualmente transmissíveis.

2 – Prevenção do câncer de colo retal: Através de dois exames, a pesquisa de sangue oculto na fezes e a colonoscopia, é possível detectar possíveis tumores. O primeiro é exame de laboratório e o segundo é a observação visual, com aparelhos do interior do intestino.

3 – Densitometria óssea na pré e pós-menopausa: Exame de imagem que avalia com precisão e rapidez a densidade mineral óssea comparada com padrões pré-estabelecidos para a idade. Visa a prevenção da osteoporose.

 4 – Vacinações: A Febrasgo recomenda a vacinação contra HPV que estará disponível na rede pública de saúde para meninas gratuitamente. Para viagens internacionais, em alguns países, é indicada a vacina contra febre amarela. Devem estar em dia, também, as vacinas contra Hepatite A e B, tríplice viral, tríplice bacteriana, varicela, pneumocócica, influenza e meningite. Algumas são aplicáveis em faixas etárias específicas.

5 – Papanicolau:  Exame considerado um dos mais importantes para prevenção da saúde da mulher e é usado no rastreamento do câncer de colo de útero. Todas as mulheres devem fazer o Papanicolau após o início da vida sexual. O exame é realizado pela raspagem das células do colo do útero, para identificar se existem alterações celulares. Para mulheres que já são acompanhadas pelo médico e realizam o teste, não é necessário que o exame seja realizado todo o ano.

6 – Mamografia: É exame radiológico de imagem das mamas que permite a detecção precoce do câncer – ao mostrar lesões em fase inicial muito pequenas. Deve ser iniciada entre 35 e 40 anos de idade e ser repetida   a cada dois anos ou anualmente, dependendo da faixa etária.

7 – Rastreamento de Tireoide: Após os 40 anos, as mulheres têm mais chances de desenvolver doenças da tireoide, que podem ser diagnosticadas com um simples exame de sangue para dosagens dos hormônios tireoidianos. Exames complementares como ultrassonografia, cintilografia ou mesmo uma biópsia podem ser recomendados.

8 – Raio-X de tórax: Se tabagista, a mulher deve realizar o raio-x de tórax, que é um exame radiológico que rastreia os pulmões. O exame permite ainda observar imagens do coração, vias aéreas, vasos e ossos da coluna vertebral e do tórax.

9 – Ultrassonografia –  Na dependência da idade da mulher e de eventuais achados em exames, o médico poderá solicitar exame de ultrassom (ecografia), geralmente mais aplicados para mamas e pélvis.

10 – Exames de laboratório como glicemia, colesterol, frações do colesterol e triglicerídeos: Quando solicitados, têm o objetivo de analisar a taxa de açúcar e de frações de gorduras no sangue a fim de rastrear e diagnosticar o diabetes. Avalia o risco potencial de alterações vasculares e contribui para a prevenção do infarto.

Fonte: FEBRASGO

Consulta pública sobre a inclusão de métodos contraceptivos reversíveis de longa duração no SUS termina em 18 de janeiro

O Ministério da Saúde acaba de abrir uma consulta pública sobre inclusão de métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARCs) no Sistema Único de Saúde (SUS) e o prazo para a sociedade civil se posicionar em relação ao tema vai até 18 de janeiro de 2016.  O pedido de inclusão foi feito pela FEBRASGO, sociedade médica que representa os ginecologistas e obstetras no Brasil, em agosto de 2015 à CONITEC.  O foco são mulheres de 15 a 19 anos, já que a taxa de gravidez não planejada entre adolescente é alta e gera inúmeros impactos para as jovens, suas famílias e para a sociedade.

“Apesar das restrições orçamentárias atuais do SUS, a inclusão dos LARCs não só agrega benefícios médicos diretos, como reduz custos sociais e financeiros para o governo de forma relevante”, afirma Etelvino Trindade, presidente da FEBRASGO. “Além da redução da mortalidade materna e infantil e diminuição das taxas de gestações não planejadas, principalmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social, o planejamento reprodutivo voluntário é um dos investimentos financeiros mais custo-efetivos que um país pode fazer em seu futuro”, complementa.

A recomendação preliminar da CONITEC não foi favorável à inclusão, apesar de instituições de peso como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e diversas sociedades médicas que representam pediatras, herbiatras, ginecologistas e obstetras em todo o mundo defenderem a ampliação do uso de métodos de planejamento reprodutivo voluntário de longa duração, mais modernos e eficazes. “Os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração são recomendados como opções de primeira linha para evitar a gravidez não planejada na adolescência, já que oferecem alta segurança e eficácia contraceptiva, não dependem da disciplina da mulher e podem ser interrompidos a qualquer momento, caso haja o desejo de ser mãe”, explica a Dra. Marta Finotti, presidente da Comissão Nacional Especializada de Anticoncepção da FEBRASGO.

A gravidez não planejada entre adolescentes no Brasil, tem repercussões econômicas relevantes para a sociedade, para as jovens e suas famílias. Ao engravidar, uma jovem pode ter o seu presente e futuro totalmente alterados. As perspectivas de continuar sua educação diminuem e as oportunidades de ter um emprego também reduzem, fortalecendo assim um ciclo de pobreza, desigualdade e exclusão. Segundo o DATASUS, 600 mil partos no país (21,5% do total), são de mães com menos de 20 anos, 75% das adolescentes que têm filhos não estudam e 57,8% não estudam nem trabalham. Pesquisa do Banco Mundial mostra que cada ano adicional de ensino secundário de uma jovem aumenta sua renda potencial futura entre 15% e 25%9.

A FEBRASGO participará ativamente da consulta pública, contrapondo e esclarecendo os questionamentos da CONITEC. “As análises sobre o impacto orçamentário ficaram restritas aos gastos com os medicamentos, em oposição à análise apresentada pela FEBRASGO, que incluiu os gastos com gestações não planejadas (pré-natal, exames, parto e complicações maternas e com o recém-nascido), e que não são evitadas de forma eficiente com os atuais métodos contraceptivos disponíveis na rede pública”, completa Dra. Marta Finotti.

A FEBRASGO protocolará essa semana um pedido de extensão do prazo de término da consulta pública por mais 30 dias, pois acredita que a discussão de um tema tão relevante para a saúde da mulher brasileira e para a sociedade ter sido aberta a poucos dias do Natal será prejudicada pelos recessos de fim de ano e férias.

Para participar da consulta pública é necessário entrar no site da CONITEC (www.conitec.gov.br) até 18 de janeiro e acessar o link CONSULTAS PÚBLICAS. A avaliação está dividida em dois processos: nº 35 (implante subdérmico liberador de etonogestrel) e nº 36 (sistema intrauterino liberador de levonorgestrel).

FEBRASGO submete ao Ministério da Saúde projeto que pede a ampliação de métodos contraceptivos para adolescentes na rede pública

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) começou a discutir ontem (3/12) o projeto submetido recentemente pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) que pede a ampliação do acesso na rede pública de saúde a métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARCs) para adolescentes de 15 a 19 anos de idade. Serão avaliados os benefícios médicos, sociais e econômicos de uma eventual inclusão dos LARCs para essa população. O pleito da instituição que representa os médicos ginecologistas e obstetras no Brasil, tem como principal objetivo garantir o direito de as mulheres escolherem o melhor momento para ter filhos, garantido pela constituição federal (Lei 9.263/96).

A FEBRASGO priorizou a recomendação para mulheres entre 15 e 19 anos por considerá-las prioritárias e as maiores beneficiárias pela inclusão dos LARCs no SUS, já que a taxa de gravidez não programada entre adolescentes é alta, com consequências negativas para as jovens, suas famílias e também para a sociedade. “A gestação na adolescência é um grande problema de saúde pública, com alto impacto econômico para o país, e como entidade médica, estamos discutindo com o governo a implementação de uma política pública ampla, oferecendo os métodos de maior eficácia contraceptiva, que segundo nossas análises além do benefício clínico, trará economia ao país” ressaltou Dr. Etelvino Trindade, presidente da FEBRASGO.

“O planejamento reprodutivo voluntário é um dos maiores avanços do último século em saúde pública e um dos investimentos mais custo-efetivos que um país pode realizar para o bem das próximas gerações”, ressalta Marta Finotti, ginecologista, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da FEBRASGO e autora do dossiê que pede a inclusão dos métodos LARCs no SUS.

A iniciativa reforça a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de incluir os anticoncepcionais reversíveis de longa duração – como o implante subcutâneo de etonogestrel e o sistema intrauterino liberador de levonorgestrel, que oferecem contracepção por 3 e 5 anos, respectivamente – na lista básica de medicamentos ofertados pelos sistemas públicos de saúde de diversos países. Além de oferecer alta eficácia contraceptiva, ambos os métodos não dependem da disciplina da mulher e podem ser interrompidos a qualquer momento, caso haja o desejo de ser mãe.

Vale reforçar que o Brasil registra mais de 235 mil gestações não planejadas de mulheres jovens por ano. O custo dessa realidade para o país é de mais de R$ 540 milhões anuais, uma média de R$ 2.293,00 por gestação. Do total de partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), 20% ocorre em meninas com idades entre 10 e 19 anos, sendo que os estados das regiões Norte e Nordeste apresentam um índice superior à média nacional – a taxa é de quase 30% no Pará, por exemplo. Já as regiões Sul e Sudeste apresentam um percentual de partos na adolescência mais próximo à média brasileira. O único estado que destoa do restante do país é Santa Catarina, que registra apenas 5% dos partos em mulheres nessa faixa etária.

“O acesso a métodos contraceptivos reversíveis de longa duração contribui com a redução da mortalidade materna e infantil, diminui as taxas de gestações não programadas e abortos inseguros e contribui com o aumento das oportunidades para essas jovens, resultando em famílias e comunidades mais saudáveis e prósperas”, finaliza a especialista.

 

Impactos da gravidez não planejada


Social

  • Cerca de 30% das adolescentes engravidam novamente no primeiro ano pós-parto, e entre 25% e 50%, no segundo ano pós-parto5, tornando ainda mais difícil a reintegração da mãe à escola e ao mercado de trabalho.
  • Entre as adolescentes que têm filhos, 75,7% não estudam e 57,8% não estudam nem trabalham.
  • Pesquisa do Banco Mundial mostra que cada ano adicional de ensino secundário de uma adolescente aumenta sua renda potencial futura entre 15% e 25%.

Saúde

  • A incidência de mortalidade infantil é, em média, quatro vezes maior, quando comparada à de mães com idade acima de 20 anos. Tal fato se deve principalmente ao aumento da prematuridade e do baixo peso ao nascer. Estas intercorrências podem predispor o recém-nascido a infecções, hipoglicemia, hipóxia e atraso no desenvolvimento psicomotor.
  • Adolescentes têm maior risco de complicações durante a gestação e mortalidade, sendo o parto a principal causa de morte de mulheres jovens entre 15 e 19 anos em países em desenvolvimento. Outros problemas comuns, enfrentados pelas gestantes adolescentes, são a depressão e a ansiedade, que tendem a ser mais frequentes quando comparados com grávidas adultas11.
  • Filhos de mães adolescentes correm maior risco de abandono, menor adaptação escolar e distúrbios de comportamento12.

Econômico

  • O abortamento inseguro representa também um grave risco e alto custo para o sistema público, sendo frequentemente usado na falha ou no uso incorreto de contraceptivos.
  •   A curetagem pós-abortamento é o segundo procedimento obstétrico mais realizado nos serviços públicos de saúde no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 31% das gestações no país terminam em aborto14 e são registradas cerca de 230 mil internações, por ano, para tratamento das complicações decorrentes do aborto.
  •  Cada dólar gasto em planejamento familiar pode economizar até 6 dólares, possibilitando que os governos invistam mais em atenção básica e outros serviços públicos de saúde.

 

Ranking de gestações de meninas entre 10 a 19 anos no Brasil
NÚMERO TOTAL
BRASIL
Número de partos de meninas entre 10 a 19 anos de idade Número Total de partos % de partos de meninas entre 10 e 19 anos em relação ao total de partos
474.015 2.365.514 20,04
DADO POR ESTADO Número de partos de meninas entre 10 a 19 anos de idade Número Total de partos % de partos de meninas entre 10 e 19 anos em relação ao total de partos
1 PARÁ 31.164 104.002 29,96
2 AMAZONAS 14.381 49.220 29,22
3 ALAGOAS 12.711 43.679 29,10
4 AMAPÁ 3.508 12.159 28,85
5 ACRE 3.745 13.085 28,62
6 MARANHÃO 23.821 85.727 27,79
7 RONDÔNIA 3.863 14.010 27,57
8 RORAIMA 2.056 7.465 27,54
9 MATO GROSSO 8.523 31.475 27,08
10 MATO GROSSO DO SUL 7.480 28.011 26,70
11 TOCANTINS 5.403 20.548 26,29
12 SERGIPE 6.564 25.476 25,77
13 PERNAMBUCO 26.879 104.922 25,62
14 PARANÁ 23.649 92.495 25,57
15 GOIÁS 9.817 38.614 25,42
16 RIO DE JANEIRO 24.812 97.782 25,37
17 PIAUÍ 9.709 40.106 24,21
18 ESPIRITO SANTO 8.209 34.016 24,13
19 BAHIA 39.452 163.607 24,11
20 CEARÁ 23.167 97.832 23,68
21 RIO GRANDE DO NORTE 9.100 38.625 23,56
22 PARAÍBA 9.598 41.088 23,36
23 RIO GRANDE DO SUL 18.571 82.958 22,39
24 SÃO PAULO 74.180 347.656 21,34
25 MINAS GERAIS 37.311 176.187 21,18
26 DISTRITO FEDERAL 8.114 39.702 20,44
27 SANTA CATARINA 28.228 535.067 5,28
Legenda de cores: Estados com percentual acima da média nacional.
Estado abaixo da média nacional.

 

FEBRASGO lança campanha em redes sociais sobre o Zika vírus

De acordo com dados do Ministério da Saúde, várias pessoas têm sido acometidas com o Zika Vírus. Para esclarecer sobre o assunto, a FEBRASGO lançou na sua fanpage (www.facebook.com/febrasgo) uma Campanha informativa sobre o assunto. Chamada de #SemZika, a Campanha tem como objetivo tirar a dúvida de médicos e a sociedade, para lidar corretamente com o problema. A médica Lucila Nagata –  membro da Comissão de Parto, Aborto e Puerpério da FEBRASGO responde abaixo algumas perguntas sobre a doença. Confira:

Como surgiu o Zika Vírus no Brasil?

Segundo um boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, em fevereiro de 2015, começaram a surgir no Brasil casos que depois foram atribuídos à doença.

Essa rápida disseminação da doença é preocupante?

Sim, porque nas regiões Norte e Nordeste está aumentando muito a incidência da microcefalia. Além disso, dados do Ministério da Saúde mostram que que o número de casos malformação congênita cerebral aumentou para 1.248 no país e já atinge 13 Estados.

O que deve ser feito de imediato ao se identificar os sintomas de Zika?

É uma virose. Ainda não existe um tratamento, e os sintomas são parecidos com o da dengue, embora menos agressivos. 70% a 80% as pessoas são assintomáticas.

A forma de transmissão é idêntica da dengue? Tem outros tipos de contágio? 

 A transmissão é feita pelo mosquito Aeges Aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue.

A doença tem tipos de classificação?

Não tem. Os sintomas vão embora de três a sete dias. Trata-se de uma doença muito sutil

 

Como identificar se o vírus é o Zika, Dengue ou Chikungunya?

É por exclusão de sintomas. Não existe no Brasil ainda nenhum exame especifico ou sorologia.

Quais os perigos que a doença pode causar a gestantes? É verdade que pode causar microcefalia no bebê?

Má formação fetal grave – microcefalia. O bebe nasce com a cabeça pequena, com o perímetro cefálico menor do que os 33 centímetros considerados normais. Além de trazer risco de morte, a condição pode ter sequelas graves para os bebês que sobrevivem, como dificuldades psicomotoras (no andar e no falar) e cognitivas (como retardo mental).

Quais medidas os governantes estão adotando para evitar epidemias?

Tentar controlar os lugares onde tem o foco do mosquito. Orientar a população para não acumular água parada – as mesmas medidas da dengue.

 O que deve ser evitado durante o tratamento da Zika?

A medicação é feita por analgésico e os cuidados devem ser os mesmos para não cortar os efeitos do medicamento.

Quais as medidas de prevenção?

Não acumule água parada para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti;

–      Use repelentes diariamente;

–      Coloque telas protetoras em janelas e portas de casa;

–      Sempre que possível use roupas que cubram os braços e pernas.

Projeto de Lei penaliza vítimas de estupro que tentarem aborto sem comprovação legal

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ) aprovou o PL 5.069/2013, de autoria do deputado Eduardo Cunha, que penaliza as vítimas de estupro ao exigir um exame de corpo delito para comprovar o fato e pune profissionais de saúde que passarem informações sobre o direito ao aborto para as pacientes.

A medida tem causado reivindicações em vários Estados do Brasil e, até mesmo, nos Estados Unidos, onde vivem centenas de mulheres brasileiras.  A proposta torna crime anunciar, induzir ao uso, ou fornecer meios ou substâncias abortivas a uma gestante, mesmo em caso de estupro.

Além disso, o projeto torna obrigatório que mulheres que afirmem terem sido estupradas façam um boletim de ocorrência e exame de corpo de delito para que seja comprovado que estão falando a verdade. Por último, a proposta ainda altera o item que possibilita que a mulher receba pílulas do dia seguinte para evitar uma gravidez em caso de estupro – a chamada profilaxia da gravidez.

Com base nos dados do Disque-Denúncia, o número 180, os estupros aumentaram 65%, no primeiro semestre deste ano em comparação ao ano passado no Brasil. Para o presidente da FEBRASGO, Etelvino Trindade, o governo não tem estrutura para acolhimento às mulheres e precisa repensar as políticas públicas que assegurem a saúde das mulheres vítimas de violência sexual.

O PL 5.069/2013 segue agora para votação no plenário da Câmara. Cabe destacar que as penas previstas variam de quatro a oito anos de detenção. Se o agente é funcionário da saúde pública ou é médico, farmacêutico ou enfermeiro, a pena é agravada e sobe para cinco a dez anos. A punição ainda é aumentada em um terço se a gestante for menor de idade.

No Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, FEBRASGO relembra importantes ações e pede apoio dos tocoginecologistas

O dia 28 de maio, Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, foi marcado por várias ações no País. A data reforçou a importância da prevenção e do tratamento adequado de doenças que mais acometem as mulheres. A FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, sempre investe na disseminação de informações para a saúde delas ao reivindicar que o sistema de saúde brasileiro seja integral, com atendimento de qualidade.

O envolvimento da FEBRASGO tem repercutido de várias formas. Nos últimos meses, a Federação exigiu medidas de reabertura de leitos obstétricos no Brasil. Entre outras medidas, foi cobrada a ampliação e aperfeiçoamento dos instrumentos de custeio dos hospitais filantrópicos, responsáveis por mais de 50% dos atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS); e o descongelamento e reposição das perdas acumuladas dentro da Tabela SUS (em consultas e procedimentos).

A aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde+10, que pede a vinculação de 10% da receita bruta da União à saúde (PLP 321/2013) foi defendida. No texto, a Federação deixa claro que somente com respostas imediatas, eficazes e permanentes do Governo poderão ser assegurados os direitos do cidadão à assistência universal, com equidade, qualidade e gratuita. O Brasil tem urgência de ser bem tratado. Fechar os olhos à realidade que vitima os cidadãos e profissionais não vai resolver o problema.

Outra importante iniciativa da FEBRASGO foi a divulgação das recomendações aprovadas em âmbito nacional, para que se possa avançar na organização da assistência obstétrica e nos conceitos das boas práticas, com o objetivo principal de redução da morbiletalidade materna e perinatal e do número de processos éticos e jurídicos, além da necessidade de se criar indicadores que meçam os desfechos perinatais e se resgatar a dignidade dos profissionais que prestam cuidados de saúde às mulheres brasileiras.

Também foi enviado ao Ministério da Saúde carta de repudio ao relatório “Diretrizes de Atenção à Gestante: a operação cesariana”, que está aberto à consulta pública e recebeu recomendação de aprovação. Além do conteúdo ser tendencioso e inadequado do ponto de vista técnico, a Associação Médica Brasileira (AMB), juntamente com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a FEBRASGO aparecem erradamente como anuentes do relatório. As entidades ressaltam que não houve e não há anuência e, ao contrário do que se fez entender, não compõem o Grupo Consultivo.

Esse trabalho de luta pelo reconhecimento profissional do tocoginecologista e da saúde da mulher pode ser ainda melhor com o auxílio de mais especialistas. Somente unindo forças, com decisões tomadas a partir de égides éticas, com base em estudos científicos, será possível mudar a triste realidade brasileira, onde a saúde deixa muito a desejar. Participe, junte-se à FEBRASGO. Basta enviar seu apoio à causa para o e-mail presidencia@febrasgo.org.br.

 

 

Escolha por cesárea na hora do parto divide opiniões

A Organização Mundial da Saúde define que os partos podem ser feitos onde for permitido pela lei e onde for culturalmente aceito. No Brasil, os hospitais e as casas de parto têm sido os locais mais comuns para a mamães darem a luz. No ano passado mais de 95% das mulheres tiveram seus bebês nestas instituições.

Dos mais de dois milhões e novecentos mil partos no ano passado, 55,6% foram cesarianas. Ou seja, mais de um milhão e seiscentas mil crianças vieram ao mundo pelo método cirúrgico, conforme dados do Ministério da Saúde. A OMS afirma que a cesariana pode ser necessária quando o parto normal coloca em risco a vida da mãe e do bebê, como em casos de trabalho de parto prolongado ou sofrimento fetal.

Mas, este método também tem sido a opção de diversas mães, como é o caso da professora Jordhana Matos, de 23 anos, que está grávida pela primeira vez. Jordhana considera que o método cirúrgico vai atender às necessidades dela. Ela afirma ainda que sabe que está na contramão do que é recomendado pelas organizações de saúde, mas que se sente preparada para lidar com o preconceito.

O presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Etelvino Trindade explica também que muitas mulheres optam pela cirurgia pela segurança de ter perto dela os entes queridos e por traumas culturais em relação ao parto normal.

Mas há também as mulheres que sonham em ter filhos por parto normal, por acreditar que é o método mais saudável para a criança e menos agressivo para a mãe. Esse é o caso de Luciana Orlando. Ela teve suas duas filhas por parto normal e afirma que sempre se sentiu segura na decisão, mesmo durante os trabalhos de parto que duraram mais de 9 horas.

Ela afirma também que o apoio da médica que a acompanhou foi importante durante toda a gestação, mas sabe que nem todas as mulheres têm à mesma sorte.

Para o ginecologista, independente da escolha, o mais importante é que a mulher se sinta informada e em sintonia com a equipe que vai atendê-la.

Seguindo recomendações da Organização Mundial de Saúde para que o número de cesáreas seja reduzido, o Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar, que é responsável pela regulação dos planos de saúde, têm investido em um projeto piloto para estimular o parto natural e evitar cesarianas consideradas desnecessárias tanto no SUS quanto na rede privada de hospitais. Atualmente esta rede é formada por 23 instituições privadas e cinco maternidades do SUS. Estas unidades possuem uma equipe multidisciplinar que desenvolvem seus trabalhos com foco na mulher e no bebê.

Governo anuncia medidas para incentivar o parto normal

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgaram, no início de janeiro, a Resolução normativa nº 368, que dispõe sobre o direito de acesso à informação das beneficiárias aos percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais por operadora, por estabelecimento de saúde, por médico e sobre a utilização do partograma, do cartão da gestante e da carta de informação à gestante no âmbito da saúde suplementar.

O presidente da Febrasgo, Etelvino Trindade, concedeu diversas entrevistas sobre o assunto para redes de televisão, rádios e jornais de todo o Brasil.  Em suas declarações, Trindade criticou o modo como a Resolução da ANS foi escrita e informou que a Febrasgo se posiciona contra a divulgação das taxas de partos normais e de cesarianas dos obstetras, pois tal fato possibilita interpretações dos números sem análise dos contextos e, dessa forma, pode propiciar a avaliação profissional equivocada do médico.

Para a Febrasgo, a uma alta taxa de cesariana de um obstetra, que tende a ser vista como prática não desejada pela parturiente e, também, como indevida, por ser intervencionista. Por essa razão, pode induzir mais dúvidas que esclarecimentos quanto ao perfil daquele que tem dúvida a honorabilidade profissional, e permite equívocos. “A informação que a gestante obtém é de uma única agência seguradora e nem sempre condiz com a realidade. Para apresentar com veracidade um relatório de determinado médico  seria necessária uma informação abrangente de todos os hospitais e de todos os convênios atendidos por ele”, explicou Trindade.

“Além disso, um profissional altamente especializado e reconhecido por seus pares por  atender gestantes portadoras de comorbidades terá mais desfechos com maiores taxas de intervenções. Nestes casos, a possível interpretação de demérito significa justamente o contrário, que o médico é altamente capacitado”, completou.

Etelvino Trindade ainda chamou a atenção para o texto da Resolução, que permite a interpretação de que as seguradoras estão autorizadas a realizarem glosas quando um acompanhamento de trabalho de parto é interrompido pela indicação de cesariana e não houve o registro no partograma.

Diante desses fatos, a Febrasgo, junto com o Conselho Federal de Medicina, divulgou uma nota de esclarecimento à sociedade afim de apresentar a posição das entidades sobre o assunto e cobrar das autoridades maior atenção aos problemas centrais que afetam a assistência obstétrica na saúde suplementar: o equilíbrio nas relações entre operadoras e os médicos e a garantia de ampla cobertura hospitalar às gestantes pelos planos de saúde.

A Febrasgo ainda ressalta que não é contrária ao uso do Cartão da Gestante nem do partograma. A orientação para uso de ambos está no portal da Federação desde 1998 e 2003, respectivamente.

Clique Aqui e assista o vídeo com a entrevista do Dr. Etelvino Trindade para a TV Globo.

Especialista alerta para o papel da mãe na proteção contra o câncer do colo do útero

Presidente da Comissão de Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) destaca também a importância da vacinação para mulheres acima dos 26 anos

A proteção contra o câncer do colo do útero, um dos mais letais da atualidade, deve fazer parte da rotina de uma família. Neste ano, o Brasil avançou na prevenção da doença, por meio da vacinação gratuita oferecida pelo Governo para meninas entre 11 e 13 anos. Mais do que orientar e preservar a saúde das filhas, as mães precisam estar atentas para a própria proteção contra o problema. Isso porque as mulheres mais velhas, independentemente da idade e do estado civil, desde que tenham vida sexual ativa, também podem e devem se imunizar contra o câncer do colo do útero, que, segundo o Inca, registra 18 mil casos novos por ano no Brasil. A ginecologista Nilma Neves, presidente da Comissão de Vacinas da Febrasgo, alerta sobre as principais dúvidas que envolvem o câncer do colo do útero:

1) Qual é a importância da mãe para a vacinação dos filhos, especialmente das meninas no caso do câncer do colo do útero?

Nilma Neves –
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a vacinação é um dos mecanismos mais eficazes para se evitar doenças impactantes em todas as fases da vida. No caso do câncer do colo do útero, a mãe tem um papel especial. Ela é uma das responsáveis por levantar a questão, orientar e incentivar a filha sobre a importância da imunização. Mais do que isso, a mãe também pode e deve dar o exemplo prático, buscando a própria vacinação contra o câncer do colo do útero, mesmo que não tenha o feito na infância. O Brasil oferece, desde junho do ano passado, por meio da rede privada, imunização para as mulheres acima dos 26 anos, sem limite de idade.

2) Por que a vacina para prevenção do câncer do colo do útero é importante?

NN – A vacina é a principal ferramenta de prevenção da doença, que é um dos poucos tipos de câncer que efetivamente pode ser prevenido. Um número alarmante desperta nossa atenção: a cada dois minutos, uma mulher morre de câncer do colo do útero no mundo. No Brasil, estimativas do Inca apontam que pelo menos, 18 mil novas mulheres desenvolvem a doença todos os anos. Destas, quase cinco mil morrem em decorrência da enfermidade.

Além disso, 90% dos cânceres causados por HPV em mulheres são de câncer do colo do útero, que já é a quarta causa de morte entre mulheres e o segundo tipo de câncer mais prevalente entre as brasileiras, atrás apenas do de mama.

Estudos clínicos em todo o mundo, demonstram que os HPV’s de alto risco são duas vezes mais frequentes que os de baixo risco e que mulheres infectadas com os tipos 18, 31, 33 possuem risco 50 vezes maior de desenvolverem lesões malignas, enquanto que nos casos da infecção pelo tipo 16, este número sobe para 100 vezes mais.

3) Quem já foi infectada pelo HPV uma vez pode se infectar novamente?

NN – Sim, pois há mais de 100 diferentes tipos de HPV. Destes, porém, somente 15 aproximadamente são considerados de alto risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. A vacina protegerá dos tipos específicos da sua indicação e os de proteção ampliada, quando houver, mas não aos demais. Por isso, é importante fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais e realizar os exames preventivos como Papanicolaou e a Colposcopia.

4) Todas as mulheres infectadas por HPV irão desenvolver câncer do colo do útero?

 NN – Não. Toda mulher que tem câncer do colo do útero tem HPV, mas nem toda mulher que tem HPV tem câncer. Em cerca de 80% dos casos, a infecção regride espontaneamente, sem evoluir para infecção persistente. Porém, quando não ocorre esta regressão e o diagnóstico não acontece de forma precoce, a infecção persistente pode levar ao câncer.

5) Qual é o tempo de eficácia da vacina?

 NN – Estudos comprovam eficácia de oito a nove anos da vacina. Há novas pesquisas em andamento avaliando a ampliação para até 12 anos. Contudo, é preciso mais tempo para se chegar a esta confirmação.

6) A vacina auxilia no tratamento da lesão ou câncer do colo do útero?

NN – Não, a vacina é apenas uma medida de prevenção de novas infecções e, consequentemente no desenvolvimento de lesões que levam ao câncer do colo do útero.

7) Existe algum risco para quem já se infectou com HPV ou já foi tratado por lesões no colo do útero ser vacinado?

NN – Não. Existem algumas evidências científicas, inclusive, que apontam pequeno benefício em vacinar mulheres previamente tratadas, que poderiam apresentar menos recidivas. A decisão deve ser tomada individualmente com o médico da paciente.

8) A vacina contra HPV pode levar ao câncer do colo do útero?

NN – Não, a vacina que protege contra o câncer do colo do útero é a chamada recombinante. Isso significa que ela não possui um vírus vivo e, por isso, não é infecciosa.

9) Além do HPV o câncer do colo do útero tem outras causas? Neste caso, a vacina tem eficácia?

NN – O HPV está relacionado com praticamente 100% dos casos de câncer do colo do útero. Por isso, a vacina se torna tão importante em sua prevenção.

Outros fatores de risco também são importantes para o desenvolvimento da doença: tabagismo, sistema imunológico baixo, ter muitos filhos, precocidade da idade materna no primeiro parto, uso em longo prazo de contraceptivos hormonais, fatores relacionados à dieta e ainda a associação de outras infecções de transmissão sexual sendo a Chlamydia Trachomatis e o vírus herpes simplex as mais citadas.

*Com informações da Febrasgo

Uso do ácido fólico antes e durante a gravidez garante formação do bebê

O ácido fólico – uma vitamina do complexo B, distribuída gratuitamente nos postos de saúde – previne em até 80% os casos de má formação fetal e da espinha bífida

Tomar um comprimido de ácido fólico por dia, 30 dias antes da data em que a mulher planeja engravidar e manter o uso pelos três primeiros meses de gestação impede que o feto nasça com má-formação.

Apesar da medida ser simples e ter distribuição gratuita nos postos de saúde, um estudo realizado pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) mostrou que quase 90% das mulheres engravidam sem realizar a suplementação necessária.

De acordo com o presidente da Comissão Especializada em Perinatologia da Febrasgo e idealizador da Campanha ‘Ácido Fólico Já!’, Eduardo Borges Fonseca,  no país, cerca de 3 mil crianças nascem com defeito no tubo neural – que é a estrutura que dará origem ao sistema nervoso central do bebê – incluindo cérebro e coluna.

“Com a suplementação de ácido fólico, ingerida na dosagem e período adequados, é possível reduzir de 70% a 80% esses casos”, afirma o médico.

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Do total de crianças que nascem com defeitos no tubo neural (DTN), 45% apresentam espinha bífida (que é a exposição da medula espinhal), sendo que 60% sobrevivem com sequelas variáveis e 40% morrem no útero.

O levantamento realizado pela Febrasgo mostrou também que do público pesquisado – entre pacientes de planos de saúde e da rede pública – 58% engravidaram sem planejar e só 13,8% receberam orientação e usaram o ácido fólico no período.

“Os dados demonstram que as mulheres não conhecem os efeitos do ácido fólico e não dá para dependermos apenas da alimentação”, diz o médico, lembrando que, em 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a adição de 4,2 mg de ferro e de 150 mg de ácido fólico para cada 100 g de farinha de trigo e de milho.

“No entanto, para que essa quantidade tivesse efeito, as mulheres precisariam comer um bolo por dia, então a suplementação termina sendo a maneira mais viável e eficiente de fazer a reposição”, esclarece Eduardo Borges Fonseca.

Vitamina B

Segundo a farmacêutica e mestre em química Cinara Silva, o ácido fólico é uma vitamina do complexo B, responsável pelo processo de multiplicação das células e presente na formação de proteínas estruturais e da hemoglobina.

“O folato é encontrado naturalmente em hortaliças de cor verde escura, como couve, brócolis e espinafre, mas a biodisponibilidade é alterada no preparo dos alimentos, daí a indicação medicamentosa”, explica.

A farmacêutica ressalta que a carência de ácido fólico é importante fator de risco para os defeitos no tubo neural, porque sua ação ocorre na síntese de DNA e na divisão celular que ocorre durante o desenvolvimento fetal.

O tubo neural é formado logo no primeiro mês da gestação e é o sistema nervoso primitivo do futuro bebê. Por meio do seu desenvolvimento se formarão o cérebro e a medula espinhal.

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Eduardo Borges ressalta que, sem o ácido fólico, o tubo neural não se fecha, gerando má-formações, como o nascimento de crianças com apenas uma parte ou ausência do cérebro (anencefalia), que ocasiona a morte logo após  o nascimento; a espinha bífida, que é a exposição da medula espinhal e que deixa sequelas de graus variados ao longo da vida do bebê.

“Nosso grande desafio está na conscientização e na educação da mulher que não se programa para engravidar, inviabilizando o consumo de ácido fólico no período correto. Por isso, planejamento familiar é essencial e continuará sendo nosso foco”, completa o representante da Febrasgo.

Impacto

O médico também lembra que ausência de suplementação do ácido fólico não gera apenas problemas na fase fetal, pois as má-formações congênitas impactam na vida da família e da sociedade. “Os portadores terminam precisando de acompanhamento profissional prolongado, com comprometimentos para a realização das atividades cotidianas e na inclusão social.

“A melhor maneira de fazer a inclusão social é por meio da prevenção, tendo em vista que os cuidados que essa criança exige são necessários ao longo de toda a vida, por parte da família e dos médicos. Além disso, o custo com a prevenção é consideravelmente menor”.

Caso não seja realizada a prevenção e seja constatada a espinha bífida, existem as cirurgias intrauterinas que reduzem as complicações do bebê, mas o médico ressalta que, apesar de gerar resultados satisfatórios para a criança, esses procedimentos aumentam o risco da mãe durante o período gestacional.

Vale lembrar que o ácido fólico também evita outras alterações na formação do bebê e tem um papel fundamental na prevenção de doenças do coração,  trato urinário e fissura lábio-palatina. Para a mamãe, a vitamina traz benefícios uma vez que afasta o risco de doenças cardíacas, certos tipos de câncer e anemia.

Fonte: Correio 24 Horas