hepatite C

Doador de sangue pode ter até 69 anos

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O Ministério da Saúde ampliou de 67 para 69 anos a idade máxima para doação de sangue no País. O governo também adotou teste mais preciso para identificar HIV e Hepatite C, além de um estudo para incluir a Hepatite B.

A medida aumentará em 2 milhões o público potencial de doadores. Atualmente, são coletadas no Brasil, por ano, 3,6 milhões de bolsas.

Esta é a segunda mudança na faixa etária em um ano. Em 2012, o governo havia reduzido a idade mínima para doação de 18 para 16 anos, com autorização do responsável.

Além da ampliação da faixa etária, será obrigatório em 90 dias um teste mais preciso para identificação de amostras de sangue contaminadas por HIV e Hepatite C. O exame, batizado de NAT, é uma reivindicação feita há 11 anos por especialistas. Há pelo menos três anos o governo adiava a implementação da medida.

4 milhões de pessoas contraem hepatite C por ano

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que entre 3 milhões a 4 milhões de pessoas são infectadas pela hepatite C a cada ano em todo o mundo.

De acordo com o órgão, de 130 milhões a 170 milhões desenvolvem a doença de forma crônica e correm risco de ter cirrose ou câncer de fígado. Ainda segundo a organização, mais de 350 mil morrem em decorrência da hepatite C todos os anos.

A partir desta segunda-feira (18), entram em vigor novas diretrizes para o tratamento da doença no Brasil, entre elas, a que permite ao paciente prolongar o tratamento por até 72 semanas na rede pública, sem precisar do aval de uma comissão médica.

A doença está espalhada em todo o planeta. O Egito, Paquistão e a China são as nações com a mais alta incidência da hepatite C. Nesses países, a transmissão ocorre principalmente pelo uso de seringas e equipamentos contaminados com o vírus da doença.

A hepatite C é transmitida pelo contato com o sangue de uma pessoa contaminada por meio de transfusão de sangue, de mãe para filho durante a gravidez e compartilhamento de seringas ou objetos que furam ou cortantes, como alicates de unha e aparelhos usados em cirurgias, tatuagens, piercing e acupuntura. A transmissão pode ocorrer pela relação sexual sem camisinha, mas é uma forma mais rara de infecção, segundo a OMS.

A organização estima que 80% das pessoas não apresentam sintomas. Por ser uma doença silenciosa, a recomendação é consultar um médico com frequência.

Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Não existe vacina contra a hepatite C. O tratamento é a base de antivirais, como o interferon. No entanto, segundo a OMS, o acesso ao medicamento não é universal e muitas pessoas abandonam a terapia.