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Número de transplantes sobe 16,4%

O número de transplantes no Brasil aumentou 16,4% no primeiro semestre deste ano. O país também teve 17% a mais de doadores de órgãos, segundo o Ministério da Saúde.

Apesar dos avanços, dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos revelam que a situação entre os estados ainda é muito desigual. No Rio, a rotina do economista José Roberto Dantas inclui quatro sessões semanais de hemodiálise. Ele aguarda por um transplante de rins.

Na mesma situação estão cerca de 3.800 pessoas no estado. Muitos estão perdendo a esperança porque o número de doadores no Rio caiu — de 4,8 para 3,6 doadores por milhão de habitante. Em outros nove estados também houve redução: Acre, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Sergipe. A região Norte teve apenas quatro doadores de janeiro e junho: um no Acre e três no Pará.

Houve aumento de doadores em dez estados (São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Paraíba, Minas Geais, Rio Grande do Norte, Goiás, Piauí e Alagoas) e no Distrito Federal. O melhor índice foi registrado em São Paulo: 22,5 doadores por milhão de habitantes. O Ministério da Saúde diz que está investindo em treinamento, principalmente nos estados que realizam poucas cirurgias desse tipo.

Primeiro hospital público para transplantes

A Secretaria de Saúde de São Paulo inaugurou hoje (15) um hospital especializado em transplantes. A unidade tem capacidade para realizar até 636 cirurgias por ano: 240 de rim, 200 de córnea, 100 de fígado, 48 de pâncreas e 48 de medula óssea. Os procedimentos serão realizados em nove salas cirúrgicas, com a retaguarda de 153 leitos de internação, entre eles 21 reservados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O hospital, que consumiu R$ 37,3 milhões e dois anos de reforma, tem o nome do primeiro médico a fazer um transplante de coração no Brasil – Euryclides de Jesus Zerbini. A unidade será administrada pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), uma organização social de saúde (OSS) ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Embora afirme não ser possível precisar o tempo em que os pacientes à espera de um órgão compatível serão atendidos, o superintendente do hospital, Nacime Salomão Mansur, garante que as novas instalações terão um “impacto brutal para a população”. “Queremos ser [em breve] o principal transplantador de fígado, córnea, medula óssea e pâncreas e, em curto espaço de tempo, esperamos fazer praticamente a metade do número de transplantes renais que o Hospital do Rim faz hoje. Agora, a queda no tempo de espera vai depender dos doadores e do aumento da captação de órgãos”, disse Mansur durante a inauguração do hospital.

O  superintendente afirmou que o hospital continuará atendendo a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de outros estados (hoje, um em cada cinco transplantados nos hospitais paulistas são moradores de outros estados) e que a triagem e o encaminhamento dos pacientes continuará sendo feito pelos ambulatórios especializados. Constatada a necessidade de transplante, o paciente é inscrito em uma lista de espera, cujo tempo de atendimento depende do órgão necessário e do estágio da doença.

O número de doadores de órgãos em São Paulo, de janeiro a maio deste ano, aumentou 34,5% em relação ao mesmo período de 2009.

Doações de órgãos crescem 22% no início deste ano em São Paulo

Do Estadão.com

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde aponta que o número de doadores de órgãos no Estado de São Paulo cresceu 22% nos dois primeiros meses de 2010, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em janeiro e fevereiro deste ano houve 136 doações, contra 111 no primeiro bimestre de 2009. Em relação ao mesmo período de 2008, quando foram registradas 80 doações, o crescimento chega a 70%.

Seguindo o crescimento deste primeiro bimestre, o número de transplantes de órgãos realizados no Estado chegou a 397, 25% a mais do que no mesmo período de 2009 e 71% superior ao dois primeiros meses de 2008. Somente neste ano foram realizados 14 transplantes de coração, 32 de pâncreas, 228 de rim, 111 de fígado e 12 de pulmão.